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Ponte sobre Rio São Francisco terá nome do médico e político Hélio Nogueira Lopes

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (2) projeto que dá o nome de Hélio Nogueira Lopes à ponte sobre o Rio São Francisco que conecta Alagoas e Sergipe. O Projeto de Lei (PL) 1.572/2024, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Uma vez que votação na CI foi terminativa (decisão final), o texto segue para sanção presidencial, caso não haja recurso para votação em Plenário. 

A ponte está localizada na BR-349 e interliga o município de Penedo, no estado de Alagoas, ao de Neópolis, no estado de Sergipe.

Nascido em Penedo em 1922, Hélio Nogueira Lopes foi médico pediatra e provedor da Santa Casa de Misericórdia, além de secretário de Saúde e Serviço Social, deputado estadual por três legislaturas e prefeito de Penedo de 1956 a 1961. 

Para Renan Calheiros, a homenagem contribui para preservar a memória de uma pessoa relevante na história local. 

— A atribuição do nome de Hélio Nogueira Lopes à ponte que interligará Penedo a Neópolis busca, sem dúvida, reconhecer trajetória de intensa dedicação ao serviço público e à comunidade, em especial no município de Penedo — afirmou. 

Ele ressaltou ainda que Hélio Lopes mantinha estreita relação com a região banhada pelo Rio São Francisco e com a população das duas margens, inclusive prestando serviços médicos a trabalhadores instalados em Neópolis, já no estado de Sergipe. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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CSP aprova criação do crime de falsa identidade digital

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (30) projeto de lei que cria o crime de falsa identidade digital. A proposta busca punir quem cria, usa ou mantém perfis falsos na internet para enganar outras pessoas, obter vantagem ilícita ou causar prejuízos. A matéria segue para análise terminativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o PL 675/2025 recebeu parecer favorável do relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), que foi lido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 

O projeto inclui no Código Penal o crime de falsa identidade digital para punir o uso de perfis falsos com o objetivo de manipular pessoas, prejudicar a honra, a imagem, a integridade ou o patrimônio de terceiros, ou obter vantagens ilegais. A prática, conhecida como catfishing, consiste em assumir uma identidade falsa na internet para enganar outras pessoas.

A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos e multa. A punição poderá ser aumentada de um terço até o dobro quando o crime for cometido com o uso, sem autorização, de imagens, vídeos ou dados pessoais de terceiros, ou para induzir alguém a erro sobre a identidade do autor com o objetivo de manter relação afetiva ou obter vantagem patrimonial.

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Se o crime for cometido contra criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência, para obtenção de benefício econômico indevido ou extorsão, ou mediante a divulgação de conteúdo íntimo da vítima, a pena será de reclusão de quatro a oito anos, além de multa.

Segundo Damares, a legislação atual não tipifica de forma clara essas condutas, o que dificulta a responsabilização dos autores e deixa as vítimas expostas a prejuízos sociais e emocionais.

No parecer, Plínio Valério afirma que o catfishing pode ter diferentes motivações, desde a busca por atenção ou a prática de bullying até crimes como golpes financeiros, extorsão e chantagem com imagens íntimas ou informações pessoais, além de roubo de identidade.

— Essa prática, além dos prejuízos financeiros e à imagem da vítima, também acarreta impactos em sua saúde mental, incluindo raiva, medo e dificuldade em confiar nos outros — afirmou Hamilton Mourão ao ler o parecer. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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