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Preços do açúcar recuam no mercado internacional, enquanto indicador brasileiro apresenta leve recuperação

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Bolsas internacionais registram queda nas cotações do açúcar

O mercado internacional de açúcar encerrou a sessão da última terça-feira (10) com desvalorização nas principais bolsas globais. O movimento refletiu ajustes nas negociações e expectativas relacionadas à oferta mundial do produto.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto apresentaram recuo nos principais vencimentos. O contrato com entrega em maio de 2026 terminou o dia cotado a 14,38 cents de dólar por libra-peso, registrando queda de 0,21 cent.

Outros vencimentos também fecharam em baixa:

  • Julho/2026: 14,51 cents por libra-peso, retração de 0,17 cent
  • Outubro/2026: 14,89 cents por libra-peso, recuo de 0,13 cent

As posições mais longas também acompanharam o movimento negativo ao longo do pregão.

Açúcar branco também recua na bolsa de Londres

Na ICE Europe, em Londres, onde são negociados os contratos de açúcar branco, os preços também apresentaram queda.

Os principais contratos encerraram o dia com os seguintes valores:

  • Maio/2026: US$ 418,40 por tonelada, baixa de US$ 2,10
  • Agosto/2026: US$ 423,20 por tonelada, queda de US$ 4,50
  • Outubro/2026: US$ 425,00 por tonelada, recuo de US$ 3,10
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A movimentação acompanha o sentimento de mercado diante das perspectivas de maior disponibilidade global do produto nas próximas safras.

Mercado físico brasileiro apresenta leve valorização

Diferentemente do cenário internacional, o mercado interno brasileiro registrou uma pequena valorização nas negociações do açúcar.

De acordo com o Indicador do açúcar cristal branco do CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 98,52 na terça-feira (10), avanço diário de 0,21%.

Apesar da alta pontual, o indicador ainda apresenta recuo acumulado de 0,07% no mês de março, refletindo a pressão recente sobre os preços no mercado doméstico.

Expectativa de superávit global pode pressionar preços

Avaliações do mercado indicam que o cenário global de açúcar pode continuar marcado por oferta elevada na safra 2025/26.

Entre os fatores considerados estão:

  • ampla disponibilidade de produto no Brasil
  • recuperação da produção em países do Hemisfério Norte

Esse contexto pode manter o mercado internacional em superávit, o que tende a limitar a valorização das cotações. Projeções do setor indicam preços ao redor de 13,5 cents por libra-peso como possível referência para o período.

Ainda assim, variáveis como o comportamento do consumo de etanol no Brasil, a política de preços da gasolina e condições climáticas adversas — incluindo eventos associados ao El Niño — continuam sendo acompanhadas por agentes do mercado.

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Etanol hidratado registra pequena alta em Paulínia

No mercado de biocombustíveis, o preço do etanol hidratado apresentou leve avanço.

Segundo o Indicador Diário de Paulínia (SP), calculado pelo CEPEA/ESALQ, o combustível foi negociado a R$ 3.051,50 por metro cúbico na terça-feira (10), o que representa alta de 0,07% em relação ao dia anterior.

No acumulado de março, o indicador aponta valorização de 2,73%, indicando recuperação gradual das cotações no mercado paulista.

Ambiente econômico também influencia o setor

O desempenho das commodities agrícolas, incluindo o açúcar, também é impactado pelo cenário macroeconômico. No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) segue em 15% ao ano, conforme decisão recente do Banco Central, enquanto as projeções do mercado apontam redução gradual ao longo de 2026.

No câmbio, estimativas do mercado financeiro indicam o dólar próximo de R$ 5,40 ao final de 2026, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras de açúcar e etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão: negócios com pluma enfraquecem no Brasil e preços domésticos recuam, aponta Safras

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O mercado brasileiro de algodão apresentou enfraquecimento na comercialização da pluma ao longo da semana, com redução da liquidez no mercado físico e queda nos preços domésticos, segundo análise da Safras & Mercado. O movimento ocorreu mesmo com o bom desempenho das exportações e avanço da colheita da safra 2025/26.

Preços da pluma recuam no mercado físico

Em Rondonópolis (MT), referência importante para o algodão brasileiro, a pluma foi negociada na quinta-feira (25) a R$ 129,06 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa queda em relação à semana anterior, quando o produto era cotado a R$ 131,14 por arroba (ou R$ 3,97 por libra-peso).

No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso. Há uma semana, o patamar era de aproximadamente R$ 4,14 por libra-peso, sem ICMS, o que indica recuo de 1,21% no período.

O cenário reforça o descolamento entre os preços domésticos e os referenciais internacionais, em um ambiente de menor ritmo de negócios no físico.

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Exportações de algodão crescem 57% em junho

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras seguem em forte ritmo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país exportou 146,845 mil toneladas de algodão em junho (14 dias úteis), com média diária de 10,488 mil toneladas.

A receita com vendas externas somou US$ 235,706 milhões, com média diária de US$ 16,839 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento expressivo de 57,9% no volume diário exportado e alta de 57,6% na receita diária, indicando fortalecimento da demanda internacional pela pluma brasileira.

Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil

No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 2,8% da área dos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional, segundo dados da Conab.

O percentual representa avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 1,7%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava mais adiantada, em 4%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 2,5%.

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O ritmo atual indica um início de safra próximo do comportamento histórico, ainda sob influência das condições climáticas regionais e da janela de colheita nas principais áreas produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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