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Café deve perder força no segundo semestre com avanço da safra brasileira, aponta Itaú BBA

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O mercado global de café deve entrar em uma fase de maior acomodação nos preços ao longo do segundo semestre de 2026, impulsionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento expressivo da oferta. A avaliação consta no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que traça um panorama detalhado sobre o cenário do café arábica e robusta no mercado internacional e doméstico.

Segundo o levantamento, o clima seco nas principais regiões produtoras favoreceu o avanço da colheita, especialmente do café conilon, enquanto as áreas de arábica começam a acelerar os trabalhos de campo. Esse cenário, combinado à valorização do real frente ao dólar e à perspectiva de maior disponibilidade global, pressionou as cotações do café em abril e no início de maio.

O contrato do café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, sendo negociado a US$ 2,75 por libra-peso. No mercado brasileiro, o impacto foi ainda mais intenso devido à valorização cambial, levando o preço do arábica para cerca de R$ 1.670 por saca, retração de 11% no período analisado.

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Já o café robusta apresentou maior resistência no mercado internacional. Em Londres, os contratos recuaram apenas 0,4%, enquanto no Brasil o conilon caiu 3,8%, sendo negociado próximo de R$ 913 por saca. O relatório destaca que o deságio do conilon em relação ao arábica permanece elevado, em torno de 45%, acima da média histórica observada nos últimos dez anos.

Produção brasileira deve crescer 15%

De acordo com o Itaú BBA, a safra brasileira 2026/27 deverá apresentar recuperação significativa, principalmente no café arábica. A projeção aponta crescimento de 15% na produção total do país, com a oferta de arábica avançando cerca de 25%, alcançando 47,5 milhões de sacas.

Com o aumento da produção, o mercado deve passar gradualmente do atual cenário de oferta apertada para uma condição de maior equilíbrio. A expectativa é que as exportações brasileiras no próximo ciclo, entre julho de 2026 e junho de 2027, possam atingir cerca de 50 milhões de sacas, acima do volume estimado para o atual ano-safra.

O relatório também aponta tendência de redução no diferencial de preços entre arábica e robusta, movimento que deve ocorrer conforme o café novo avance sobre o mercado e aumente a disponibilidade física do produto.

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Clima segue como principal fator de risco

Apesar da expectativa de acomodação nos preços, o mercado permanece atento às condições climáticas durante o inverno brasileiro. Segundo a análise do Itaú BBA, o principal fator de volatilidade segue sendo o risco de geadas nas regiões produtoras de café arábica.

Os analistas ressaltam que eventuais episódios de frio intenso poderiam impactar a próxima safra e alterar o atual cenário baixista esperado para o segundo semestre. Além disso, a possibilidade de avanço do fenômeno El Niño aumenta a chance de um inverno mais úmido, o que pode atrasar a colheita, dificultar a secagem dos grãos e comprometer a qualidade do café brasileiro.

Mesmo diante das recentes quedas nas cotações, o mercado segue monitorando o comportamento dos fundos de investimento, que ampliaram suas posições compradas no café nas últimas semanas, movimento que ainda pode influenciar a volatilidade dos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola e mercado já sente pressão nos preços

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A citricultura brasileira entra em um novo ciclo de atenção em 2026/27. Segundo análise do relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, a primeira estimativa divulgada pelo Fundecitrus aponta que a safra de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro deverá atingir 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos, uma queda de 12,9% em relação à temporada anterior.

O recuo expressivo da produção ocorre em meio à combinação de bienalidade negativa, condições climáticas adversas e avanço do greening, doença que continua pressionando a produtividade dos pomares brasileiros.

Ao mesmo tempo, o mercado internacional do suco de laranja enfrenta um cenário de demanda enfraquecida, após os elevados preços registrados na safra passada reduzirem o consumo em importantes mercados compradores, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Clima e greening ampliam preocupação no cinturão citrícola

De acordo com o Itaú BBA, a redução da safra reflete principalmente o menor número de frutos por árvore e o aumento da queda prematura dos frutos, fatores que superaram os ganhos obtidos com o maior peso médio das laranjas e a expansão do parque produtivo.

As condições climáticas também tiveram impacto direto no desempenho da cultura. As chuvas abaixo da média durante o segundo semestre de 2025 prejudicaram o desenvolvimento da safra, especialmente no cinturão citrícola paulista e mineiro.

Além da estiagem, temperaturas elevadas e ventos intensos registrados em setembro comprometeram o florescimento e o pegamento dos frutos, reduzindo o potencial produtivo para a temporada 2026/27.

O relatório alerta ainda que novas perdas podem ocorrer caso as precipitações entre maio e outubro fiquem abaixo do necessário. Nesse cenário, o peso dos frutos tende a diminuir, reduzindo ainda mais a produtividade.

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Outro fator que segue no radar do setor é o avanço do greening. Segundo o Itaú BBA, a doença continua agravando os desafios fitossanitários da citricultura brasileira e pode provocar novas revisões negativas nas estimativas de safra, como ocorreu em temporadas anteriores.

Preço da laranja cai abaixo do custo de produção

Apesar da expectativa de uma safra menor, o mercado doméstico vive um momento de pressão sobre os preços pagos ao produtor.

A laranja destinada à indústria encerrou abril cotada em R$ 26,20 por caixa de 40,8 kg, retornando aos mesmos níveis observados em 2021 e ficando abaixo do custo de produção para boa parte dos citricultores brasileiros.

Segundo o relatório, ainda há incertezas sobre os contratos firmados entre produtores e indústria neste início de safra. A tendência é que o mercado ganhe maior clareza após a consolidação dos números do Fundecitrus e o avanço da colheita das variedades precoces.

O cenário atual é influenciado principalmente pelo elevado nível de estoques da indústria e pela desaceleração das exportações de suco, fatores que limitam o potencial de recuperação dos preços da fruta, mesmo diante de uma produção menor.

Suco de laranja recua em Nova York com demanda mais fraca

No mercado internacional, os preços do suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) seguem em queda na Bolsa de Nova York.

Nos últimos 30 dias, as cotações acumularam retração de 16%, chegando a 167,2 centavos de dólar por libra-peso.

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A pressão ocorre em função de um mercado mais abastecido após a safra brasileira 2025/26 mais volumosa, além da perda de demanda global provocada pelos preços recordes registrados anteriormente.

As exportações brasileiras de suco totalizaram 56 mil toneladas equivalentes de FCOJ em abril de 2026, alta de 26% frente ao mesmo período do ano passado. Porém, houve queda de 34% na comparação com março.

No acumulado da safra 2025/26, os embarques avançaram apenas 1,6%, desempenho considerado modesto diante da maior disponibilidade de produto no mercado.

Segundo o Itaú BBA, os preços elevados praticados anteriormente reduziram o consumo, principalmente na União Europeia, tradicional compradora do suco concentrado brasileiro.

Consumidor americano ainda não sente queda nos preços

Mesmo com a recente desvalorização do suco em Nova York e a redução dos preços de exportação brasileiros, o consumidor americano ainda não percebeu alívio nas prateleiras.

Em março de 2026, o preço do suco concentrado no varejo dos Estados Unidos atingiu US$ 4,89 por lata de 473 ml, o maior valor da série histórica iniciada em 2000.

O movimento reforça a cautela do mercado internacional e indica que o consumo global ainda pode enfrentar limitações ao longo dos próximos meses.

Diante desse cenário, o setor citrícola brasileiro segue atento ao comportamento climático, ao avanço do greening e à recuperação da demanda global, fatores que deverão definir o rumo dos preços da laranja e do suco ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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