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MCTI lança chamada para eventos de empreendedorismo e inovação com investimento de até R$ 3 milhões

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, na tarde desta quarta-feira (23/4), em Brasília, a nova edição da Chamada Pública MCTI-CNPq para apoio a eventos de promoção do empreendedorismo e da inovação. A ministra Luciana Santos participou do lançamento, ao lado do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), Daniel Almeida Filho, e da diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Dalila Andrade Oliveira.

A nova chamada, resultado da parceria entre o MCTI e o CNPq, prevê apoio de até R$ 150 mil para eventos nacionais e até R$ 200 mil para eventos internacionais, com recursos totais da ordem de R$ 3 milhões. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação no país, promovendo congressos, conferências, fóruns e seminários voltados à articulação de ideias, conexões e soluções tecnológicas em todas as regiões do Brasil.

A ministra Luciana Santos ressaltou o caráter estratégico da iniciativa para aproximar a produção científica das necessidades sociais e econômicas do país. “Um dos grandes desafios da nossa política pública de ciência e tecnologia é aproximar a produção gerada por nossas universidades e institutos de pesquisa da sua transformação em produtos e serviços. Iniciativas como essa chamada pública caminham nessa direção”, explicou.

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Luciana também destacou os investimentos realizados pelo MCTI para estruturar os ambientes de inovação no Brasil, como parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. “Reafirmamos hoje o compromisso do MCTI com um Brasil inovador, competitivo e próspero. Essa também é uma política industrial inovadora, convergente e estratégica, que responde aos grandes desafios globais e brasileiros”, completou.

O secretário Daniel Almeida Filho destacou os resultados da edição anterior da chamada e o potencial transformador da nova iniciativa. “A Chamada 04/2024 nos trouxe um panorama claro de como a ciência e a inovação já estão sendo disseminadas por todo o país. Foram 112 eventos submetidos, com uma demanda de R$ 28 milhões, o que mostra o apetite da nossa comunidade científica por gerar impacto”, afirmou.

Nesta nova edição, a chamada será dividida em duas rodadas: uma com submissão até 16 de maio, para eventos no segundo semestre de 2025, e outra com prazo até 18 de setembro, para eventos no primeiro semestre de 2026. A proposta, segundo Daniel, é oferecer ainda mais previsibilidade aos organizadores. “Esta chamada é um convite para que pensemos juntos no impacto que queremos gerar. Vocês são os arquitetos dessa transformação”, reforçou.

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Representando o CNPq, a diretora Dalila Andrade Oliveira reforçou a importância da parceria com o MCTI e da existência de uma chamada específica para eventos de inovação. “Essa chamada tem um lugar muito especial no CNPq. Antes, eventos de inovação disputavam espaço em editais voltados a eventos científicos acadêmicos, com critérios que não dialogavam com as exigências da inovação”, ressaltou.

Com a nova chamada, o MCTI e o CNPq esperam impulsionar ainda mais o empreendedorismo tecnológico brasileiro, aproximando ciência e mercado, além de contribuir para a construção de redes e o fortalecimento do ecossistema de inovação.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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