POLITÍCA NACIONAL
Projeto cria quarentena de dez anos para evitar conflito de interesse em agências reguladoras de transporte
POLITÍCA NACIONAL
O Projeto de Lei 4746/24 propõe que, por dez anos, profissionais que trabalharam em cargos de liderança em empresas do setor de transportes não possam ser nomeados para cargos de direção na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A Câmara dos Deputados analisa a proposta.
A vedação também se aplica a pessoas que mantiveram vínculo contratual, consultivo ou profissional com empresas ou organizações que são supervisionadas pelas agências, ou que tenham atuado em atividades relacionadas ao transporte terrestre, aquaviário ou de logística.
A proibição se estende ainda a sócios e acionistas com poder de voto, entidades do setor, advogados e consultores jurídicos que tenham defendido interesses em assuntos ligados às agências nos últimos dez anos.
“O texto propõe vedações objetivas à nomeação de pessoas que, nos últimos dez anos, tenham ocupado cargos de liderança ou mantido vínculos com entidades, prevenindo conflitos de interesse e garantindo que as decisões das agências sejam pautadas no interesse público”, resume o autor da proposta, deputado Duarte Jr (PSB-MA).
As nomeações realizadas em desacordo com a nova regra serão nulas.
Por fim, após deixar o cargo, a pessoa também terá que respeitar a quarentena de dez anos e não poderá trabalhar em empresas que são supervisionadas pela Antaq e ANTT. Essa regra vale para qualquer tipo de serviço, consultoria ou outro trabalho profissional.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Presidente do Senado anuncia esforço concentrado para a próxima semana
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que na próxima semana haverá esforço concentrado, com foco na votação da indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2028 (OFS 4/2026). Davi acrescentou que a pauta será publicada na próxima sexta-feira (5).
— Logicamente haverá a votação de outras matérias dentro da pauta, que é uma prerrogativa da Presidência — declarou Davi, na abertura da ordem do dia desta terça-feira (2).
Davi pediu a compreensão de senadores e senadoras em torno de um esforço para que compareçam ao Senado na próxima semana. Ele disse que as sessões serão realizadas de forma presencial.
No último dia 20 de maio, o presidente cancelou a votação da indicação de Gonçalves para o CNJ, diante do número de votantes. Dos 67 senadores presentes na Casa na ocasião, apenas 59 registraram voto, número inferior ao verificado nas dez deliberações anteriores de indicações de autoridades. A votação demanda maioria absoluta (41) para aprovação.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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