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MME lança painel de monitoramento do Indicador de Permanência do Armazenamento do SIN nas Áreas da CRef
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O Ministério de Minas e Energia (MME) disponibilizou, nesta quarta-feira (4/03), um novo painel de acompanhamento das condições de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tal acompanhamento é realizado a partir de um indicador, denominado Indicador de Permanência do Armazenamento do SIN nas Áreas da CRef, que considera a Curva de Referência de armazenamento (CRef) aprovada em cada ano pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
Esse Indicador permite visualizar a evolução da curva de armazenamento do SIN e o tempo em que o sistema permanece em cada uma das três faixas de referência utilizadas para avaliação preventiva do risco energético.
A ferramenta passa a integrar o conjunto de instrumentos de monitoramento contínuo da segurança do suprimento de energia elétrica do país, em alinhamento às diretrizes do CMSE. Observa-se ainda que, com foco na transparência e no aprimoramento da governança do setor, o referido painel amplia o acesso da sociedade a informações estratégicas sobre a situação hidrológica e operativa do sistema.
O indicador considera um período de 24 meses, permitindo a análise da trajetória recente do armazenamento equivalente dos reservatórios das usinas hidrelétricas do SIN sob diferentes cenários hidrológicos. A estrutura é composta por três métricas independentes, cada uma correspondente a uma faixa da CRef. O resultado é expresso em percentual de meses em que o armazenamento do SIN esteve situado em cada área da curva ao longo do período analisado, possibilitando a comparação entre as condições atuais e as referências históricas do sistema.
A permanência predominante na faixa verde, associada a condições mais favoráveis de operação, estabelece uma leitura qualificada do cenário energético como referência para operação segura e sustentável do SIN.
O Indicador de Permanência do Armazenamento do SIN nas Áreas da CRef é um indicador de efetividade que faz parte do Planejamento Estratégico Participativo 2024-2027 do MME.
O que é o CRef?
Instituída pelo CMSE, a Curva Referencial de Armazenamento (CRef) é um instrumento estratégico de apoio à gestão da operação do SIN. Elaborada com base em estudos técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a iniciativa é revisada anualmente, no âmbito do CMSE, e orienta, de maneira preventiva, a interpretação dos níveis de armazenamento para o período seguinte.
Dividida em três faixas (verde, amarela e vermelha) que representam diferentes níveis de criticidade, a CRef sinaliza a necessidade de ações operativas conforme o comportamento dos reservatórios. Após a escassez hídrica de 2021, o instrumento passou por aprimoramentos para refletir de forma mais abrangente o comportamento agregado do SIN, fortalecendo sua função sistêmica e sua capacidade de subsidiar decisões integradas.
A utilização da CRef permanece orientativa e deve ser acompanhada de estudos prospectivos. As faixas são definidas com base no montante de geração termelétrica associado, independentemente de variações no Custo Variável Unitário (CVU), e as análises consideram tanto os níveis de armazenamento quanto suas tendências de recuperação ou queda. A ferramenta também pode ser atualizada ao longo do ano, caso haja revisões de carga ou ajustes nas premissas operativas, garantindo aderência às condições reais do sistema.
Conheça mais sobre a CRef na nova seção do site do MME sobre o tema, acessando aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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PDDE Equidade: prazo para adesão termina nesta quarta (10)
O prazo para as secretarias de educação e escolas realizarem a adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade) termina nesta quarta-feira, 10 de junho. Até o momento, 90% das redes municipais, 100% das estaduais e 60% das escolas elegíveis ao primeiro ciclo confirmaram a adesão ao programa. Desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC), a iniciativa destina recursos financeiros, em caráter suplementar, às escolas públicas de educação básica em contexto de maior vulnerabilidade, a fim de fortalecer a equidade educacional nas redes. As adesões devem ser realizadas pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle – Programas (Simec Programas).
Em 2026, o PDDE Equidade contará com investimento de cerca de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos para aproximadamente 30 mil escolas públicas. A iniciativa destina recursos financeiros suplementares para as escolas públicas de educação básica, a fim de promover a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional.
O programa é uma iniciativa do MEC em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Regulamentado pela Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026, o PDDE Equidade tem como objetivo fortalecer a equidade educacional nas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Passo a passo – A adesão é realizada em duas etapas concomitantes: adesão pelas secretarias estaduais e municipais de educação (Entidades Executoras – EEx) e adesão das UEx representativas das escolas indicadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.
Para isso, escolas e redes devem se cadastrar e assinar os termos de adesão disponíveis no Simec Programas.
Para auxiliar os gestores nesse processo, o MEC disponibilizou Guias de Navegação do PDDE Equidade, com diretrizes sobre adesão, critérios de elegibilidade, valores de repasse e execução dos recursos, divididos por público: Secretário, Equipe Técnica da Secretaria e Representante UEx. Além disso, de forma inovadora, o ministério trouxe tutoriais em vídeo para apoiar as escolas na adesão.
Mudanças – Em 2026, o programa manteve sua estrutura geral de funcionamento da descentralização orçamentária, mas adequou rotas, incluindo maior precisão na categorização da natureza da despesa; redução de desafios com a prestação de contas; aperfeiçoamento de critérios de elegibilidade e priorização de cada subprograma e eixo; e fortalecimento e monitoramento da política.
Um dos ajustes nos critérios de elegibilidade diz respeito à ampliação do acesso institucional – incluindo Unidades Executoras (UEx) consorciadas e, também, a articulação com políticas estruturantes do MEC, como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e o Novo Pronacampo.
Em relação aos critérios de priorização, houve ajustes como a consideração do histórico de atendimento pelo programa, a fim de garantir que mais escolas, sobretudo aquelas que nunca receberam o recurso, sejam priorizadas, e a inclusão de indicador de priorização por vulnerabilidade educacional. Muitas dessas mudanças visam fortalecer o potencial redistributivo dos recursos, facilitar o recebimento dos repasses pelas escolas e qualificar a articulação de políticas de educação com equidade do MEC.
Contudo, o programa não mudou seus eixos principais: modelo de adesão; papéis e responsabilidades das escolas, redes e demais órgãos envolvidos; e valores repassados por escolas.
Em decorrência da boa alocação de recursos no ano passado, com mais de 92% da execução financeira, o PDDE Equidade manteve seu orçamento de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos da seguinte maneira em 2026:
- PDDE Água, Campo e Agroecologia: R$ 93,0 milhões;
- PDDE Diversidades (considerando os eixos de educação bilíngue de surdos; educação de jovens e adultos; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais): R$ 84,9 milhões;
- PDDE Sala de Recursos Multifuncionais: R$ 200,3 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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