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Leilão da VPJ cresce 30% e fortalece expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste

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A expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste brasileiro ganhou força com o sucesso da segunda edição do Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste. Realizado durante a Expoalagoas Genética, em Maceió (AL), o evento movimentou quase R$ 1,3 milhão e registrou crescimento de cerca de 30% em relação ao ano passado, consolidando a estratégia de expansão da VPJ Pecuária na região.

O remate reuniu investidores de nove estados brasileiros e confirmou o aumento da demanda por genética de alta performance voltada à pecuária de corte de qualidade. O Nordeste respondeu por 63% das compras realizadas, com destaque para criadores de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

Ao todo, foram comercializados 57 lotes entre machos e fêmeas das raças Brangus e Ultrablack, além de 122 pacotes de embriões de doadoras da VPJ Genetics.

Touro Brangus é destaque e reforça modelo de investimento genético

O principal destaque do leilão foi a negociação de 50% do reprodutor Brangus VPJ MALVADO FIV 2096, arrematado por R$ 68 mil pelo pecuarista alagoano Rafael Tenório.

O touro integra um modelo de negócios adotado pela VPJ Pecuária, no qual investidores que adquirem participação em reprodutores presentes em centrais de genética recebem royalties proporcionais à comercialização de sêmen.

MALVADO está atualmente em coleta na Semex e se destaca por apresentar desempenho de excelência nos principais índices da raça. O animal figura entre os TOP 1% para Índice de Desmama, Índice Final e Índice de Carcaça, combinando produtividade, precocidade e qualidade de carne.

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Filho do norte-americano CB NEW STANDARD 817J3, o reprodutor carrega genética considerada rara tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Rafael Tenório também ampliou sua participação na genética VPJ ao adquirir 50% do Ultrablack VPJ EL CID FIV 156 por R$ 40 mil. O animal é considerado um dos principais touros Ultrablack produzidos no país e também está em coleta para produção de sêmen.

Fêmeas valorizadas e demanda aquecida impulsionam negócios

Entre as fêmeas, o destaque ficou para a Brangus VPJ FLORA FIV 2090, irmã própria de MALVADO, negociada por R$ 44 mil com o criador Roberto Cavalcante, da Paraíba.

Segundo o empresário e selecionador Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, o desempenho do leilão acompanha um dos momentos mais favoráveis da pecuária de corte brasileira.

De acordo com ele, a demanda aquecida por carne bovina premium e as bonificações pagas por qualidade têm elevado o interesse dos pecuaristas por genética superior.

O criador destaca que o mercado vive forte valorização em toda a cadeia produtiva, impulsionado tanto pelo cenário doméstico quanto pelas exportações brasileiras de carne bovina.

Brangus e Ultrablack ampliam espaço na pecuária brasileira

No segmento Brangus, 15 touros foram comercializados, movimentando R$ 301 mil, com média superior a R$ 20 mil por animal. As 23 fêmeas negociadas somaram R$ 469,6 mil.

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Já os 122 embriões ofertados alcançaram R$ 95,6 mil em vendas, demonstrando o interesse crescente pela multiplicação genética das linhagens da VPJ.

Na raça Ultrablack, sete machos movimentaram R$ 158,4 mil, enquanto dez fêmeas somaram R$ 168 mil em negócios.

Segundo a VPJ Pecuária, o avanço da procura pelas duas raças está diretamente ligado à busca por animais mais precoces, adaptados às condições climáticas brasileiras e capazes de entregar melhor desempenho produtivo aliado à qualidade de carne.

Nordeste ganha protagonismo na genética bovina

O desempenho do leilão reforça o crescimento do Nordeste como polo estratégico para a pecuária de alto valor agregado no Brasil.

Cerca de 30% dos participantes desta edição foram novos investidores, indicando expansão do interesse regional pela genética especializada.

Com mais de três décadas de atuação no melhoramento genético do Aberdeen Angus, a VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no desenvolvimento e fortalecimento das raças Brangus e Ultrablack no país.

A empresa mantém foco em seleção genética voltada para produtividade, eficiência alimentar, adaptação ao clima tropical e qualidade de carne, características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do milho segue pressionado pela safrinha e estoques elevados, enquanto clima preocupa produtores

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana em ritmo lento, marcado por negociações pontuais, compradores abastecidos e pressão da pré-colheita da segunda safra. Apesar de algumas altas regionais e da cautela dos produtores diante dos riscos climáticos, o cenário de ampla oferta continua limitando uma recuperação mais consistente das cotações.

Levantamentos do Cepea indicam que o desenvolvimento da segunda safra segue satisfatório na maior parte das regiões produtoras do país. Contudo, áreas pontuais de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul enfrentam preocupações relacionadas às geadas e ao tempo seco, fatores que podem afetar o potencial produtivo das lavouras.

Diante desse cenário, parte dos vendedores tem evitado negociações mais agressivas, sustentando os preços na expectativa de possíveis perdas climáticas. Por outro lado, muitos produtores seguem liberando volumes para abrir espaço nos armazéns e reforçar o caixa antes da entrada mais intensa da safrinha no mercado.

Enquanto isso, os consumidores mantêm postura cautelosa e realizam compras apenas em momentos de retração das cotações, já que boa parte das indústrias ainda trabalha com estoques confortáveis para as próximas semanas.

Oferta elevada trava reação mais forte das cotações

Segundo análises da TF Agroeconômica e de Safras & Mercado, o foco do mercado está totalmente voltado para a chegada da safrinha, o que reduz espaço para movimentos consistentes de alta.

Mesmo com recuperação pontual em Chicago e oscilações no dólar, o mercado interno permaneceu travado. Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos apresentaram comportamento misto, com pequenas quedas nos vencimentos mais curtos e leves altas nos contratos mais longos.

No acumulado semanal, a B3 registrou valorização de 0,60%, enquanto Chicago avançou 1,65%. Já o dólar recuou 0,77%, movimento que reduziu a competitividade dos preços nos portos brasileiros.

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A média Cepea teve leve alta de 0,17% após semanas consecutivas de acomodação. Os contratos futuros encerraram a semana com julho/26 cotado a R$ 67,20, setembro/26 a R$ 69,94 e novembro/26 a R$ 72,94.

Mercado regional segue com liquidez reduzida

No Rio Grande do Sul, o mercado operou com baixa liquidez e negócios isolados. As indicações variaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,24, avanço semanal de 0,28%.

A colheita da safra 2025/26 já alcança 96% da área cultivada no estado. Entretanto, as lavouras mais tardias sofreram impactos do frio e da menor incidência solar, além de danos pontuais provocados por geadas, levando parte das áreas para produção de silagem.

Em Santa Catarina, os estoques elevados continuam travando os negócios. As pedidas dos produtores giram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores indicam valores ao redor de R$ 65,00.

No Paraná, a liquidez também permanece limitada. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda apresentou leve deterioração nas condições das lavouras, com redução das áreas classificadas como boas de 84% para 82%.

Já em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as cotações, que oscilaram entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca. O setor de bioenergia continua sustentando parte da demanda, mas os estoques elevados mantêm o consumo seletivo.

Cotações variam entre regiões produtoras

No levantamento semanal de Safras & Mercado, o milho apresentou comportamento misto nas principais praças do país entre os dias 14 e 21 de maio.

Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 61,00 para R$ 63,00 por saca, alta de 3,3%. Em Campinas (SP/CIF), o cereal recuou de R$ 68,00 para R$ 67,00, enquanto na Mogiana paulista caiu de R$ 63,00 para R$ 62,00.

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Rondonópolis (MT) registrou uma das maiores valorizações do período, passando de R$ 50,00 para R$ 53,00 por saca, avanço de 6%.

Em Rio Verde (GO), o milho subiu de R$ 57,00 para R$ 58,00. Já em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 60,00 por saca.

os portos, Paranaguá avançou de R$ 68,00 para R$ 70,00 por saca, enquanto Santos também atingiu R$ 70,00, refletindo movimentações pontuais ligadas às exportações.

Mercado ainda busca um piso para os preços

Analistas avaliam que o mercado brasileiro ainda procura um ponto de equilíbrio para os preços diante da combinação entre ampla oferta global e entrada da segunda safra nacional.

A recomendação para produtores que ainda possuem milho disponível é aproveitar momentos de recuperação das cotações para avançar nas vendas de forma gradual. Especialistas alertam que apostar em uma forte recuperação no curto prazo pode ser arriscado, principalmente com a intensificação da colheita da safrinha nas próximas semanas.

Para a safra 2026/27, a orientação é realizar proteção parcial da produção em momentos de valorização do mercado internacional, utilizando estratégias escalonadas de hedge.

O clima nos Estados Unidos segue no radar global. Eventuais problemas climáticos em regiões produtoras americanas podem alterar o comportamento das cotações internacionais e trazer maior volatilidade ao mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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