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Incertezas sobre compras chinesas e safra recorde na América do Sul pressionam preços da soja em Chicago

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O mercado global da soja encerrou a semana sob forte pressão baixista, reflexo das dúvidas sobre o ritmo das compras da China e da projeção de uma safra cheia na América do Sul. As incertezas impactaram diretamente as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), resultando em um mercado interno travado, com produtores brasileiros retidos nas vendas e priorizando o avanço do plantio à espera de preços mais atrativos.

China posterga compras e mantém desconfiança do mercado

Embora os Estados Unidos tenham registrado novas vendas de soja para a China nos últimos dias, os analistas seguem céticos quanto ao cumprimento integral do acordo firmado entre Pequim e Washington no final de outubro.

O compromisso previa a aquisição de 12 milhões de toneladas até o fim de 2024, mas o prazo foi postergado para fevereiro de 2025, levantando dúvidas sobre a efetiva concretização do volume.

Relatório do USDA decepciona investidores e mantém projeções inalteradas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última terça-feira (10), seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), que frustrou as expectativas do mercado ao manter praticamente inalteradas as projeções para a safra americana de 2025/26.

Segundo o órgão, a produção norte-americana deve atingir 4,253 bilhões de bushels — o equivalente a 115,74 milhões de toneladas —, com produtividade média de 53 bushels por acre.

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Os estoques finais ficaram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo das apostas do mercado, que esperava 309 milhões de bushels (8,41 milhões de toneladas).

As exportações seguem estimadas em 1,635 bilhão de bushels, e o esmagamento interno em 2,555 bilhões, sem mudanças em relação a novembro.

Para a temporada 2024/25, o USDA prevê estoques de passagem de 316 milhões de bushels, com exportações projetadas em 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.

Projeção global indica ampla oferta e leve redução nos estoques

A produção mundial de soja em 2025/26 foi estimada em 422,54 milhões de toneladas, contra 427,15 milhões em 2024/25.

Os estoques finais globais devem somar 122,37 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão do mercado (122,8 milhões) e também inferiores aos 123,24 milhões esperados para 2024/25.

Entre os principais produtores, o USDA manteve o Brasil com 175 milhões de toneladas em 2025/26 e 171,5 milhões em 2024/25. Já a Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas na nova temporada, ante 51,11 milhões na anterior.

As importações chinesas permanecem projetadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões para 2024/25, sem alterações em relação ao relatório anterior.

Safra brasileira avança e reforça expectativa de oferta abundante

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o 3º levantamento da safra 2025/26, estimando uma produção de 177,12 milhões de toneladas, o que representa alta de 3,3% em relação à temporada anterior (171,48 milhões).

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A área plantada deve alcançar 48,94 milhões de hectares, aumento de 3,4% na comparação com o ciclo anterior (47,35 milhões). Já a produtividade média foi calculada em 3.620 kg por hectare, levemente inferior aos 3.622 kg/ha de 2024/25 — uma retração de 0,1%.

De acordo com a Conab, chuvas irregulares no início do plantio atrasaram os trabalhos nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de Minas Gerais.

“Na primeira quinzena de novembro, as precipitações na Região Sul permitiram um grande avanço na área plantada. Já a partir da segunda quinzena, as chuvas se normalizaram nas demais regiões, permitindo avanço significativo na semeadura”, informou o órgão.

Perspectiva de curto prazo: mercado atento à China e ao clima

Com a oferta global em expansão e dúvidas persistentes sobre a demanda chinesa, o cenário segue de pressão sobre os preços internacionais. No Brasil, a comercialização deve permanecer lenta nas próximas semanas, enquanto os produtores acompanham as condições climáticas e aguardam melhoras nas cotações antes de retomar as vendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal

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Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).

“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.

Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.

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“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Pesca Artesanal
Pesca Artesanal

O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.

Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.

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Valorização dos trabalhadores

A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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