MATO GROSSO
Trio é condenado por homicídio e tortura após 17 horas de julgamento
MATO GROSSO
Após 17 horas de sessão de julgamento, o Tribunal do Júri de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá) condenou três envolvidos no homicídio qualificado de Everson Wesley Pereira do Nascimento e nas torturas cometidas contra ele e a esposa, Flávia Icassati Perez Moura. O julgamento ocorreu no Fórum da comarca e teve a atuação conjunta das promotoras de Justiça Élide Manzini de Campos e Tessaline Higuchi, responsáveis pela condução da acusação em plenário.Os réus Marcos Maciel Almeida Santana, Karla Adrielly de Sá Cruz Silva e Gustavo Fabiano Farias Damasceno foram condenados pelo homicídio qualificado de Everson e pelos crimes de tortura mediante sequestro cometidos contra o casal. Além desses delitos, Gustavo também foi condenado pelo crime de tráfico de drogas. Os três foram absolvidos da acusação de corrupção de menores. As penas aplicadas foram de 35 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão para Karla; 30 anos, nove meses e 23 dias de reclusão para Marcos; e 29 anos, três meses e 23 dias de reclusão e 500 dias-multa para Gustavo. Os condenados iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, os crimes foram cometidos em junho de 2024. As vítimas foram sequestradas e mantidas em cativeiro, onde sofreram torturas físicas e psicológicas. Everson foi executado com ao menos 13 disparos de arma de fogo, enquanto Flávia, que sobreviveu, foi submetida a agressões, ameaças e procedimentos de tortura, como simulação de afogamento. As investigações apontaram que os crimes foram motivados por conflitos entre facções criminosas, após os autores suspeitarem que a vítima teria ligação com um grupo rival.Durante todo o julgamento, as duas promotoras de Justiça apresentaram provas, depoimentos e fundamentações jurídicas que levaram o Conselho de Sentença a reconhecer a prática dos crimes atribuídos aos réus. “O caso foi considerado de extrema gravidade pelas autoridades devido ao grau de violência empregada, ao envolvimento de organização criminosa e ao sofrimento imposto às vítimas. A condenação representa um passo importante no enfrentamento às práticas de tortura, homicídios qualificados e crimes associados a facções no município”, afirmaram Élide Manzini e Tessaline Higuchi.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Júri de policial civil acusado de homicídio contra PM entra no 2º dia
O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi retomado na manhã desta quarta-feira (13), no Fórum de Cuiabá.O segundo dia do Tribunal do Júri começou por volta das 9h, com o depoimento do delegado da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, que era superior do réu na época do crime.Ainda devem ser ouvidas três testemunhas indicadas pela defesa: os delegados Guilherme Bertoldi, André Monteiro e Guilherme Facinelli.Na terça-feira (12), primeiro dia de julgamento, prestaram depoimento a ex-convivente da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa; o delegado André Eduardo Ribeiro, que estava de plantão na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia do crime; e as testemunhas Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, que presenciaram o fato.A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso.(Com informações do TJMT).
Fonte: Ministério Público MT – MT
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