BRASIL
II Conferência Nacional do Trabalho terá etapas estaduais de setembro a dezembro de 2025
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, nesta terça-feira (21), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 1.225, que aprova o regimento interno da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O evento tem como objetivo discutir e propor políticas públicas voltadas à geração de emprego e à promoção do trabalho decente, considerando as transformações em curso no mundo do trabalho.
A Conferência será realizada em etapas estaduais e distrital, previstas entre 15 de setembro e 12 de dezembro de 2025. A etapa nacional está programada para março de 2026, em São Paulo. A participação será estruturada de forma tripartite e paritária, com representação equilibrada de trabalhadores, empregadores e governo, seguindo os princípios da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A II CNT será coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e presidida pelo ministro da pasta. A organização geral ficará a cargo da Comissão Organizadora Nacional (CON), composta por representantes das três bancadas — trabalhadores, empregadores e governo — e contará com a participação do escritório da OIT no Brasil como convidado permanente e assessor técnico.
O regimento define como eixos temáticos da conferência as transformações no mundo do trabalho diante das transições tecnológica, digital, ecológica e demográfica, além das políticas públicas voltadas à promoção do emprego, do trabalho decente e da transição justa. Entre os subtemas a serem debatidos estão: negociação coletiva e segurança jurídica; mercado de trabalho e qualificação profissional; políticas públicas de emprego, trabalho e renda; e inclusão produtiva.
Poderão participar da II CNT delegados com direito a voz e voto, convidados com direito a voz e observadores. Os delegados serão indicados pelas etapas estaduais e pela Comissão Organizadora Nacional (CON), com base em critérios de representatividade tripartite. O regimento também recomenda que as delegações sejam formadas por, no mínimo, 50% de mulheres e reflitam a diversidade étnico-racial de cada estado.
A Conferência também contará com comissões organizadoras estaduais e distrital, encarregadas de convocar, credenciar e coordenar as etapas locais. Somente as unidades federativas que atingirem o quórum mínimo definido pelo regimento poderão indicar delegados para a etapa nacional. As contribuições colhidas em cada fase serão sistematizadas e divulgadas por meio da plataforma Brasil Participativo.
O regimento completo da II Conferência Nacional do Trabalho foi aprovado durante a primeira reunião da Comissão Organizadora Nacional, realizada em 17 de julho de 2025.
BRASIL
Secretária do MDIC destaca papel da regulação na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia
O papel da regulação na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia esteve no centro dos debates do segundo dia do Encontro de Reguladores, realizado nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília (DF).
A palestra foi conduzida pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SECEX/MDIC), Tatiana Prazeres, e teve como tema os impactos do acordo para a regulação brasileira.
Moderado pelo secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, o painel focou nos desafios e oportunidades decorrentes do acordo comercial que entrou em vigor no último dia 1º de maio.
Durante sua apresentação, Tatiana destacou que o acordo foi concluído em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, transformações econômicas e reconfiguração das cadeias globais de valor. Segundo ela, nesse cenário, a integração econômica ganha ainda mais relevância para ampliar oportunidades de comércio, investimentos e competitividade.
“O acordo criou oportunidades concretas para o Brasil, mas é fundamental que os reguladores conheçam seus dispositivos, compreendam seus impactos e se reconheçam como atores centrais na sua implementação”, afirmou.
A secretária apresentou dados que demonstram o potencial econômico do acordo para o Brasil. Estimativas do MDIC apontam efeitos positivos de longo prazo sobre diversos indicadores econômicos, incluindo aumento de 0,34% no Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,76% nos investimentos, elevação de 0,42% nos salários reais, expansão de 2,65% nas exportações e de 2,46% nas importações, além de redução de 0,56% nos preços ao consumidor.
Tatiana também ressaltou a dimensão estratégica da parceria entre os dois blocos. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem 31 países, cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. A corrente de comércio entre Brasil e União Europeia alcançou US$ 100 bilhões pela primeira vez em 2025.
A secretária observou ainda que as importações brasileiras provenientes da União Europeia são compostas majoritariamente por bens de capital, insumos e bens intermediários, enquanto parcela significativa das exportações brasileiras para o bloco é formada por produtos de média e alta tecnologia.
Regulação
Ao longo da palestra, Tatiana enfatizou que a eliminação de tarifas é apenas uma das dimensões do acordo. “A eliminação das tarifas abre portas, mas a regulação é que define se é possível atravessá-las com facilidade”, afirmou.
Segundo a secretária, os custos ao comércio internacional também estão relacionados a exigências regulatórias, certificações, inspeções, requisitos técnicos e procedimentos administrativos.
Com a redução das tarifas para entrar no mercado europeu, Tatiana acredita que a transparência, a previsibilidade, a cooperação institucional e a qualidade regulatória tornam-se fatores ainda mais decisivos para que se possa usufruir plenamente dos benefícios do acordo.
Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer a coordenação entre diferentes instituições públicas envolvidas na implementação do acordo.
De acordo com Tatiana, a efetividade dos compromissos assumidos dependerá da atuação articulada de reguladores, ministérios setoriais, órgãos de comércio exterior, autoridades sanitárias, organismos de acreditação, certificação e demais entidades responsáveis pela aplicação das normas.
“O sucesso da implementação não será determinado apenas pelas questões tarifárias, mas também pela capacidade dos reguladores de transformar compromissos internacionais em procedimentos, normas e práticas que reduzam custos, aumentem a previsibilidade e preservem os objetivos legítimos de interesse público”, destacou.
Promovido pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC, o Encontro de Reguladores reuniu representantes de órgãos reguladores federais, especialistas e gestores públicos para discutir boas práticas regulatórias, cooperação institucional e os desafios da competitividade brasileira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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