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Colheita de pêssegos avança no RS com variação de preços e preocupação com mosca-das-frutas

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A colheita de pêssegos segue em ritmo acelerado em diversas regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O avanço das lavouras tem ampliado a oferta de frutas e provocado oscilações nos preços, que variam conforme a localidade, o estágio das cultivares e a qualidade dos frutos.

Caxias do Sul registra preços mais acessíveis e alta oferta

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informou que a disponibilidade de frutas em mercados e fruteiras aumentou, resultando em preços mais competitivos.

Os produtores estão em plena safra de pêssegos e nectarinas, com a comercialização ocorrendo tanto dentro do estado quanto em mercados das regiões Sudeste e Nordeste.

Os valores variam entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, conforme a variedade e o destino da fruta. A boa produtividade tem garantido um abastecimento estável, mas os técnicos alertam para a necessidade de atenção constante com o manejo fitossanitário.

Pelotas enfrenta pragas e preços abaixo do esperado

Na região de Pelotas, as cultivares precoces estão em fase final de colheita, com produção considerada satisfatória pelos técnicos. A variedade Citrino já encerrou a safra.

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Apesar do bom volume, a Emater/RS-Ascar chama a atenção para a presença da mosca-das-frutas, que tem se multiplicado em áreas sem rescaldo de colheita, causando grande preocupação entre os produtores.

Os preços médios estão em R$ 2,10 por quilo para pêssegos tipo I e R$ 1,85 para tipo II, valores considerados abaixo do esperado. Além disso, o setor enfrenta falta de caixarias e atrasos na descarga das frutas pelas indústrias, fatores que dificultam o escoamento da produção.

Soledade lida com podridão-parda e avanço da mosca-das-frutas

Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em fase de colheita. A produção e a qualidade têm se mantido adequadas nas propriedades que realizam manejo técnico e preventivo.

No entanto, o tempo seco e as altas temperaturas favoreceram o surgimento de podridão-parda e o aumento da incidência da mosca-das-frutas. Técnicos da Emater reforçam que o manejo preventivo e complementar é essencial para preservar a qualidade dos frutos e evitar perdas no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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