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Investimentos e programas do MEC fortalecem a educação

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No Dia Mundial da Educação, celebrado nesta segunda-feira, 28 de abril, o Ministério da Educação (MEC) reforça o compromisso de investimento nos programas que fortalecem todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino superior. Na data, o MEC destaca políticas públicas que garantem o acesso e a permanência dos estudantes de todo o país no sistema educacional, promovendo qualidade de ensino e o direito de cada estudante à equidade, inclusão e justiça social. 

Um dos destaques é o Pé-de-Meia, a poupança do ensino médio. Criado em 2024, o programa é voltado para estudantes de baixa renda que cursam o ensino médio em escolas públicas. O Pé-de-Meia valoriza o estudante que se matricula no ensino médio, frequenta as aulas, passa de ano e faz o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os jovens recebem um benefício financeiro, que visa garantir a permanência do aluno na escola, assim como a conclusão dos estudos. Para garantir o benefício, é necessário que o estudante frequente 80% das aulas e seja aprovado ao final de cada período letivo. Ao final, as parcelas do programa somam R$ 9.200. O Pé-de-Meia beneficia 4 milhões de estudantesnúmero maior do que a população de todas as cidades brasileiras, exceto Rio e São Paulo – e conta com um investimento anual previsto de R$ 12,5 bilhões. 

Já o programa Escola em Tempo Integral, criado pela Lei Federal nº 14.640, de 13 de julho de 2023, tem impulsionado a criação de matrículas em tempo integral igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais em todas as etapas e modalidades da educação básica. Nesses dois anos, 69% dos estados e municípios passaram a ter política para educação integral – antes eram apenas 19%. Já foram criadas 1 milhão de novas matrículas, o que equivale a mais de 33 mil salas de aula, e 943 mil foram pactuadas para 2024-2025. O programa tem previsão de investir R$ 4 bilhões por ano. Desde o lançamento do Escola em Tempo Integral, o MEC tem fornecido assistência técnica e financeira a propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).  

Alfabetização Outro destaque da pasta é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), lançado por meio do Decreto nº 11.556, de 12 de junho de 2023, e que tem por objetivo central a garantia do direito à alfabetização até o final do 2º ano do ensino fundamental. Atualmente, 99% dos municípios brasileiros aderiram ao compromisso para alfabetizar 100% das crianças brasileiras. Com R$ 1,3 bilhão investido em 2023 e 2024, e mais R$ 3 bilhões até 2026, a iniciativa conta com mais de 7,2 mil articuladores bolsistas espalhados pelo país. 

Focado na segurança alimentar e nutricional de milhares de estudantes das escolas públicas de todo o Brasil, o MEC também apresenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Com mais de 50 milhões de refeições diárias (10 bilhões anuais), o Pnae promove a saúde e o bem-estar dos alunos, além de fortalecer a agricultura familiar, de onde saem cerca de 30% dos alimentos, vindos diretamente de pequenos produtores. São 40 milhões de estudantes beneficiados por um investimento de R$ 5,3 bilhões anuais. 

A pasta também ampliou o Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD), a mais antiga política pública educacional brasileira, criada em 1937. A iniciativa oferece livros didáticos, pedagógicos e literários gratuitamente para escolas públicas de todo o país. Com 31,1 milhões de estudantes beneficiados, o programa recebeu R$ 2,1 bilhões em investimentos em 2024. No mesmo ano, foram adquiridos 194,6 milhões de livros. 

Adolescências O programa Escola das Adolescências, criado pelo MEC em julho de 2024, por meio da Portaria nº 635/2024, oferece aos alunos do 6º ao 9º ano uma política pública voltada para as necessidades do final do ensino fundamental. O objetivo é potencializar o desenvolvimento físico, emocional, intelectual, social e cultural da adolescência, bem como estimular e recompor aprendizagens, atuando para diminuir a evasão e o abandono escolar. Mais de 17 mil escolas já foram atendidas e, somente no ano passado, o programa investiu R$ 107,7 milhões. 

O acesso democrático da população aos meios digitais para fins pedagógicos também motivou a criação da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), por meio do Decreto nº 11.713, de 26 de setembro de 2023. O objetivo é garantir a universalização do acesso à internet nas escolas públicas. Mais de 100 mil escolas e 30 milhões de alunos já foram beneficiados por essa política pública, que prevê cerca de R$ 8,8 bilhões em investimentos até 2026.  

O MEC também fomenta a oferta de cursos de qualificação e técnicos por meio das redes públicas de ensino, com destaque para a oferta de cursos técnicos nas escolas em tempo integral, em parceria com os estados. Já foram destinados R$ 145,5 milhões para a geração de 60 mil vagas nesta modalidade.  

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Para ingressar no ensino superior, o MEC tem consolidado o Enem, que na edição de 2024 teve 4,3 milhões de inscritos – cerca de 900 mil a mais que em 2022. O exame também registrou o aumento de concluintes inscritos, que saiu de 58% para 94%. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também foi aprimorado com a unificação do processo seletivo em único semestre. Em 2025, foram ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior. O número de inscritos cresceu 3% em relação a 2024. O processo como um todo registrou 2.505.979 inscrições, pois cada inscrito pode escolher até dois cursos. 

ProfessoresLançado pelo MEC neste ano, o programa Mais Professores integra ações para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica, além do incentivo à docência no Brasil. No quesito atratividade para cursos de graduação que formam professores, encontra-se o Pé-de-Meia Licenciaturas. Com ele, o número de estudantes com alto desempenho no Enem que optou por cursos de licenciatura cresceu mais de 62%. No Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025, foram 37.653 alunos matriculados nessa área, enquanto no ano anterior foram 31.088. Já em agosto, terá início a Bolsa Mais Professores, iniciativa que ofertará até 8 mil bolsas para fomentar o ingresso e a permanência de docentes nas redes públicas de ensino da educação básica em regiões e áreas de conhecimento com carência de professores. 

Entre as ações do programa também está a Prova Nacional Docente (PND). Com prazo de adesão até 15 de junho, a PND subsidia os estados, o Distrito Federal e os municípios em processos de seleção e de ingresso no magistério.  

Novo PAC – Pela primeira vez na história, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) passou a incluir no seu escopo obras de infraestrutura para a educação básica. São mais creches e escolas em tempo integral, além de transporte escolar de qualidade, com segurança e acessibilidade. Somente em 2024, foram contratadas 1.178 creches e pré-escolas e outras 684 escolas em tempo integral. O programa investiu R$ 13,3 bilhões nos últimos dois anos, quase a metade dos R$ 26,4 bilhões previstos. Para o transporte escolar, foram 877 ônibus entregues, sendo 337 mil estudantes beneficiados em todo o país.  

Para ampliar o acesso às escolas, o MEC firmou o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, um compromisso para concluir as obras essenciais ao funcionamento das escolas de educação infantil, ensino fundamental e profissional. Ao todo, 3.784 obras estão aptas a serem retomadas, que devem gerar mais de 1,1 milhão de novas matrículas nas redes de ensino. O pacto prevê R$ 4 bilhões em investimentos até 2026. 

Educação superior – O Novo PAC também investe na educação superior, com recursos previstos em R$ 5,5 bilhões, destinados à consolidação e à expansão das universidades e dos hospitais universitários federais. Com o montante, serão criados dez novos campi de universidades federais. A estratégia também inclui a construção de oito hospitais universitários e a reforma de outros 22 hospitais. 

Educação profissional e tecnológicaO Novo PAC também tem colaborado para a modernização da infraestrutura de instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, incluindo os Institutos Federais (IFs), os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II. Com investimentos de R$ 647,2 milhões em 2023 e 2024, e mais R$ 1,4 bilhão previstos até 2026, as obras incluem a construção de restaurantes estudantis; salas de aula e laboratórios; quadras poliesportivas; bibliotecas e sedes definitivas. 

A rede de institutos federais também será expandida, com a instalação de 102 novos campi por todo o país, oferecendo cursos técnicos integrados ao ensino médio, com prioridade para as regiões que ainda não possuíam unidades de IFs. Com investimentos previstos de R$ 2,5 bilhões, esses empreendimentos ofertarão 142,8 mil novas vagas.  

A Pasta investe na educação profissional e tecnológica. Princípios que vão nortear a construção da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica foram construídos no Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), com ampla participação das instituições representativas da EPT nacional. A partir do GTI, estão sendo elaboradas propostas, metas, estratégias e ações para a política, que irão promover o desenvolvimento e a integração da EPT no Brasil, em consonância com o Plano Nacional de Educação (PNE).   

Com o objetivo de promover a inclusão e a recolocação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o MEC ainda desenvolve o programa Mulheres Mil, com a oferta de cursos de qualificação profissional gratuitos em todo o Brasil. Em 2024, foram ofertadas mais de 58 mil vagas. Ainda este mês, será anunciado o quantitativo de vagas para 2025, que contemplará redes estaduais e federal.

Cursinhos – Lançado em 2025, o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para Acesso de Estudantes da Rede Pública de Ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Partiu IF) apoia estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede pública, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, no acesso ao ensino ofertado pela Rede Federal. Planejado para ser oferecido em dois ciclos, o primeiro segue até o fim de 2025 com um investimento de R$ 115 milhões e a preparação de 26 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental. Ao final do segundo ciclo, que vai até 2027, o Partiu IF deverá beneficiar o total de 78 mil estudantes, com um investimento de R$ 463 milhões. Os estudantes recebem bolsas de R$ 200 ao mês.

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A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) visa garantir suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública que buscam ingressar no ensino superior, especialmente por meio do Enem. A rede apoiará 130 cursinhos já no primeiro ano, beneficiando estudantes de todo o Brasil. Até 2027, o valor global chega a R$ 99 milhões, com 324 cursinhos populares apoiados. Poderão participar do programa jovens e adultos oriundos da rede pública, com uma renda per capita de até um salário mínimo, preferencialmente estudantes egressos da escola pública e de baixa renda, negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Os estudantes receberão um auxílio financeiro de R$ 200 mensais para apoio à permanência nos estudos.

Fundeb O MEC está ampliando o financiamento da educação em tempo integral, educação escolar indígena e quilombola, educação de jovens e adultos e educação especial. Em 2024, os fatores de ponderação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foram ainda maiores para a educação escolar indígena, quilombola e do campo. Com essas mudanças, estima-se que as matrículas em escolas do campo possam receber até R$ 1.770 a mais (para pré-escola em tempo integral), e as matrículas em escolas indígenas e quilombolas possam ser acrescidas em até R$ 3.912 (para ensino médio em tempo integral), assegurando um investimento robusto e direcionado para garantir uma educação de qualidade e inclusiva para quem mais precisa. A complementação da União foi de R$ 46,1 bilhões; para 2025, a previsão é que seja de R$ 56,5 bilhões. 

EquidadeO MEC desenvolve políticas educacionais que promovam a equidade na educação, garantindo apoio a quem mais precisa. Na educação de jovens e adultos (EJA), o MEC tem desenvolvido iniciativas como o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA); o Programa Brasil Alfabetizado (PBA); a Formação para Docência da EJA (ProfEJA); o PDDE Equidade Educação de Jovens e Adultos; o Cadastro da EJA (CadEJA). Trata-se de ações para jovens e adultos analfabetos ou com baixa escolaridade, que somarão R$ 4 bilhões investidos até 2027. 

Na Educação Bilíngue de Surdos, destacam-se o PDDE Equidade e o Programa Brasil Alfabetizado para Surdo. Somente em 2024, foram R$ 4,8 milhões investidos, por meio da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores (Renafor), para a formação de 5.725 vagas, além dos R$ 771 mil no PDDE para atender todas as escolas bilíngues. Outra frente é a Educação Escolar Indígena, representada pelo Prolind – Licenciaturas e Pedagogias Interculturais; Magistério Intercultural Indígena; Ação Saberes Indígenas na Escola (ASIE); Bolsa Permanência Estudantil Indígena; PDDE Equidade para Escolas Indígenas; Ação Emergencial Yanomami e Ye’kwana. 

A educação antirracista está sendo fortalecida com a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). Serão investidos R$ 2 bilhões até 2027. Para o trabalhador do campo, a pasta conta com o Pronacampo; o Programa Escola da Terra; o Programa de Apoio à Licenciatura em Educação do Campo; o PDDE Equidade: PDDE Água e Campo. Serão investidos R$ 716 milhões no PDDE Campo e PDDE Água. 

O MEC também tem atuado em diversas outras frentes, entre elas no combate às violências nas escolas. Entre os programas principais, estão o programa Escola que Protege (ProEP), o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (SNAVE), e o Núcleo de Resposta e Reconstrução da Comunidade Escolar (NRRCE). Eles contam com investimentos de R$ 24 milhões até 2027. 

Pós-graduação – O MEC trabalha para fortalecer a formação de alto nível e fomentar a produção científica nacional. Em 2024, a prioridade foi expandir a infraestrutura de pesquisa e ampliar programas de apoio à formação de professores, garantindo mais recursos e excelência nos cursos de pós-graduação das instituições públicas do ensino superior em todo o país e elevando patamares que não eram alcançados desde 2017. Em 2024, foram R$ 5,1 bilhões de recursos para o fomento à pesquisa e à produção acadêmico-científica. As bolsas de estudo foram reajustadas em 40%, ainda no início da gestão. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações das secretarias de Educação Básica; Educação Superior; Educação Profissional e Tecnológica; e Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão 

Fonte: Ministério da Educação

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Ações do MEC valorizam trabalhadores da educação

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Em referência ao Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, o Ministério da Educação (MEC) destaca um conjunto de ações voltadas à valorização dos trabalhadores da educação. Entre as iniciativas, estão o programa Mais Professores para o Brasil, o aumento do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica e a ampliação das vagas para professores e técnicos nas universidades e institutos federais. 

Com investimento de R$ 1,68 bilhão até 2026, o Mais Professores foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa tem como objetivos fortalecer a formação docente; incentivar o ingresso de professores na educação pública; e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. O programa busca atender aproximadamente 2,7 milhões de docentes em todo o país e abrange as seguintes iniciativas:  

  • Pé-de-Meia Licenciatura: programa criado para fomentar a formação de novos docentes, oferece bolsas aos alunos que tiraram ao menos 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e optaram por cursos de licenciatura presencial. O benefício oferece um valor mensal de R$ 1.050,00, e parte do valor só é liberado quando professor ingressa em uma rede pública de ensino até cinco anos após sua formatura. Nos processos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2025 e 2026, o programa atraiu 30 mil estudantes elegíveis. A quantidade de estudantes com alto desempenho no Enem que se matricularam em cursos presenciais de licenciatura cresceu em 95%, em comparação com 2024.  
  • Prova Nacional Docente (PND): exame que auxilia estados e municípios a selecionarem professores. Em 2025, a iniciativa teve adesão de 22 estados e 1.508 municípios, o que resultou na oferta de 9,9 mil vagas. Dos mais de um milhão de candidatos inscritos na prova no ano passado, 65% foram avaliados com proficiência para lecionar. A edição de 2026 está programada para ocorrer no segundo semestre do ano e tem mais de um milhão de inscritos. 
  • Bolsa Mais Professores: programa que visa fortalecer a permanência de docentes em áreas e regiões com carência de profissionais. O programa concede apoio financeiro mensal de R$ 2.100,00 por até 24 meses. O apoio é condicionado à realização de um curso de especialização lato sensu na modalidade a distância, alinhado à atuação docente nas redes públicas. No total, 26 estados aderiram ao programa, que oferta oito mil bolsas a partir de 2026. 
  • Portal de Formação Mais Professores: plataforma que centraliza oportunidades de formação inicial, continuada e superior para docentes da educação básica. A iniciativa reúne informações sobre mais de nove mil cursos gratuitos, presenciais e online, oferecidos em parceria com universidades públicas e institutos federais. 
  • Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB): documento que reconhece os profissionais e facilita o acesso a uma série de descontos previstos em lei. Aceita em todo o território nacional e com validade de dez anos, a carteira também pode ser usada no programa #TôComProf, que dá acesso a benefícios e vantagens em 45 empresas parceiras. A medida alcança 2,4 milhões de professores por todo o país. 
  • Reconhecimento Mais Professores: cartão em parceria com o Banco do Brasil com R$ 3 mil exclusivos para a compra de computador, notebook ou tablet concedido a professores da rede pública que possuem os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), incluindo profissionais que atuam em áreas de maior vulnerabilidade. Em todo Brasil, mais de 100 mil professores são elegíveis ao reconhecimento.  
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Piso salarial – Em janeiro deste ano, a Portaria nº 82/2026 fixou o valor do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica no valor de R$ 5.130,63. A medida do MEC é válida para professores com jornada de 40 horas semanais e em pouco tempo produziu efeitos financeiros, que são concretos desde janeiro de 2026. O vencimento das demais jornadas de trabalho também devem ser proporcionais ao piso estabelecido.  

A atualização representa um aumento de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, que era de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação do ano anterior. O aumento do piso, que pela regra anterior seria de R$ 18,00, passou a ser de R$ 262,86, com base em nova metodologia de cálculo estabelecida pela Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada em 21 de janeiro pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.  

Mesmo com a atualização do piso, grande parte dos profissionais da educação passarão a pagar menos imposto de renda. Em 2025, com o piso de R$ 4.867,77, o desconto mensal era de cerca de R$ 283,14. Com o novo valor de R$ 5.130,63 em 2026 e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda, o valor retido na fonte caiu para aproximadamente R$ 46,78 por mês, mesmo com o aumento do salário – uma diminuição de 83,5%. A combinação das duas políticas resulta em um aumento líquido de R$ 499,22 da remuneração dos professores que recebem o piso. A mudança reforça a política de valorização do magistério.  

EPT – A contribuição do MEC para os trabalhadores do Brasil também acontece por meio da educação profissional e tecnológica (EPT), que tem recebido investimento do governo federal para ampliar a oferta dessa modalidade de ensino no país, como estratégia para gerar emprego, renda e desenvolvimento.  

As ações contemplam o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado com o objetivo de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de EPT – de qualificação profissional e técnicos –, ampliando as oportunidades educacionais e de inserção no mundo do trabalho para jovens e adultos, contou, entre 2023 e dezembro de 2025, com investimento de R$ 737 milhões do governo federal, viabilizando a oferta de 323 mil vagas em diferentes iniciativas do programa.  

Destaca-se também o relançamento do Programa Mulheres Mil, que reafirma e aprofunda o compromisso com o fortalecimento da democracia ao se integrar ao conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade entre homens e mulheres em diversas esferas, como educação, trabalho, saúde, cultura, participação política e tomada de decisões. De 2023 a 2025, com investimento de R$ 213 milhões, o MEC ofertou 125 mil vagas em cursos de capacitação do programa em 523 municípios brasileiros.  

Para os trabalhadores da EPT, por meio das Leis nº 15.141/2025 e nº 15.367/2026, foram criados 9.587 cargos efetivos de professor do ensino básico, técnico e tecnológico; 10.311 cargos efetivos de técnicos administrativos em educação; e 4.138 cargos e funções comissionadas para o fortalecimento e expansão do quadro de pessoal das instituições de ensino que integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.  

Educação superior – Nas universidades federais, os destaques também contemplam o fortalecimento do quadro profissional, com a maior expansão da década. Ao todo, são 22.562 posições criadas na atual gestão, entre novas vagas, cargos e funções. Desse total, entre 2023 e 2025, 10.143 vagas já foram distribuídas, sendo 2.720 para docentes, 301 para a carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e 7.122 para técnicos administrativos.  

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Formação – Vinculada ao MEC, a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) tem ações de formação de pessoas para atuação como professores, pesquisadores ou em outras carreiras profissionais. No total, a Capes concede mais de 276 mil bolsas, que incentivam a formação de professores, cientistas, gestores e outros profissionais em diferentes áreas de atuação.  

São 112,9 mil bolsas de pós-graduação no Brasil e no exterior, destinadas a estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) conta com 93,8 mil bolsas para graduandos de licenciatura. Já a Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferta 59,8 mil bolsas, ampliando o acesso ao ensino superior – sobretudo na formação de professores – por meio da educação a distância (EaD), em parceria com instituições públicas. Ao todo, a UAB reúne 241,2 mil estudantes matriculados.  

As ações incluem ainda 3,3 mil bolsas do Programa de Mestrado Profissional para Professores da Educação Básica (ProEB), voltado à formação continuada de docentes em exercício nas redes públicas, que soma 16,2 mil matriculados. Também são ofertadas 6,5 mil bolsas do Programa Nacional de Formação de Professores (Parfor), destinado a educadores sem formação específica na área em que atuam, com 17,3 mil matriculados.  

Trabalhadores do MEC – A criação do Plano Especial de Cargos do Ministério da Educação (PEC-MEC) foi outra conquista desta gestão. O plano representa o atendimento a uma demanda histórica dos servidores da pasta e materializa uma estratégia de reconhecimento, valorização e fortalecimento da trajetória profissional no ministério.  

No campo das ações direcionadas aos funcionários terceirizados, o MEC implementou a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, de acordo com diretrizes de modernização do Estado. A medida representa avanço nas condições de trabalho ao favorecer uma rotina mais equilibrada e compatível com a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. 

Mais uma iniciativa relevante para esse público foi a implementação do auxílio-creche. Desde abril de 2026, os contratos administrativos do MEC passaram a prever o benefício, reconhecendo a dimensão social do trabalho e a importância do apoio às famílias. A ação reforça o cuidado institucional com os trabalhadores e amplia a compreensão sobre as responsabilidades sociais nas relações de trabalho.  

Nesse sentido, o MEC e o Governo do Brasil apoiam o fim da escala 6 por 1 para todos os trabalhadores. Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a redução da jornada de trabalho tem impacto direto no letramento infantil ao ampliar o tempo de convivência familiar. “Mães e pais precisam de tempo em casa para ler para seus filhos e ensinar o valor da literatura. Sem a exaustão da escala atual, garantimos que as famílias possam participar desse processo de letramento, contando histórias e transmitindo nossa cultura às próximas gerações”, afirma. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Subsecretaria de Gestão Administrativa (SGA), Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Secretaria de Educação Superior (Sesu) e Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) 

Fonte: Ministério da Educação

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