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Prazo para envio de enunciados ao 2º Congresso do STJ da Primeira Instância vai até 20 de março

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Magistrados e demais operadores do Direito têm até 20 de março de 2026, às 23h59, para encaminhar propostas de enunciado ao 2º Congresso da Primeira Instância Federal e Estadual do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O evento será realizado nos dias 15, 16 e 17 de junho de 2026, no Auditório Externo do STJ, em Brasília, e está regulamentado pela Portaria STJ/GP 68/2026.

Integração e fortalecimento da Primeira Instância

De acordo com o STJ, a iniciativa tem como foco ampliar a integração e a cooperação entre o tribunal e os magistrados federais e estaduais de primeiro grau, fortalecendo a atuação harmônica entre as instâncias do Poder Judiciário.

A proposta também contempla o debate de desafios emergentes que impactam o funcionamento da Justiça de primeiro grau, além da apresentação e valorização de experiências bem-sucedidas de gestão, com vistas ao aperfeiçoamento da estrutura e ao aumento da eficiência dos tribunais.

Outro ponto central será o aprofundamento da cultura de precedentes e a busca por alternativas eficazes para reduzir o acervo processual, inclusive com o uso de inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas voltadas à celeridade e à efetividade da prestação jurisdicional.

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O congresso pretende ainda fomentar o diálogo entre magistrados e especialistas com diferentes perspectivas sobre o Judiciário, criando um ambiente de reflexão crítica e construtiva sobre os desafios e as inovações na atuação da Justiça.

Consolidação de entendimentos e experiência anterior

Entre os objetivos está a formulação, o debate e a votação de enunciados sobre temas institucionais e jurisdicionais relevantes, com a finalidade de consolidar entendimentos técnico-jurídicos e contribuir para a evolução da governança judicial e da jurisprudência.

A nova edição dá continuidade à experiência considerada exitosa do 1º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, que reuniu mais de 200 participantes, entre magistrados, professores e profissionais do Direito, e resultou na aprovação de 257 enunciados voltados ao aprimoramento da jurisdição de primeiro grau.

Cronograma

Submissão das propostas de enunciado: de 23 de fevereiro a 20 de março de 2026 (até 23h59)

Análise preliminar da banca científica: de 30 de março a 17 de abril de 2026

Avaliação final pela banca científica: de 23 a 29 de abril de 2026

Publicação dos enunciados admitidos: 4 de maio de 2026

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Apresentação, discussão e votação das propostas admitidas: 15, 16 e 17 de junho de 2026, durante o Congresso no STJ

Com informações do STJ

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MP requer intervenção judicial no Sistema Autônomo de Água e Esgoto

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e o Município, requerendo, em caráter liminar, a intervenção judicial na autarquia, com a adoção imediata de medidas de reestruturação para evitar o agravamento da crise administrativa, financeira e operacional do órgão.O Ministério Público também solicitou que a Justiça determine, em caráter de urgência, a realização de uma auditoria completa e a elaboração de um plano emergencial de ação e reestruturação, com metas e cronograma, no prazo de 90 dias. Além disso, requereu a nomeação de um interventor judicial para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas, bem como a obrigação de o município reforçar o orçamento do SAAE para viabilizar a recuperação do sistema.A medida foi adotada após a identificação de problemas recorrentes na prestação do serviço, como interrupções frequentes no fornecimento de água, demora no restabelecimento e falhas na comunicação com a população. Também foram constatadas dificuldades no atendimento ao público e deficiências na estrutura do sistema.Um dos principais pontos apontados na ação é o crescimento da dívida do SAAE com a concessionária de energia elétrica, que já ultrapassa R$ 27 milhões. Segundo o Ministério Público, o aumento ocorreu após a ampliação do sistema de abastecimento sem o planejamento adequado para custear o elevado consumo de energia.De acordo com a apuração, a autarquia não implementou medidas suficientes para equilibrar as contas, como revisão tarifária, controle de despesas e aprimoramento da gestão, o que resultou no acúmulo de débitos e no comprometimento da capacidade financeira do serviço.A investigação também identificou falhas administrativas, como ausência de planejamento, desorganização interna e deficiência na transparência. O site oficial do SAAE, por exemplo, não disponibiliza informações atualizadas, dificultando o acompanhamento pela sociedade.Na área de pessoal, foi verificada a predominância de contratações temporárias, além de problemas na execução dos serviços e na gestão operacional.Outro ponto destacado é a ausência de registro adequado da dívida nos demonstrativos contábeis, o que comprometeu o planejamento financeiro e a transparência das contas públicas ao longo dos anos.Diante desse cenário, o Ministério Público busca na Justiça não apenas a reorganização do SAAE, mas também garantir equilíbrio financeiro, melhoria na gestão e continuidade na prestação do serviço essencial de abastecimento de água e expansão do serviço para coleta e tratamento de esgoto.Para o promotor de Justiça responsável pelo caso, a situação exige resposta imediata. “Não é aceitável que a população enfrente constantes interrupções em um serviço essencial em razão de falhas administrativas e falta de planejamento. A atuação do Ministério Público visa assegurar uma gestão eficiente, transparente e capaz de garantir o abastecimento regular de água para todos”, destacou Leandro Volochko.Autor da foto: Guilherme Favin.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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