CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Ferrovia Norte-Sul: investimento estratégico para garantir o futuro do agronegócio catarinense

Publicados

AGRONEGOCIOS

Em artigo, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, alerta para o crescente risco enfrentado pelo Oeste de Santa Catarina devido à dependência quase total do transporte rodoviário para o escoamento e abastecimento do setor agroindustrial. Atualmente, as agroindústrias da região precisam importar cerca de 6 milhões de toneladas de milho do Centro-Oeste brasileiro, em mais de 150 mil viagens rodoviárias por ano, totalizando um percurso de 2.200 km. Esse modelo gera custos bilionários anuais, que comprometem a competitividade, a sustentabilidade e até a permanência dessas empresas no estado.

Multimodalidade como caminho para eficiência e redução de custos

Enquanto o Brasil insiste na predominância do transporte rodoviário mesmo em longas distâncias, países desenvolvidos já adotaram a multimodalidade. Nestes, trajetos superiores a 500 km são majoritariamente feitos por ferrovias, que apresentam custo até 50% menor que o rodoviário. Em Santa Catarina, a sobrecarga das rodovias aumenta ainda mais os custos logísticos, reduz as margens de lucro, desestimula investimentos e coloca em risco empregos no setor.

Governador Jorginho Mello articula avanço da Ferrovia Norte-Sul

Neivor Canton destaca a importância da iniciativa do governador Jorginho Mello, que reuniu lideranças de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para apoiar o projeto da Ferrovia Norte-Sul (Ferrosul). Este projeto estratégico pretende conectar polos produtores e consumidores, garantindo o abastecimento do parque agroindustrial do Oeste catarinense com milho e soja, além de facilitar o escoamento de alimentos industrializados para grandes centros urbanos e portos.

Leia Também:  Megaleite 2024 destaca a genética como aliada estratégica da pecuária leiteira
Ferrovia Norte-Sul é essencial para competitividade e sustentabilidade

A ferrovia não é um capricho regional, mas uma necessidade nacional. Com o agronegócio representando cerca de 25% do PIB brasileiro, a matriz logística atual eleva os custos em 40%, prejudicando a competitividade das empresas catarinenses e forçando algumas a migrarem para o Centro-Oeste. A Ferrovia Norte-Sul permitirá um transporte mais barato, rápido e sustentável de insumos e produtos agroindustriais, preservando a força das cooperativas locais e reduzindo significativamente as emissões de CO₂ e o desgaste das rodovias.

O exemplo internacional e a urgência da mudança

Países com grandes extensões territoriais, como Estados Unidos e China, já priorizam ferrovias e hidrovias há décadas para garantir eficiência logística. O Brasil, no entanto, permanece preso a um modelo rodoviário caro e ambientalmente insustentável, o que compromete o desenvolvimento regional e a segurança alimentar.

A Ferrovia do Frango e a importância do trecho Lages-Chapecó

Outro projeto fundamental é a chamada “Ferrovia do Frango”, que conecta o Oeste catarinense aos portos. O governo estadual contratou o projeto do trecho Lages-Chapecó, que reduzirá custos logísticos em até 5%, aumentando a competitividade dos alimentos exportados e abrindo novas oportunidades de negócios para o setor.

Leia Também:  Maranhão reduz taxa sobre grãos para exportação, mas gera questionamentos ao isentar produtores de outros estados
Transporte eficiente é sinônimo de desenvolvimento e atração de investimentos

Um sistema de transporte ágil e econômico é decisivo para atrair investimentos e garantir o crescimento sustentável da região. Essa infraestrutura é vital para que o Oeste catarinense mantenha sua posição de destaque na produção de alimentos para o Brasil e o mundo.

Compromisso político e empresarial para transformar o projeto em realidade

O presidente da Aurora Coop reforça que o governador Jorginho Mello está no caminho certo ao defender o avanço das ferrovias. Agora, cabe às lideranças políticas, empresariais e cooperativistas dos quatro estados unirem esforços para tornar a Ferrovia Norte-Sul uma realidade. Este projeto não é apenas possível, mas indispensável para a sobrevivência da agroindústria catarinense e para garantir a segurança alimentar nacional.

O futuro do agronegócio começa com trilhos

A necessidade de uma matriz logística eficiente é urgente. O futuro do Oeste catarinense e do agronegócio brasileiro depende da coragem para investir em ferrovias, que prometem ser o caminho para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Missão do MPA com o Cefas, do Reino Unido, aproxima ciência e pesca ornamental na Amazônia

Publicados

em

Entre os dias 5 e 8 de outubro, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) recebeu no Amazonas uma comitiva do Centre for Environment, Fisheries and Aquaculture Science (Cefas), agência científica do governo do Reino Unido, com apoio da Embaixada Britânica. A missão buscou promover o intercâmbio de conhecimentos, apresentar a experiência brasileira na cadeia de peixes ornamentais amazônicos e identificar oportunidades de cooperação. O objetivo é fortalecer a gestão com foco no uso sustentável dos recursos e a cadeia produtiva da pesca ornamental.

A programação incluiu visitas a exportadores de organismos aquáticos ornamentais e ao laboratório da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus. Os pesquisadores seguiram depois para Barcelos, no médio Rio Negro, para ver de perto o trabalho dos pescadores.

O secretário nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Carlos Mello, acompanhou a missão. Segundo ele, o tema é prioritário para o Ministério. “A pesca ornamental é um assunto extremamente importante para o nosso Ministério. Envolve não apenas o aspecto econômico, mas também o aspecto social: dar visibilidade, fazer conexões, levar o conhecimento local”, afirmou.

Mello explicou que a missão reuniu gestores, pesquisadores e representantes do setor produtivo. “O nosso objetivo principal é apresentar os avanços que temos realizado nesse segmento, identificar oportunidades de cooperação científica entre os nossos pesquisadores e os do Reino Unido e fazer um intercâmbio entre os saberes populares e os saberes acadêmicos”, disse. Ele destacou ainda que o conhecimento gerado em campo é essencial para as políticas públicas: “são dados fundamentais para subsidiar qualquer política pública”.

Leia Também:  Preço do frete rodoviário recua para R$ 7,25 por km em setembro, aponta Edenred Frete

Ciência em campo

Para o professor Leopoldo Barreto, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e coordenador do Grupo Técnico-Científico do CPG Ornamentais, a vivência em Barcelos permite compreender a realidade dos pescadores. “Conhecer a realidade do campo se faz necessário para entender toda a dinâmica que o pescador vivencia no dia a dia. Estando aqui, podemos não só entender, mas também aprender com eles”, disse.

Ele ressaltou a importância da pesca sustentável para toda a cadeia: “Quando o pescador tem a possibilidade de pescar de forma sustentável e entregar o peixe ao distribuidor, os elos da cadeia se fecham.” Sobre a presença dos britânicos, afirmou que “receber esses cientistas abre portas para a troca de experiências, de expertise, de know-how”. Entre os integrantes da comitiva há especialistas em sustentabilidade e parasitologia, áreas ligadas à qualidade do peixe que sai do Amazonas para o mundo.

A professora Kedma Yamamoto, da UFAM, também destacou o encontro. “Foi um momento muito rico, muito importante para a gente trocar ideias, mostrar as nossas pesquisas e trazer esses pesquisadores para conhecerem a nossa realidade”, afirmou. Ela lembrou que se trata de “uma pesca familiar, que necessita de vários olhares”, e espera que o encontro gere “parcerias que venham a contribuir com o setor”.

Leia Também:  Megaleite 2024 destaca a genética como aliada estratégica da pecuária leiteira

Barcelos e a pesca artesanal

Conhecido como a “capital do peixe ornamental”, Barcelos concentra boa parte da atividade no Rio Negro. A pesca é feita por piabeiros, pescadores artesanais, e movimenta famílias, comércio e a cultura local, como o tradicional Festival do Peixe Ornamental. Estimativas apontam mais de 40 milhões de peixes exportados por ano pela região, destes 80% são da especie cardinal, com isto mais de mil famílias são envolvidas na pesca, no transporte e no comércio. Em todo o Amazonas, a Embrapa estima cerca de 2,3 mil famílias, quase 13 mil pessoas, ligadas à atividade.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA