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VLI amplia volumes em ferrovias e portos e alcança margem recorde em 2025
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Crescimento na movimentação ferroviária em 2025
A VLI encerrou 2025 com avanço na movimentação de cargas em seus corredores ferroviários. Ao todo, foram transportados 43,5 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), volume 4% superior ao registrado em 2024.
O resultado reflete o fortalecimento das operações logísticas voltadas a setores estratégicos da economia brasileira, como agronegócio, mineração, indústria e construção civil.
Operações portuárias também registram alta
Nos portos onde atua, a companhia movimentou 43,9 milhões de toneladas ao longo de 2025, o que representa um crescimento de 2% em comparação ao ano anterior.
O desempenho reforça a integração entre os modais ferroviário e portuário, ampliando a eficiência logística e o escoamento da produção nacional.
Receita e lucro avançam com melhoria operacional
Os resultados financeiros da VLI também apresentaram evolução significativa:
- Receita líquida: R$ 9,95 bilhões
- EBITDA recorrente: R$ 5,26 bilhões
- Lucro líquido: R$ 1,40 bilhão (+5,3% vs. 2024)
A companhia destaca que o crescimento foi impulsionado, entre outros fatores, por iniciativas de refinanciamento de dívidas, que contribuíram para a redução das despesas financeiras.
Margem EBITDA atinge nível recorde
Um dos principais destaques de 2025 foi a margem EBITDA recorde de 52,9%, com avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
O indicador reforça a eficiência operacional da empresa e sua capacidade de geração de caixa.
Gestão estratégica sustenta crescimento
Segundo o CEO da companhia, Fábio Marchiori, os resultados refletem uma combinação de fatores estratégicos.
Entre eles estão:
- Disciplina na gestão de custos
- Alocação eficiente de capital
- Diversificação de clientes e regiões atendidas
- Foco em segurança e excelência operacional
O executivo também destacou que, pelo sétimo ano consecutivo, a empresa manteve rating de crédito AAA, reforçando a solidez da gestão.
Investimentos seguem elevados pelo segundo ano consecutivo
A VLI investiu cerca de R$ 3,5 bilhões em 2025, repetindo o patamar do ano anterior.
O montante representa:
- 35% da receita líquida
- 2,5 vezes o lucro líquido do período
Os recursos foram direcionados à modernização de ativos próprios e concessões sob gestão da companhia.
Logística eficiente é chave para competitividade do Brasil
Para a empresa, os investimentos em infraestrutura e eficiência logística são essenciais para sustentar o crescimento econômico do país e ampliar sua competitividade no comércio internacional.
De acordo com Fábio Marchiori, a modernização da logística, com foco em segurança e produtividade, é fundamental para manter o Brasil em posição de destaque global, especialmente em cadeias como o agronegócio e a mineração.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Recuperações judiciais no agronegócio batem recorde mesmo com safra forte e expõem impacto dos juros altos no campo
O agronegócio brasileiro vive um cenário de contrastes em 2026. Enquanto a produção agrícola segue em níveis elevados, impulsionada por boas safras e alta produtividade, o setor enfrenta um agravamento da situação financeira de produtores e empresas. O reflexo mais evidente desse movimento é o aumento recorde dos pedidos de recuperação judicial.
Dados da Serasa Experian mostram que 1.990 recuperações judiciais foram registradas no agronegócio em 2025, maior número da série histórica iniciada em 2021. O volume representa crescimento de 56,4% em relação a 2024 e é quase quatro vezes superior ao registrado em 2023, quando foram contabilizados 534 pedidos.
Embora ainda não existam números consolidados para 2026, especialistas avaliam que os fatores que pressionam o setor permanecem presentes e não indicam uma reversão estrutural no curto prazo.
Alta produtividade não garante rentabilidade
Na avaliação de especialistas, o aumento das recuperações judiciais não está relacionado à capacidade produtiva do agronegócio, mas ao estreitamento das margens de lucro provocado pelo aumento dos custos e pela dificuldade de acesso ao crédito.
Segundo Denis Barroso, sócio da Barroso Advogados Associados e especialista em recuperação empresarial, muitos produtores continuam colhendo boas safras, mas recebem menos pelas commodities enquanto enfrentam custos significativamente maiores para produzir.
O resultado é uma combinação de insumos mais caros, juros elevados e preços agrícolas mais voláteis, fatores que reduzem a rentabilidade da atividade e comprometem a capacidade de pagamento das dívidas.
Juros elevados pressionam toda a cadeia do agronegócio
Entre os principais fatores que explicam o aumento das dificuldades financeiras está o elevado custo do crédito rural.
Nos últimos anos, muitos produtores renegociaram dívidas em um ambiente financeiro que já apresentava juros elevados. Com a manutenção da política monetária restritiva e maior seletividade das instituições financeiras, o refinanciamento tornou-se ainda mais caro.
Segundo Denis Barroso, esse movimento cria um efeito cumulativo sobre o endividamento das propriedades rurais.
Além do produtor, o aperto no crédito também afeta cooperativas, tradings, revendas de insumos, transportadoras e diversas empresas ligadas ao agronegócio, reduzindo a circulação de recursos em economias fortemente dependentes da atividade agrícola.
Inadimplência cresce no meio rural
Os sinais de deterioração financeira também aparecem nos indicadores de inadimplência.
Dados da Serasa Experian apontam que 8,3% da população rural estava inadimplente no terceiro trimestre de 2025, avanço de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O aumento reforça o ambiente de maior cautela por parte das instituições financeiras, que passaram a exigir garantias mais robustas e adotaram critérios mais rigorosos para concessão de novos financiamentos.
Crédito restrito reduz investimentos no campo
Especialistas destacam que o atual cenário modifica significativamente a dinâmica de investimento no agronegócio.
Com menos acesso ao crédito e custos financeiros elevados, produtores e empresas tendem a adiar investimentos em máquinas, tecnologia, infraestrutura e expansão da produção.
Esse comportamento gera impactos em toda a cadeia produtiva, afetando fabricantes de equipamentos agrícolas, empresas de logística, fornecedores de insumos e prestadores de serviços.
Recuperação judicial reflete cenário econômico mais amplo
Embora o agronegócio concentre atualmente um número elevado de recuperações judiciais, especialistas ressaltam que o fenômeno não é exclusivo do setor.
Empresas de diversos segmentos da economia brasileira também enfrentam dificuldades financeiras em decorrência dos juros elevados, da restrição ao crédito, das incertezas fiscais e da volatilidade econômica internacional.
Na avaliação de Denis Barroso, a recuperação judicial deve ser encarada como um instrumento de reorganização financeira, e não como a primeira alternativa diante das dificuldades.
Segundo ele, muitas empresas ainda podem recorrer à renegociação de dívidas, revisão operacional, reestruturação financeira e atração de novos investidores antes de ingressarem com um pedido judicial.
Planejamento financeiro ganha protagonismo
Para Benito Pedro, sócio da Avante Assessoria Empresarial e especialista em reestruturação empresarial, o momento exige uma mudança na forma como empresas e produtores administram sua estrutura de capital.
Segundo ele, o ambiente econômico atual não permite mais decisões baseadas apenas no curto prazo ou no adiamento constante de passivos financeiros.
A adoção de estratégias de renegociação com credores, revisão dos custos operacionais e fortalecimento da gestão financeira torna-se cada vez mais importante para preservar a competitividade das empresas.
Gestão de risco será decisiva nos próximos anos
O crescimento recorde das recuperações judiciais no agronegócio evidencia que os desafios do setor vão além da produção agrícola.
Mesmo mantendo elevada eficiência no campo, produtores e empresas precisam enfrentar um ambiente caracterizado por crédito mais caro, custos elevados, margens reduzidas e maior seletividade dos financiadores.
Na avaliação dos especialistas, os próximos anos exigirão disciplina financeira, planejamento estratégico e gestão ativa de riscos para garantir a sustentabilidade dos negócios rurais.
Mais do que produzir bem, o desafio do agronegócio brasileiro passa a ser transformar produtividade em rentabilidade, preservando a capacidade de investimento e a saúde financeira em um cenário econômico cada vez mais desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


