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CPMI do INSS aprova 174 requerimentos; convocações de ministros viram convites

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A primeira parte da reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta quinta-feira (18), foi marcada pela aprovação em bloco de 174 novos requerimentos. Também foi marcada pela decisão de que não haverá mais a convocação de ministros para esclarecimentos, e sim convites. 

Na convocação, a pessoa é obrigada a comparecer, sob pena de algum tipo de sanção. No convite, não há essa obrigação.

Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos–MG), a decisão busca equilibrar a relação com as autoridades. 

— Na reunião anterior fizemos alguns acordos de procedimentos entre as lideranças do governo e da oposição, para que ministros e ex-ministros sejam chamados como convidados, e não como convocados. Então, por exemplo, o advogado-geral da União [que tem status de ministro], Jorge Messias, e o ex-ministro Bruno Bianco serão convidados, assim como o ministro da CGU [Controladoria-Geral da União], Vinicius Marques de Carvalho, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — informou Viana.

Requerimentos aprovados 

Entre os principais pedidos aprovados nesta quinta-feira está o Requerimento 1.535, do senador Jorge Seif (PL-SC), para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça apresente informações sobre parlamentares citados em investigações ligadas à Operação Sem Desconto. Essa operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela CGU para combater o esquema descontos ilegais no INSS.

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Também foi aprovado o Requerimento 1.775, de autoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que pede à Polícia Civil do Distrito Federal cópias de inquéritos sobre descontos indevidos em benefícios do INSS em que haveria o suposto envolvimento da empresa Premier Recursos Humanos e da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). 

Outro pedido aprovado foi o Requerimento 1.819, do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), que solicita a cessão de mais um agente da Polícia Federal, com experiência em investigações complexas, para auxiliar a comissão até o encerramento dos trabalhos. 

Debate sobre prioridades 

Antes da votação em bloco dos requerimentos, alguns parlamentares demonstraram preocupação com a organização da pauta. O deputado federal Zé Trovão (PL–SC) alertou para o risco de dispersão. 

— Hoje estou muito preocupado. Temos 780 requerimentos já aprovados. Se esta comissão durar dois anos, conseguimos cumprir todos. Mas o prazo é de seis meses. Se a gente seguir nesta locomotiva, pode ser que não consigamos ouvir quem realmente importa para a investigação — declarou. 

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A senadora Eliziane Gama (PSD–MA) endossou a avaliação. 

— Muito embora em geral não concorde muito com o Zé Trovão, nesse caso específico estou concordando. Acho que precisamos direcionar melhor, fazer uma organização interna para priorizar quem tem papel central no esquema de corrupção, e não apenas pessoas que foram engrenagens menores — ponderou. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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