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Mosaic supera estimativas de lucro no primeiro trimestre com desempenho positivo na América do Sul
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A Mosaic, uma das principais produtoras de fertilizantes do mundo, superou as expectativas do mercado para o lucro do primeiro trimestre de 2024, impulsionada pela força de seus negócios na América do Sul. Após a divulgação dos resultados, as ações da companhia registraram uma alta de mais de 2%, refletindo a confiança do mercado no desempenho da empresa.
Resultados financeiros positivos e expectativa de crescimento
No período encerrado em 31 de março, a Mosaic reportou lucros ajustados de 49 centavos por ação, superando a estimativa média dos analistas, que esperavam 45 centavos. A empresa destacou que a melhoria no segmento de fertilizantes da América do Sul foi um dos principais fatores que contribuíram para esse resultado positivo, com o lucro ajustado do segmento alcançando US$ 122 milhões, um crescimento em relação aos US$ 83 milhões registrados no ano anterior.
Crescimento no mercado de fertilizantes da América do Sul
A Mosaic se beneficiou de um aumento nos preços dos fertilizantes e de um modesto crescimento nos volumes de vendas. No primeiro trimestre, a empresa registrou vendas líquidas de US$ 934 milhões na América do Sul, comparado aos US$ 886 milhões no mesmo período de 2023. Esses números refletem a forte demanda por fertilizantes no Brasil, onde os preços dos produtos agrícolas estão em ascensão devido à alta procura tanto interna quanto externa.
Expectativa de aumento na produção de potássio
A Mosaic também revisou sua previsão de produção de potássio para 2024, aumentando a projeção de produção para um intervalo entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas, em comparação com a estimativa anterior de 8,7 milhões a 9,1 milhões de toneladas. A companhia espera que a recuperação da demanda impulsione os preços do potássio, reforçando suas perspectivas de crescimento para o ano.
Desafios no segmento de potássio e fosfato
Apesar dos bons resultados no mercado sul-americano, a Mosaic enfrentou desafios nos segmentos de potássio e fosfato. A queda nos preços de venda e algumas dificuldades nas atividades de recuperação em determinadas instalações resultaram em vendas mais baixas nessas áreas, impactando parcialmente os resultados globais da companhia.
Perspectivas para o futuro: Mercado agroquímico resistente
A Mosaic, sediada em Tampa, Flórida, permanece otimista quanto às perspectivas para os mercados de agricultura e fertilizantes. Embora haja incertezas em torno das tarifas comerciais globais e suas possíveis implicações para o setor agroquímico, a empresa acredita que a demanda por fertilizantes continuará robusta, especialmente no Brasil, que deve representar quase 40% da receita total da Mosaic em 2024.
Em meio a um cenário de desafios comerciais e custos de produção, a Mosaic aposta em sua capacidade de adaptação e em mercados chave, como o brasileiro, para continuar impulsionando seu crescimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bahia e Pará recebem projeto estratégico do Mapa para ampliar produção sustentável de cacau agroflorestal
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa também foi apresentada na Bahia, na última segunda-feira (25). Os dois estados concentram a maior produção de cacau do país.
Com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF), o projeto tem como objetivo promover ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio da implantação de sistemas agroflorestais baseados na cultura do cacau, integrando produção sustentável, conservação ambiental e desenvolvimento territorial.
Durante a cerimônia de lançamento, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Fábio Rodrigues, destacou a relevância estratégica da cadeia produtiva do cacau para o desenvolvimento sustentável do país. “O principal objetivo do Mapa é entregar à sociedade desenvolvimento plural, sustentável e geração de renda para o povo brasileiro. Não dá para ignorarmos que 22% do PIB nacional vêm da agricultura e deixarmos de investir no setor. O que precisamos é produzir mais e demonstrar ao mundo que o nosso cacau, antes de tudo, é de qualidade”, afirmou.
O secretário-executivo adjunto ressaltou ainda a atuação do Ministério na manutenção da segurança fitossanitária das regiões produtoras. “Precisamos ter produtores capacitados para fazer o manejo adequado, desenvolver plantas saudáveis e manter a produtividade”, explicou.
O secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, destacou a importância histórica e social da cacauicultura para milhares de famílias brasileiras. “Cada um de vocês tem uma história com o cacau, tem uma família ligada ao cacau. Acabamos de chegar da Bahia, onde vimos uma construção histórica feita por famílias e pessoas que, com respeito e dedicação, ajudaram a construir uma produção gigantesca. Pará e Bahia representam muito dentro desse contexto. E a Ceplac não pode, e não vai, se distanciar disso”, ressaltou.
A iniciativa está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, especialmente às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e aos programas ABC+ e Inova Cacau, consolidando a agricultura como parte das soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Nesse contexto, o Mapa publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030.
O projeto contará com aporte de US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento, totalizando investimentos de US$ 30,9 milhões. Com duração prevista de 48 meses, as ações serão executadas nos estados da Bahia e do Pará, abrangendo os biomas Amazônia e Mata Atlântica.
Durante a apresentação do projeto, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, relatou a expansão da produção cacaueira no país, destacando dados que mostram que atualmente existem cerca de 620 mil hectares de cacau no Brasil, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão para mais de 26 unidades federativas.
“Esse projeto nasce para responder aos desafios relacionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas. Quando olhamos para a COP1, tínhamos cerca de 5 bilhões de habitantes no planeta. Agora, na COP30, já somos mais de 8 bilhões. Um crescimento superior a 40%. E é isso que traz enormes desafios”, explicou.
Entre os resultados previstos estão a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais, a redução estimada de 5,18 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, além do atendimento direto de aproximadamente 69 mil beneficiários e impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.
O modelo de cacau agroflorestal é considerado estratégico por integrar produção agrícola, conservação ambiental, captura de carbono e geração de renda, promovendo sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Participaram da cerimônia representantes de instituições de pesquisa, universidades, cooperativas, organizações locais, lideranças territoriais, produtores rurais, agricultores familiares, estudantes e equipes técnicas.
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