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São Paulo concentra maior investimento do País no Mais Ciência na Escola e impulsiona educação científica

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Com investimento de cerca de R$ 30 milhões e alcance de 300 escolas públicas, São Paulo concentra a maior aplicação de recursos do País no programa Mais Ciência na Escola. O dado foi destacado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante cerimônia nesta quinta-feira (19), no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), na capital paulista. 

O evento marcou o lançamento do programa no estado e reuniu representantes do Governo do Brasil, instituições de ensino e gestores da rede pública. A iniciativa é resultado de parceria entre o MCTI, o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

Instituído pelo Decreto nº 12.049, de 2024, o Mais Ciência na Escola tem como objetivo ampliar o acesso à educação científica e ao letramento digital na educação básica. A estratégia inclui a implementação de laboratórios maker, formação de professores e concessão de bolsas para estudantes, com foco em aprendizagem por investigação, experimentação e solução de problemas reais. 

Em todo o País, o programa atende atualmente mil escolas públicas, distribuídas entre todas as regiões. A previsão é de expansão para 2 mil unidades em 2026. No Sudeste são 360 escolas contempladas, sendo 150 em São Paulo nesta etapa inicial. A segunda fase, conduzida por universidades estaduais paulistas, ampliará o alcance para 300 unidades. 

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Durante a cerimônia a ministra destacou o papel do programa na aproximação entre ciência e educação básica. “Estamos falando de um programa nacional de letramento digital e educação científica de R$ 200 milhões, que vai alcançar 2 mil escolas em todo o Brasil, beneficiar 20 mil estudantes e 2 mil professores”, afirmou. 

A implementação no estado ocorre por meio de articulação entre o IFSP, universidades e centros de pesquisa, com atuação em dezenas de municípios paulistas. Os laboratórios maker instalados nas escolas permitem o desenvolvimento de atividades em áreas como robótica, programação e cultura digital, além de projetos voltados a demandas locais. 

A ministra também ressaltou o impacto da iniciativa na inclusão social e no acesso à ciência. “O Mais Ciência na Escola existe para dizer a cada jovem da periferia, do interior, da escola pública: ‘você pode, você pertence, esse espaço também é seu’”, disse. 

Representando a instituição, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFSP, Adalton Ozaki, destacou o papel das políticas públicas na ampliação do acesso à educação e na formação de trajetórias profissionais. “Se vocês estão hoje aqui, é consequência de uma política pública, de um ministério, sob o comando da Luciana, que valoriza a ciência, que valoriza o ensino, que valoriza a educação. E se vocês têm a oportunidade de também estudar em um instituto federal mais próximo da cidade de vocês, também é decorrente de política pública”, explicou. 

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Ciência na Escola
Ciência na Escola

Além do programa, a ministra apresentou dados sobre a ampliação dos investimentos do MCTI em São Paulo. Segundo ela, os recursos operados pela Finep cresceram 243% na atual gestão (2023-2026), passando de cerca de R$ 4,4 bilhões para mais de R$ 15,4 bilhões. Já os investimentos do CNPq somam aproximadamente R$ 8 bilhões no período. 

Os aportes têm sido direcionados à infraestrutura de pesquisa, inovação empresarial, transformação digital e formação de recursos humanos. Também incluem iniciativas de conectividade acadêmica, desenvolvidas em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com mais de R$ 200 milhões em projetos que envolvem o estado. 

As ações integram a estratégia do Governo do Brasil de fortalecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, com foco na redução de desigualdades e na ampliação de oportunidades para estudantes da rede pública. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI e CNPq abrem chamada pública de R$ 8 milhões para apoiar eventos nacionais da SNCT

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Estão abertas as inscrições para a chamada pública de apoio aos eventos de divulgação e popularização da ciência da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). As inscrições vão até 3 de julho. Serão R$ 8 milhões em recursos, provenientes do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Segundo a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Germana Coriolano, a chamada é uma forma de ampliar ainda mais o alcance das ações pelo país. “A chamada reforça o compromisso do governo federal com uma ciência mais diversa, inclusiva e representativa da sociedade brasileira. Garantir recursos para todas as regiões do Brasil é fundamental para democratizar o acesso ao conhecimento e valorizar a produção científica em diferentes territórios”, disse.

Neste ano, o maior encontro de divulgação científica do País terá como tema Ciência Delas. “Esse tema é um convite para reconhecer a contribuição histórica das mulheres na ciência e, principalmente, incentivar novas gerações de meninas a ocuparem esses espaços.”, explica a secretária. Nesta edição, as atividades nacionais da SNCT estão previstas para ocorrerem de 20 de outubro e 1º de novembro. Já o evento em Brasília (DF) será de 10 a 15 de novembro.

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Para participar da chamada, os encontros, em âmbito municipal, estadual, distrital e intermunicipal, devem se enquadrar no tema Ciência Delas. “Nós estamos muito animados com a possibilidade de ver mais trabalhos sobre as mulheres cientistas e com a participação ainda maior das meninas. Com a chamada, nós vamos conseguir que a sociedade seja mobilizada a pensar na importância das mulheres e meninas para a ciência”, comemora a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.

Cada unidade da Federação deverá ser contemplada com pelo menos uma proposta em cada linha de financiamento. Ainda assim, cada uma deverá ter seu mérito atestado e recomendado pelo comitê julgador. No mínimo 30% do valor deverá ser direcionado para propostas a serem executadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A chamada ainda determina que, dos projetos contemplados, 30% deverão ter como proponentes pessoas negras ou indígenas, de acordo com a autodeclaração constante no currículo lattes.

Os eventos participantes deverão obrigatoriamente ser gratuitos e estimular o livre acesso a todos.

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Veja a íntegra do edital e o texto-base dos eventos.

SNCT

Instituída em 2004 por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é promovida anualmente pelo MCTI em parceria com unidades de pesquisa, agências de fomento e entidades vinculadas, comunidade científica, universidades, instituições de ensino de pesquisa, escolas, museus e jardins botânicos, secretarias estaduais e municipais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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