BRASIL
MJSP e Ministério das Mulheres assinam protocolo de enfrentamento à violência política
BRASIL
Brasília, 26/3/26 – Como parte das ações do Mês da Mulher, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) assinou, na quarta-feira (25), o Protocolo de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres. A solenidade ocorreu no auditório do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
A iniciativa faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o MJSP e outros cinco órgãos: Ministério das Mulheres, Procuradoria-Geral Eleitoral, Defensoria Pública da União (DPU), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A secretária nacional de Acesso à Justiça (Saju), Sheila de Carvalho, representou o MJSP no evento. Durante a assinatura do protocolo, ela relembrou os oito anos do assassinato da vereadora Marielle Franco, um dos casos mais emblemáticos de violência contra mulheres na política. Ela também comentou o longo caminho percorrido até a federalização do caso.
“Naquele momento, era difícil trazer novamente o caso para a esfera federal, mas aprendemos que efetivar direitos exige desafiar o impossível. Hoje, esse mesmo compromisso nos move a enfrentar a violência política contra mulheres em todo o Brasil: investigar, responsabilizar e interromper os ataques, para que possamos permanecer vivas e ativas na política”, ressaltou Sheila.
Também participaram da cerimônia a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; a secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy; a procuradora regional da República, Raquel Branquinho; a juíza auxiliar do CNJ, Suzana Massako; a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret; a membro auxiliar do Ministério Público, Ludmilla Evelin de Faria; e a assessora especial Rafaella Mikos, pela DPU.
O documento apresenta um panorama da violência política contra as mulheres no Brasil e propõe ações para garantir a permanência e a diversidade de mulheres em cargos de decisão. Entre as medidas, destacam-se a criação de monitoramento nacional contínuo e a promoção de campanhas e ações educativas, inclusive no ambiente virtual.
O plano atua em dez eixos estratégicos:
1. Fortalecimento da democracia;
2. Ampliação da participação política das mulheres, considerando a diversidade e a pluralidade;
3. Produção de dados, pesquisas, monitoramento e diagnóstico nacional sobre a violência política contra as mulheres brasileiras;
4. Conscientização sobre a violência política contra as mulheres, considerando suas interseccionalidades;
5. Enfrentamento à violência política e à misoginia na internet;
6. Fortalecimento da segurança e do acesso à Justiça para mulheres em situação de violência política;
7. Atuação junto aos partidos políticos, com fiscalização, aplicação e monitoramento das normas eleitorais, no âmbito da Justiça Eleitoral, e propostas de alterações legislativas;
8. Responsabilização e reparação, com promoção da dignidade para mulheres em situação de violência política;
9. Acolhimento, cuidado e atenção à saúde mental de mulheres em situação de violência política;
10. Notificação, definição de fluxos e adoção de protocolos.
BRASIL
Brasil reforça papel estratégico no mercado global de petróleo em reunião com autoridades alemãs
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na sexta-feira (22/5), de reunião com representantes da Alemanha para apresentar o panorama do setor brasileiro de petróleo e gás natural. Durante o encontro, foram discutidos temas relacionados à segurança energética internacional, exportações brasileiras de petróleo, expansão da produção nacional e perspectivas para o mercado global de energia diante do atual cenário geopolítico.
A reunião destacou o crescimento da relevância do Brasil no mercado internacional de petróleo, impulsionado pela expansão da produção no pré-sal e pelo avanço de novos sistemas de produção offshore. Atualmente, o país figura entre os maiores produtores mundiais de petróleo e mantém trajetória de crescimento sustentada por investimentos, previsibilidade regulatória e ampliação da capacidade produtiva.
O secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, e o diretor do Departamento de Política e Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, Carlos Agenor, também apresentaram o modelo institucional brasileiro para o setor de petróleo e gás natural, baseado na atuação coordenada entre formulação de políticas públicas, regulação e operação das atividades econômicas. O modelo reúne participação do setor privado, presença de operadores internacionais e estabilidade regulatória, fatores que contribuem para a atração de investimentos e para a competitividade do setor energético nacional.
Além do cenário de produção e exportação, o encontro abordou as condições de abastecimento de combustíveis e a segurança energética no contexto internacional. A pasta destacou a diversidade da matriz energética brasileira, a ampliação da participação dos biocombustíveis e a baixa exposição do país a possíveis impactos diretos sobre o fornecimento internacional de derivados.
As projeções apresentadas indicam continuidade no crescimento da produção brasileira ao longo da próxima década, com potencial de consolidação do país como fornecedor estratégico de energia no mercado internacional. O MME também destacou o avanço da comercialização de petróleo da União por meio da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), ampliando a presença no comércio global de petróleo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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