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Novo manual do CNJ sobre danos ambientais exige mais responsabilidade e gestão do agronegócio
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Manual do CNJ redefine abordagem sobre danos ambientais complexos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o Manual Simplificado sobre Danos Ambientais Complexos, documento que promete transformar a forma como o poder público e o setor produtivo encaram a responsabilidade ambiental.
Segundo Ricardo Braghini, sócio da consultoria Simões Pires e líder da área de agronegócio, o material deve ser entendido não apenas como um guia jurídico, mas como um marco de mudança na avaliação dos riscos ambientais nas cadeias produtivas.
“Para o agro, isso importa — e muito”, reforça o consultor.
Decisões judiciais mais técnicas e menos intuitivas
O manual orienta magistrados a adotar uma visão sistêmica e técnica, com análises de longo prazo e suporte de especialistas, o que deve resultar em decisões mais estruturadas e menos baseadas em interpretações imediatas.
Para o setor agropecuário, essa nova postura eleva o nível de exigência quanto ao controle e à rastreabilidade das operações, além de exigir gestão mais robusta dos riscos ambientais.
“O CNJ aponta para decisões menos intuitivas e mais embasadas, o que tende a reduzir improvisos, mas aumenta as responsabilidades das empresas”, explica Braghini.
Impactos sobre a segurança jurídica e governança corporativa
De acordo com o especialista, o avanço proposto pelo CNJ é metodológico, não normativo — ou seja, organiza o raciocínio jurídico sem criar novas regras. O manual mantém princípios amplos como proporcionalidade, prevenção e reparação integral, permitindo diferentes interpretações conforme o caso.
Na prática, isso desloca o foco dos processos judiciais para as práticas de governança das empresas, exigindo maior rigor nas decisões internas e nos registros que comprovam conformidade ambiental.
Gestão ambiental passa a ser eixo central do agronegócio
Braghini destaca que o recado é claro: a gestão ambiental deixa de ser um tema secundário e se torna parte essencial da governança corporativa.
Empresas com cadeias longas, múltiplos fornecedores e grande presença territorial passam a enfrentar maior exposição não só jurídica, mas também reputacional, financeira e estratégica.
“O manual não resolve todas as incertezas, mas antecipa um ambiente em que quem não demonstra organização, critérios e responsabilidade tende a perder espaço”, afirma o consultor.
Adaptação deve começar dentro das empresasX
Para o agronegócio, a recomendação é agir de forma proativa. Segundo Braghini, a adaptação começa antes do juiz — na forma como o negócio é decidido, documentado e gerido.
Com isso, o setor precisa reforçar boas práticas de compliance, sustentabilidade e transparência, que se tornam diferenciais competitivos e instrumentos de proteção jurídica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café de luxo atinge novo patamar: microlote Geisha é vendido por R$ 3 mil em leilão nas redes sociais
Leilão online revela apetite crescente por cafés especiais de alto valor agregado
Um microlote exclusivo de 70 gramas de café arábica da variedade geisha foi arrematado por R$ 3.000 em um leilão realizado nas redes sociais no dia 1º de maio. O produto, cultivado e processado manualmente pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Harus, em Carmo de Minas (MG), chamou atenção pelo valor elevado e pelo perfil sensorial de alta qualidade.
A iniciativa reforça o avanço do mercado de cafés especiais e o crescimento do segmento de luxo dentro da cafeicultura brasileira.
Café ultrapassa 90 pontos e se posiciona no segmento de alta especialidade
Segundo o produtor, o microlote passou por seleção manual rigorosa dos frutos, seguida de análise laboratorial.
“Esse café alcançou mais de 90 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA), o que nos motivou a criar esse microlote especial dentro do Projeto Harus by Luiz Paulo”, explicou.
A pontuação o coloca entre os cafés de altíssima qualidade sensorial, categoria que costuma atingir mercados altamente especializados e consumidores dispostos a pagar mais por exclusividade.
Valorização surpreende produtor e indica mudança de comportamento do consumidor
O leilão, com duração de 24 horas, superou as expectativas iniciais do produtor.
“Imaginava pouco mais de R$ 100. O resultado surpreendeu absurdamente”, afirmou Luiz Paulo.
O valor final alcançado evidencia uma mudança de paradigma: o café deixa de ser tratado apenas como commodity e passa a ocupar espaço no mercado de luxo, com características de produto de assinatura.
O equivalente ao preço pago representa cerca de R$ 600 por uma xícara de 200 ml da bebida.
Café de assinatura e modelo inspirado no vinho ganham espaço no Brasil
Para o produtor, o movimento aproxima a cafeicultura de modelos já consolidados no setor de vinhos.
“Busco desmistificar a produção do café de luxo, que pode ser assinado por um coffee maker, de forma semelhante aos winemakers”, destacou.
A proposta envolve controle total da cadeia produtiva, desde o cultivo até a colheita e o processamento, valorizando identidade, origem e assinatura do produtor.
Comprador destaca exclusividade e rastreabilidade do microlote
O café foi adquirido por Hugo Passos Swerts Jr., da corretora Café Responsável, que destacou o caráter único do produto.
“É um café de uma lenda viva do café especial. Tivemos acesso a todos os detalhes do processo de produção e pós-colheita”, afirmou.
Segundo ele, a aquisição permitirá compartilhar a experiência com clientes e parceiros, reforçando o valor da rastreabilidade e da exclusividade no consumo.
Reconhecimento internacional fortalece reputação do produtor
Luiz Paulo é reconhecido como uma das principais referências do café especial no Brasil, com distinções da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE).
O produtor acumula premiações no Cup of Excellence, competição considerada o “Oscar do Café”, criada no Brasil em 1999.
Liderança e impacto social também fazem parte da excelência
De acordo com a ACE, produtores de destaque no segmento não apenas entregam cafés de alta qualidade, mas também exercem papel relevante em suas comunidades.
As chamadas “Lendas da Excelência” são reconhecidas por promoverem iniciativas sociais, educacionais e de sustentabilidade, além de atuarem na formação de novos produtores e na disseminação de boas práticas na cafeicultura.
Mercado de cafés especiais segue em expansão no Brasil
O caso reforça a consolidação do Brasil como referência global em cafés especiais e abre espaço para um novo nicho de mercado: o café de luxo com identidade de origem, assinatura de produtor e alto valor agregado.
A tendência indica que o consumidor está cada vez mais disposto a pagar por experiência, exclusividade e rastreabilidade — fatores que passam a redefinir o valor da bebida no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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