TECNOLOGIA
MCTI destaca avanços em ciência e inteligência artificial no Fórum RNP 2025 em Brasília
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Começou nesta segunda-feira (15), em Brasília (DF), a 14ª edição do Fórum RNP. Com o tema As Tecnologias que nos Conectam e Transformam, o evento reúne gestores, pesquisadores, representantes do setor privado e autoridades públicas para debater o papel estratégico das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação, pesquisa, saúde, cultura e defesa. O encontro da da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) ocorre no Royal Tulip Brasília Alvorada e segue até quinta-feira (18).
O MCTI participa do painel sobre o Programa Conecta, que inclui a inauguração do Centro Nacional de Dados de Brasília, em parceria com a Elea Data Centers. A unidade do Distrito Federal será a segunda, das três previstas.
A iniciativa executada pela RNP visa ampliar a capacidade de armazenamento científico do País. A ideia é facilitar o compartilhamento de pesquisas de ponta e fornecer a instituições públicas de pesquisa e de ensino infraestrutura avançada de redes.
De acordo com a RNP, o Brasil lidera o ranking de volume de produção de conhecimento na América Latina e, por isso, é essencial contar com instalações especializadas para armazenar, processar e disponibilizar com segurança grandes volumes de dados científicos e tecnológicos.
Na quarta-feira (17), o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, do MCTI, Hugo Valadares, participará do painel Transformando o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) em Impacto: Ciberinfraestrutura, Pesquisa, Conhecimento e Políticas Públicas para um Brasil Inteligente. Ele apresentará os avanços do PBIA 2024-2028, lançado na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com investimento previsto de R$ 23 bilhões, em quatro anos. O objetivo é tornar o Brasil referência em inteligência artificial (IA).
No evento serão debatidos temas estratégicos, como o desenvolvimento de soluções de IA para a melhoria de serviços públicos, a redução de desigualdades sociais, a inclusão e o fortalecimento de políticas públicas.
Fórum RNP
O Fórum RNP consolida-se como um espaço de colaboração e cocriação, conectando gestores de instituições de ensino superior públicas e privadas, coordenadores, pesquisadores, profissionais e fornecedores de TIC. É também uma oportunidade para compartilhar experiências e explorar as tendências que moldam o futuro das TIC, promovendo a aproximação entre comunidades de educação, ciência, saúde e cultura e ampliando a visão sobre redes, inovação e sustentabilidade.
Ao longo dos quatro dias de programação, os participantes terão acesso a palestras, painéis e área de exposição, com debates sobre temas como segurança e privacidade no mundo digital, redes avançadas (5G, IoT e conectividade), ética e impactos da inteligência artificial, além de modelos inclusivos de governança e liderança em inovação.
Veja a programação completa no site do Fórum RNP.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

