MATO GROSSO
Instituições assinam pacto e se comprometem com avanço da Educação na Primeira Infância em Mato Grosso
MATO GROSSO
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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As 19 instituições que compõem o Gabinete de Articulação para Efetividade das Políticas de Educação de Mato Grosso (Gaepe-MT) assinaram, nesta quarta-feira (17), o Pacto Interinstitucional pela Educação na Primeira Infância no estado. Em evento no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), autoridades afirmaram compromisso, cada qual em sua esfera e âmbito de atuação, para garantir o acesso às creches, pré-escola e alfabetização de qualidade.
Além do TCE-MT, também integram o Gabinete o Ministério Público de Contas (MPC), Instituto Articule, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB), Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT), Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UNCMMAT), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-MT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-MT), Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social de Mato Grosso (Coegemas-MT), Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS-MT) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Na ocasião, o representante do TCE-MT no Gaepe-MT e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Corte de Contas, conselheiro Antonio Joaquim, destacou a relevância do acordo. “Hoje viabilizamos este Pacto que é importante para o futuro do ser humano. Tenho certeza de que vamos fazer com que aconteçam as metas definidas para melhorar a educação na primeira infância em Mato Grosso.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Com o objetivo de garantir o direito fundamental à educação à esta faixa etária, o Pacto prevê o desenvolvimento de ações articuladas e colaborativas, estabelecendo, dentre outros, que as instituições desenvolvam pesquisas e estudos relacionados ao tema, disseminem e compartilhem boas práticas, bem como desenvolvam cursos de capacitação.
De acordo com a presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, a taxa de crianças que precisam de creche é de 35%, considerando apenas a zona urbana. “Estes dados refletem desafios históricos, aprofundados pela pandemia. Para mudá-los, é preciso que a prioridade absoluta das crianças esteja refletida nas decisões políticas e nas ações articuladas entre todos os poderes”, afirmou.
A fala foi reforçada pelo presidente da AMM, Neurilan Fraga, e pelo presidente da Comissão de Educação da ALMT, o deputado estadual Thiago Silva. “Há um compromisso entre os gestores para melhorar a educação, mas é preciso instrumentos para que isso aconteça, e este pacto é primordial para auxiliá-los”, disse Neurilan. “Para que tenhamos uma sociedade mais justa, não há outro caminho senão a educação”, pontuou Thiago.
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira chamou a atenção para os prejuízos da falta de formação adequada na base. “Trabalhamos muito tentando minimizar estas consequências, seja por meio do serviço de polícia ou do Poder Judiciário, atuando sobre aquilo que não teve a devida atenção quando foi preciso.”
Ao citar dados sobre a educação no Estado, o secretário de Educação de Mato Grosso, Allan Porto, destacou a importância da atuação conjunta para o avanço do setor. “O papel da educação não é de apenas de um ente. O que escutamos das universidades é que os jovens chegam com dificuldade de leitura e de fazer cálculos básicos, e isso se aprende na base. Por isso é preciso discutir a primeira infância e a alfabetização na idade certa de forma ampliada.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Na oportunidade, houve ainda palestra sobre a Primeira Infância com o conselheiro do Tribunal de Contas de Goiás (TCE-GO) Edson Ferrari, que na ocasião, representou o Instituto Rui Barbosa (IRB). “Gostaria que todos estivessem como o estado de Mato Grosso está hoje, somando forças por meio de ações articuladas e colaborativas para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à essas crianças.”
Presidindo a solenidade e representado o TCE-MT, o vice-presidente Conselheiro Valter Albano disse que é preciso priorizar os investimentos na primeira infância e ter sempre em mente que os que tentam atender a tudo acabam fracassando. A priorização precisa estar assegurada nas leis orçamentárias.
Também participaram do encontro o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos de Neto, representando a Atricon, o conselheiro Sérgio Ricardo, o procurador-geral do MPC, Alisson de Alencar, o procurador de Justiça José Antônio Borges, o primeiro subdefensor público Rogério Borges de Freitas, o reitor da UFMT Evandro Soares, o presidente da UNCMMAT Bruno Rios, o presidente da Undime Silvio Fidelis, a vice-presidente do UNCME-MT Eva de Paula Vieira e a representante do CEE-MT Adriana Tomasoni.
O Gaepe-MT
Idealizado pelo Instituto Articule, o Gaepe-MT é resultado de um acordo de cooperação com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), com o objetivo de aperfeiçoar a governança horizontal, multissetorial e multinível, na área da educação no Estado.
Clique aqui e confira galeria de fotos.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Flickr: clique aqui
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros alinha estratégias com equipes de campo para enfrentar período da estiagem e incêndios florestais
Com a aproximação do período de estiagem, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) está intensificando o alinhamento com os militares que estarão em campo realizando as ações de enfrentamento aos incêndios florestais. O objetivo é garantir que toda a estrutura esteja pronta para atender às demandas do período mais crítico.
Neste ano, as previsões climáticas indicam que a seca deverá ser mais severa em razão dos efeitos do fenômeno El Niño, que ocasionam o aumento da temperatura e a queda no volume de chuvas, o que contribui para o aumento do risco e da propagação de incêndios em áreas de vegetação.
Ao longo desta semana, bombeiros representantes de todos os Comandos Regionais do Estado participam do Nivelamento da Temporada de Incêndios Florestais 2026. A programação contempla a atualização de protocolos operacionais, a revisão de procedimentos, o aperfeiçoamento no uso de tecnologias de monitoramento e a definição de estratégias de atuação integradas para o enfrentamento das ocorrências.
O foco é ampliar a eficiência das ações em campo, reduzir o tempo de resposta e fortalecer a segurança das equipes e das comunidades eventualmente afetadas. Além disso, os militares passaram por uma capacitação junto à Secretaria de Estado de Comunicação, com foco no aprimoramento da comunicação institucional e na qualificação da divulgação de informações durante a temporada de incêndios florestais.
De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o planejamento antecipado é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta rápida, eficiente e coordenada às ocorrências e minimizar os impactos causados pelos incêndios florestais.
As equipes serão coordenadas pela Sala de Situação Central (SSC), a partir de 1º de julho, que atuará até 30 de novembro de 2026. O órgão terá caráter consultivo e deliberativo na fase de resposta aos incêndios florestais, sendo responsável pelo acompanhamento estratégico das operações e pela coordenação das ações em todo o Estado.
“A Sala de Situação é o centro de onde partem todas as ordens de missão durante a temporada de incêndios florestais. Por isso, compreender a estrutura do nosso Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) e as missões que serão desencadeadas a partir dele é fundamental. A Sala de Situação tem papel estratégico na coordenação das ações”, destacou o comandante-geral.
O coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, diretor Operacional, explicou que o cenário climático deste ano exige atenção redobrada e reforço das estratégias operacionais adotadas pelo CBMMT, especialmente diante das variações previstas no regime de chuvas e do aumento do risco de incêndios florestais.
“Esse ano há um prognóstico um pouco diferente, que nos traz um desafio um pouco mais intenso do que provavelmente enfrentamos em 2025. Eu afirmo, com toda convicção, que sabemos do desafio. Existem indicadores e variáveis que fogem ao nosso controle. O que a gente pode fazer, o que estamos fazendo, é tudo aquilo que está ao nosso alcance, tudo aquilo que foi planejado. Senhores, tenham apenas a certeza de que, se executarmos isso da forma como sabemos fazer, independente do prognóstico e dos indicadores, o nosso trabalho será reconhecido”, concluiu.
Período proibitivo do uso do fogo
O Governo do Estado estabeleceu o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. A utilização irregular do fogo nesse período pode configurar crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ilegal, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Em casos de flagrante de uso indevido do fogo, inclusive em áreas urbanas, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.
Fonte: Governo MT – MT
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