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Mercado do Feijão Segue Estagnado com Baixa Liquidez e Pressão Sobre Produtores

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A retração no volume comercializado, associada à pressão sobre os produtores e ao desalinhamento entre os valores nas regiões de origem e destino, tem dificultado a movimentação do setor. A seguir, confira os principais destaques sobre a situação atual do mercado de feijão carioca e preto, conforme análise de Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado.

Feijão carioca: mercado parado e desequilíbrio entre oferta e demanda

Na última sexta-feira, o mercado de feijão carioca registrou baixa liquidez, com negociações praticamente suspensas e volume residual limitado no atacado paulista — estimado em cerca de 90 toneladas, em sua maioria de qualidade inferior.

Segundo Oliveira, o principal entrave está no descompasso entre os preços das regiões produtoras e os valores praticados no mercado paulista, o que tem desestimulado o envio de novas cargas. No Noroeste do Paraná, os negócios pontuais variaram entre R$ 193 e R$ 195 por saca (para feijão com nota entre 8 e 8,5). Já no interior de São Paulo, lotes semelhantes foram negociados entre R$ 225 e R$ 227 por saca, reforçando a firmeza nos preços de origem.

Apesar da entrada de novas cargas ao longo da semana, a movimentação foi insuficiente para provocar alta nos preços. O feijão de melhor qualidade (nota acima de 8) ainda concentra maior interesse nas regiões produtoras, enquanto o feijão extra (nota 9) segue escasso e valorizado.

  • Preços nominais nas principais praças:
  • Itapeva (SP): R$ 276 a R$ 278 por saca
  • Leste Goiano: R$ 258 a R$ 260 por saca
  • Noroeste Mineiro (refrigerado): até R$ 265 por saca
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Feijão preto: mercado travado e preços abaixo do custo de produção

O mercado de feijão preto também permanece praticamente paralisado, com liquidez comprometida e preços pressionados. Em Curitiba (PR), o feijão intermediário é cotado entre R$ 135 e R$ 140 por saca (FOB). No interior de São Paulo, o feijão extra Tipo 1 aparece entre R$ 155 e R$ 158 por saca.

Com o custo de produção estimado próximo de R$ 200 por saca, os preços atuais estão muito abaixo do mínimo necessário para garantir rentabilidade aos produtores, agravando ainda mais a crise no setor.

Segundo o analista, não há, por enquanto, sinalizações de apoio institucional, e o setor deposita esperanças na retomada das exportações, que historicamente se intensificam no segundo trimestre do ano. No entanto, o atual patamar do dólar abaixo de R$ 5,70 tem dificultado o fechamento de novos contratos, limitando essa alternativa.

Situação das lavouras: estiagem, baixa produtividade e sanidade preocupante

Nas principais regiões produtoras, o cenário nas lavouras também impõe desafios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 42% da área cultivada, conforme dados da Emater/RS, com produtividade média de 1.300 kg por hectare, impactada pela seca. Já no Paraná, o Deral aponta colheita de 22% da segunda safra, com redução de mais de 20% na área plantada em relação ao ciclo anterior.

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Apesar de uma leve melhora nas condições das lavouras, preocupações fitossanitárias persistem. A expectativa é de uma queda superior a 10% na produção total do estado, com recuo acima de 15% na safra de feijão preto.

Perspectivas: sem sinais de recuperação no curto prazo

Diante de um cenário de baixa liquidez, pressão sobre os produtores, preços abaixo do custo e condições climáticas desfavoráveis, o mercado do feijão permanece sem vetores claros de recuperação no curto prazo. A instabilidade segue como marca do setor, exigindo cautela tanto por parte dos produtores quanto dos compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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