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MEC destaca debate sobre valor de patentes públicas
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O fortalecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nas instituições de educação superior é uma das frentes de atuação do Ministério da Educação (MEC), viabilizado por meio de iniciativas como o Acelera NIT Brasil, no programa Universidades Transformadoras. Nesse contexto, ganha relevância o evento “Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (Enpi) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública”, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), voltado à mensuração do valor das patentes públicas brasileiras.
O evento ocorre no dia 12 de maio, das 9h às 12h20 (horário de Brasília), no Auditório Anadyr de Mendonça, sede da CGU em Brasília, com transmissão pelo canal da CGU no YouTube. Os interessados podem se inscrever por meio do formulário de inscrição.
Direcionada aos NITs e às instituições científicas, a iniciativa propõe discutir metodologias e práticas para avaliar o potencial econômico e social das tecnologias desenvolvidas no setor público. O tema dialoga com os desafios enfrentados pelas universidades na gestão de ativos de propriedade intelectual e na ampliação da transferência de tecnologia.
Atualmente, os NITs são responsáveis por estruturar políticas institucionais de inovação, apoiar o depósito de patentes, gerir portfólios tecnológicos e promover a interação com o setor produtivo. Apesar dos avanços nos últimos anos, a mensuração do valor dessas tecnologias ainda é um dos principais desafios para a efetiva transferência e comercialização.
Mensuração e transferência de tecnologia – A definição mais precisa do valor de uma patente é fundamental para orientar negociações, estabelecer modelos de licenciamento e atrair parceiros interessados no desenvolvimento de tecnologias. Sem parâmetros claros, muitas instituições enfrentam dificuldades para transformar ativos intelectuais em soluções efetivamente aplicadas.
O debate proposto pelo evento busca justamente enfrentar esse desafio, reunindo especialistas e gestores públicos para compartilhar experiências, metodologias e referências que possam ser adaptadas à realidade das instituições brasileiras.
Conexão com políticas do MEC – Na Secretaria de Educação Superior (Sesu), o projeto Acelera NIT Brasil busca apoiar a estruturação e o fortalecimento dos núcleos nas universidades, ampliando sua capacidade de transformar conhecimento em inovação. A iniciativa integra o programa Universidades Transformadoras, que incentiva ações voltadas ao desenvolvimento científico, tecnológico e social das instituições.
Entre os eixos trabalhados estão a qualificação da gestão da propriedade intelectual, o estímulo à cultura de inovação e o fortalecimento da relação entre universidades, empresas e governos. Nesse cenário, a discussão sobre valoração de patentes se insere como elemento estratégico para consolidar esses avanços.
Impacto para as universidades – Os NITs desempenham papel estratégico na articulação entre a academia e o setor produtivo. A adoção de práticas mais robustas de valoração pode ampliar a competitividade das universidades, aumentar a taxa de transferência de tecnologia e potencializar o retorno social dos investimentos em pesquisa.
Além disso, a valorização adequada das patentes contribui para dar maior visibilidade às inovações desenvolvidas no ambiente acadêmico, reforçando o papel das instituições de ensino superior como agentes centrais no desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da CGU
Fonte: Ministério da Educação
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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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