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Brasil e Japão encerram projeto de agricultura digital e ampliam cooperação no agro

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Brasil e Japão reforçaram a parceria bilateral em agricultura digital durante o encerramento do projeto de Desenvolvimento Colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital para o Fortalecimento do Ecossistema de Inovação e a Sustentabilidade do Agro Brasileiro (CoPADi), realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília.

A reunião ocorreu no âmbito do 3º Joint Coordination Committee (JCC) e reuniu representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e da Embaixada do Japão no Brasil.

Durante a cerimônia, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância institucional do projeto e afirmou que o encerramento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo de anos, desde a concepção até a entrega dos resultados.

Criado para impulsionar a agricultura de precisão e digital no Brasil com bases econômica e ambientalmente sustentáveis, o CoPADi articulou ações voltadas à construção de um ecossistema de inovação, ao desenvolvimento de soluções para integração de dados, à realização de experimentos em campo e à disseminação de conhecimento entre instituições públicas e privadas dos dois países.

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Entre os principais resultados estão o avanço de estratégias de transformação digital, a integração técnica entre equipes brasileiras e japonesas, o fortalecimento do uso de APIs no sistema AgroAPI da Embrapa e a realização de pilotos e testes em campo.

Em uma etapa recente, o projeto também apresentou a plataforma API-CoPADi, desenvolvida para integrar dados agrícolas e ampliar a interoperabilidade entre sistemas e futuros parceiros do setor.

Além dos resultados imediatos, a iniciativa deixa como legado uma base estruturante para o avanço de uma agricultura orientada por dados, com potencial para apoiar novos aplicativos, ampliar o uso de big data, fortalecer ecossistemas digitais e incorporar soluções de inteligência artificial ao campo.

O encerramento do CoPADi reforça a cooperação histórica entre Brasil e Japão e evidencia o papel das parcerias internacionais no desenvolvimento de tecnologias voltadas a uma agropecuária mais conectada, eficiente e sustentável. Com foco em ciência, inovação e articulação institucional, a iniciativa também contribui para consolidar o Brasil como referência na agenda da agricultura digital.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Safra brasileira de grãos deve atingir recorde de 348,7 milhões de toneladas em 2026, aponta IBGE

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IBGE projeta nova safra recorde para o Brasil em 2026

O Brasil caminha para registrar mais uma safra histórica em 2026. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 348,7 milhões de toneladas, consolidando um dos maiores volumes já registrados pelo país.

A nova estimativa representa crescimento de 0,7% em relação à safra de 2025, equivalente a um avanço de 2,6 milhões de toneladas. Na comparação com março de 2026, o levantamento também apresentou leve alta de 0,1%.

Além do aumento da produção, o país ampliou a área agrícola cultivada. O total estimado para colheita chegou a 83,3 milhões de hectares, avanço de 2,1% frente ao ano anterior.

Soja lidera crescimento e atinge novo recorde histórico

A soja continua sendo o principal motor do agronegócio brasileiro. O IBGE revisou novamente para cima a estimativa da oleaginosa, que deve atingir 174,1 milhões de toneladas em 2026 — novo recorde da série histórica.

O volume representa crescimento de 4,8% sobre a safra anterior, reforçando o protagonismo brasileiro no mercado global da commodity.

O Mato Grosso segue como maior produtor nacional, com previsão de 50,5 milhões de toneladas. Paraná e Rio Grande do Sul também aparecem entre os destaques da produção nacional, com recuperação importante das lavouras gaúchas após problemas climáticos em anos anteriores.

Milho deve perder força, mas mantém produção acima de 138 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho foi estimada em 138,2 milhões de toneladas, registrando retração de 2,5% frente ao ciclo anterior.

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O milho da primeira safra apresentou crescimento relevante, impulsionado principalmente pelo Sul e Sudeste do país. Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional, apresentou recuo diante de ajustes climáticos e produtividade menor em importantes estados produtores.

O Mato Grosso continua liderando a safrinha nacional, seguido por Paraná e Goiás.

Café brasileiro alcança maior produção da história

Outro destaque do levantamento do IBGE é o café. A produção brasileira somando arábica e canephora foi estimada em 66,1 milhões de sacas de 60 quilos, o maior volume da série histórica iniciada em 2002.

O crescimento anual chega a 14,9%, sustentado por clima favorável, recuperação da produtividade e investimentos nas lavouras.

O café canephora, especialmente, deve registrar safra recorde em 2026, refletindo o avanço tecnológico no campo e o bom desempenho das áreas produtoras.

Centro-Oeste concentra metade da produção nacional

A Região Centro-Oeste mantém ampla liderança na produção brasileira de grãos, com estimativa de 174,5 milhões de toneladas — equivalente a 50% de toda a safra nacional.

Na sequência aparecem:

  • Sul: 92,1 milhões de toneladas;
  • Sudeste: 30,6 milhões de toneladas;
  • Nordeste: 29,9 milhões de toneladas;
  • Norte: 21,5 milhões de toneladas.

Entre os estados, o Mato Grosso lidera isoladamente, respondendo por 30,9% da produção brasileira de grãos. Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais completam a lista dos maiores produtores.

Algodão recua, mas Bahia ganha destaque

A produção de algodão herbáceo foi estimada em 9 milhões de toneladas. Apesar da recuperação mensal, o setor ainda apresenta forte retração em relação a 2025, pressionado pela redução de área e produtividade.

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A Bahia ganhou destaque nas revisões positivas do IBGE, consolidando-se como segundo maior produtor nacional da fibra, atrás apenas do Mato Grosso.

Feijão preocupa mercado com redução na oferta

O levantamento também trouxe sinal de alerta para o feijão. A produção brasileira estimada em 2,9 milhões de toneladas apresentou queda tanto em relação ao mês anterior quanto frente à safra passada.

Segundo o IBGE, o mercado começa a demonstrar preocupação com o equilíbrio entre oferta e consumo interno, especialmente diante da redução gradual da produção nos últimos meses.

Trigo segue pressionado por baixa rentabilidade

O trigo brasileiro deve registrar produção de 7,3 milhões de toneladas, queda de 6,8% frente ao ano anterior.

A baixa rentabilidade, somada aos prejuízos climáticos recorrentes no Sul do país, tem reduzido o interesse dos produtores pelo cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

Perspectiva para o agronegócio em 2026

Mesmo com desafios climáticos, oscilações de mercado e pressão sobre algumas culturas, o cenário geral do agronegócio brasileiro permanece positivo para 2026.

O avanço da soja, a recuperação do café e a ampliação da área cultivada reforçam o papel do Brasil como uma das maiores potências agrícolas globais, sustentando exportações, geração de renda e crescimento do setor no próximo ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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