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Juara concentra debates sobre pecuária e assistência técnica na Arinos Show

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Juara (cerca de 655 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, recebe até este sábado (09.05) a Arinos Show Agro, feira voltada à pecuária, tecnologia e desenvolvimento regional que vem ganhando espaço no calendário do agro mato-grossense.

O evento reúne produtores rurais, técnicos, empresas e lideranças do setor em uma região considerada estratégica para a bovinocultura de corte. Com rebanho próximo de 1 milhão de cabeças na região, Juara figura entre os principais polos pecuários do estado, mas ainda enfrenta desafios ligados à intensificação produtiva e à gestão técnica das propriedades.

Nesse contexto, a assistência técnica aparece como um dos principais temas da programação deste ano. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) levará ao evento debates voltados ao aumento de produtividade, rentabilidade e eficiência dentro da porteira.

Na sexta-feira (8), o supervisor da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-MT, Marcelo Nogueira, ministra palestra direcionada aos produtores da bovinocultura de corte, com foco no potencial produtivo ainda pouco explorado da região.

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Segundo ele, a proposta é mostrar, a partir de dados e comparações com outras regiões, como a adoção de gestão técnica pode alterar o desempenho econômico das propriedades. “Juara e os municípios da região têm um potencial enorme na pecuária de corte, mas esse potencial ainda é pouco explorado do ponto de vista técnico. Quando comparamos com regiões que já possuem assistência estruturada, percebemos o quanto ainda é possível avançar em produtividade e rentabilidade”, afirma.

O modelo da ATeG funciona por meio de acompanhamento contínuo nas propriedades, com visitas técnicas periódicas, levantamento de indicadores produtivos e econômicos e recomendações ajustadas à realidade de cada produtor.

Além da programação técnica, o evento também aposta na valorização da cadeia da carne bovina. No estande do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a vitrine “Sabores do Agro” promove demonstrações de cortes, preparo e degustação de carne bovina diariamente, a partir das 10h30.

A proposta é aproximar o público da produção regional e reforçar o papel da pecuária na economia local, agregando valor ao produto e ampliando a conexão entre produção e consumidor.

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A Arinos Show Agro ocorre em um momento de transformação da pecuária mato-grossense, marcada pela intensificação dos sistemas produtivos, maior uso de tecnologia e busca por eficiência dentro da porteira. Em regiões tradicionalmente extensivas, como o Noroeste do estado, o desafio passa a ser produzir mais por área, com melhor gestão e maior rentabilidade.

Serviço

Arinos Show Agro 2026
Juara (MT)
Até 9 de maio de 2026
Temas: pecuária de corte, assistência técnica, gestão rural, produtividade e valorização da carne bovina.

Fonte: Pensar Agro

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Café deve perder força no segundo semestre com avanço da safra brasileira, aponta Itaú BBA

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O mercado global de café deve entrar em uma fase de maior acomodação nos preços ao longo do segundo semestre de 2026, impulsionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento expressivo da oferta. A avaliação consta no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que traça um panorama detalhado sobre o cenário do café arábica e robusta no mercado internacional e doméstico.

Segundo o levantamento, o clima seco nas principais regiões produtoras favoreceu o avanço da colheita, especialmente do café conilon, enquanto as áreas de arábica começam a acelerar os trabalhos de campo. Esse cenário, combinado à valorização do real frente ao dólar e à perspectiva de maior disponibilidade global, pressionou as cotações do café em abril e no início de maio.

O contrato do café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, sendo negociado a US$ 2,75 por libra-peso. No mercado brasileiro, o impacto foi ainda mais intenso devido à valorização cambial, levando o preço do arábica para cerca de R$ 1.670 por saca, retração de 11% no período analisado.

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Já o café robusta apresentou maior resistência no mercado internacional. Em Londres, os contratos recuaram apenas 0,4%, enquanto no Brasil o conilon caiu 3,8%, sendo negociado próximo de R$ 913 por saca. O relatório destaca que o deságio do conilon em relação ao arábica permanece elevado, em torno de 45%, acima da média histórica observada nos últimos dez anos.

Produção brasileira deve crescer 15%

De acordo com o Itaú BBA, a safra brasileira 2026/27 deverá apresentar recuperação significativa, principalmente no café arábica. A projeção aponta crescimento de 15% na produção total do país, com a oferta de arábica avançando cerca de 25%, alcançando 47,5 milhões de sacas.

Com o aumento da produção, o mercado deve passar gradualmente do atual cenário de oferta apertada para uma condição de maior equilíbrio. A expectativa é que as exportações brasileiras no próximo ciclo, entre julho de 2026 e junho de 2027, possam atingir cerca de 50 milhões de sacas, acima do volume estimado para o atual ano-safra.

O relatório também aponta tendência de redução no diferencial de preços entre arábica e robusta, movimento que deve ocorrer conforme o café novo avance sobre o mercado e aumente a disponibilidade física do produto.

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Clima segue como principal fator de risco

Apesar da expectativa de acomodação nos preços, o mercado permanece atento às condições climáticas durante o inverno brasileiro. Segundo a análise do Itaú BBA, o principal fator de volatilidade segue sendo o risco de geadas nas regiões produtoras de café arábica.

Os analistas ressaltam que eventuais episódios de frio intenso poderiam impactar a próxima safra e alterar o atual cenário baixista esperado para o segundo semestre. Além disso, a possibilidade de avanço do fenômeno El Niño aumenta a chance de um inverno mais úmido, o que pode atrasar a colheita, dificultar a secagem dos grãos e comprometer a qualidade do café brasileiro.

Mesmo diante das recentes quedas nas cotações, o mercado segue monitorando o comportamento dos fundos de investimento, que ampliaram suas posições compradas no café nas últimas semanas, movimento que ainda pode influenciar a volatilidade dos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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