MATO GROSSO
Quatro pessoas são presas em Cuiabá durante operação de fiscalização com foco em motocicletas
MATO GROSSO
Quatro pessoas foram presas durante a 9ª edição da Operação Tolerância Zero, focada na fiscalização de motocicletas. A ação ocorreu nesta quarta-feira (5.11) na Avenida Parque Barbado, no Jardim Renascer, em Cuiabá.
Ao todo, a ação fiscalizou 55 veículos e realizou dois testes de alcoolemia, resultando em 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT) e nas quatro prisões. Deste total, 42 veículos foram removidos e 35 pessoas foram autuadas.
Entre os detidos, está uma pessoa por embriaguez ao volante, outra por entregar a direção a um não habilitado, um suspeito de adulteração de veículo e, por fim, uma pessoa flagrada conduzindo motocicleta com a habilitação suspensa.
Do total de autuações, 19 foram registradas por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, e 12 por dirigir sem possuir a CNH.
A Operação Tolerância Zero – Motos é uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A operação contou com o apoio do Batalhão de Trânsito (BPMTran), da Delegacia de Trânsito, do Departamento de Trânsito, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá, do Sistema Socioeducativo, da Polícia Penal, do Corpo de Bombeiros e da Politec.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP requer intervenção judicial no Sistema Autônomo de Água e Esgoto
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e o Município, requerendo, em caráter liminar, a intervenção judicial na autarquia, com a adoção imediata de medidas de reestruturação para evitar o agravamento da crise administrativa, financeira e operacional do órgão.O Ministério Público também solicitou que a Justiça determine, em caráter de urgência, a realização de uma auditoria completa e a elaboração de um plano emergencial de ação e reestruturação, com metas e cronograma, no prazo de 90 dias. Além disso, requereu a nomeação de um interventor judicial para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas, bem como a obrigação de o município reforçar o orçamento do SAAE para viabilizar a recuperação do sistema.A medida foi adotada após a identificação de problemas recorrentes na prestação do serviço, como interrupções frequentes no fornecimento de água, demora no restabelecimento e falhas na comunicação com a população. Também foram constatadas dificuldades no atendimento ao público e deficiências na estrutura do sistema.Um dos principais pontos apontados na ação é o crescimento da dívida do SAAE com a concessionária de energia elétrica, que já ultrapassa R$ 27 milhões. Segundo o Ministério Público, o aumento ocorreu após a ampliação do sistema de abastecimento sem o planejamento adequado para custear o elevado consumo de energia.De acordo com a apuração, a autarquia não implementou medidas suficientes para equilibrar as contas, como revisão tarifária, controle de despesas e aprimoramento da gestão, o que resultou no acúmulo de débitos e no comprometimento da capacidade financeira do serviço.A investigação também identificou falhas administrativas, como ausência de planejamento, desorganização interna e deficiência na transparência. O site oficial do SAAE, por exemplo, não disponibiliza informações atualizadas, dificultando o acompanhamento pela sociedade.Na área de pessoal, foi verificada a predominância de contratações temporárias, além de problemas na execução dos serviços e na gestão operacional.Outro ponto destacado é a ausência de registro adequado da dívida nos demonstrativos contábeis, o que comprometeu o planejamento financeiro e a transparência das contas públicas ao longo dos anos.Diante desse cenário, o Ministério Público busca na Justiça não apenas a reorganização do SAAE, mas também garantir equilíbrio financeiro, melhoria na gestão e continuidade na prestação do serviço essencial de abastecimento de água e expansão do serviço para coleta e tratamento de esgoto.Para o promotor de Justiça responsável pelo caso, a situação exige resposta imediata. “Não é aceitável que a população enfrente constantes interrupções em um serviço essencial em razão de falhas administrativas e falta de planejamento. A atuação do Ministério Público visa assegurar uma gestão eficiente, transparente e capaz de garantir o abastecimento regular de água para todos”, destacou Leandro Volochko.Autor da foto: Guilherme Favin.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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