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Projeto CITinova II amplia diálogo com regiões metropolitanas durante congresso em Curitiba

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Integrantes do Projeto CITinova II participaram, na terça-feira (16) e quarta-feira (17), do 2º Congresso Ibero-Americano de Áreas Metropolitanas, em Curitiba (PR). Reunindo gestores públicos, representantes governamentais, especialistas, acadêmicos e sociedade civil, o encontro foi um espaço de debate e de troca de conhecimento para desafios urbanos enfrentados nessas áreas e na Europa.  

Durante o evento, a equipe do CITinova II partilhou as atividades conduzidas no âmbito do fortalecimento de governança metropolitana, capacitação técnica e aceleração de financiamento a projetos metropolitanos. 

Houve ainda a abertura de inscrições para o Curso de Introdução à Governança Metropolitana e Interfederativa e manifestação de interesse em participar do Acelerador de Projetos Metropolitanos Financiáveis, as quais visam fortalecer capacidades e compartilhar conhecimento com gestores urbanos de todas as regiões do Brasil.  

“O CITinova II é um projeto desafiador, que busca promover o desenvolvimento sustentável de regiões metropolitanas por meio da redução das emissões de gases de efeito estufa [GEEs] e da conservação da biodiversidade. Nesse sentido, o congresso permitiu um diálogo enriquecedor com representantes de regiões que vivenciam desafios semelhantes aos do Brasil no âmbito do planejamento urbano integrado”, afirma o servidor do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e coordenador Nacional do Projeto CITinova II, David Peixoto. 

“Sem dúvidas as iniciativas conduzidas pelo Projeto CITinova II podem favorecer outras regiões metropolitanas do Brasil, para além daquelas que atualmente o integram, que são Belém do Pará, Florianópolis e Teresina. Nosso foco é apoiar entidades metropolitanas no suporte de fragilidades municipais em termos de planejamento urbano, por meio de capacitações e apoio técnico, visando acelerar o desenvolvimento sustentável”, afirma o coordenador-geral de Fortalecimento das Capacidades Governativas do Ministério das Cidades, Marcel Sant’Ana, que também integrou o painel apresentado pelo CITinova II.  

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Acelerador de projetos e Curso de Governança Metropolitana e Interfederativa 

Um ponto relevante do CITinova II é a construção compartilhada das atividades com representantes dos governos a nível regional, garantindo maior receptividade e aderência das atividades propostas pelo projeto, avalia a coordenadora técnica nacional do Projeto CITinova II e vinculada ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Camile Vieira Martins.  

O acelerador de projetos selecionará 11 regiões metropolitanas para um ciclo de treinamento conduzido pelo projeto CITinova II, voltado ao desenvolvimento e à qualificação de propostas de projetos integrados visando acessar financiamento.  

Das 11 regiões que participarem do treinamento, quatro serão escolhidas para receber apoio técnico direto na elaboração e submissão de projetos metropolitanos a oportunidades de financiamento nacionais e/ou internacionais.   

Já o Curso de Governança Metropolitana e Interfederativa é uma iniciativa do Projeto CITinova II em parceria com o Portal Capacidades, do Ministério das Cidades, cujo objetivo fortalecer habilidades sobre temas centrais para a compreensão da governança metropolitana e interfederativa no Brasil.  Dentre os temas abordados, constam: 

Os fundamentos da governança metropolitana e Estatuto da Metrópole 

Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs) 

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Princípios da governança interfederativa 

Planejamento metropolitano e formulação de políticas públicas integradas 

Importância da articulação interfederativa para enfrentar os desafios climáticos e ambientais 

Modelos organizacionais, arranjos institucionais e mecanismos de financiamento voltados à governança metropolitana 

Desafios atuais e as perspectivas futuras para a consolidação de uma gestão mais eficiente e colaborativa nas regiões metropolitanas 

Sobre o CITinova II 

O projeto CITinova é focado na agenda de planejamento urbano sustentável, unindo ciência, tecnologia e inovação para desenvolver ferramentas que auxiliem as cidades brasileiras a enfrentarem desafios como a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, a conservação da biodiversidade e a equidade de gênero.   

A iniciativa é vinculada à Coordenação-Geral de Ecossistemas e Biodiversidade, alocado no Departamento para o Clima e Sustentabilidade, da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.  

O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla do nome em inglês), um dos maiores patrocinadores de projetos de conservação, proteção e restauração do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável do mundo. A execução do projeto é conduzida pelo Pnuma Brasil e pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), sob liderança do MCTI e supervisão do Pnuma, como Agência Implementadora do GEF. Para mais informações sobre o projeto, acesse a página no Instagram. 

Fonte: Assessoria de Comunicação – Projeto CITinova II 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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