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MCTI inicia articulação para retomar indicadores nacionais de pesquisa agropecuária

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) iniciou, na terça-feira (30), workshop técnico dedicado à retomada dos indicadores brasileiros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para agricultura, pecuária, pesca e florestas. “Quando se fala de indicadores, no nosso caso, eles estão sempre presentes na formulação de políticas públicas, no acompanhamento e nas avaliações. Para a gente, esse é um tema muito caro e estratégico”, destacou o secretário-executivo adjunto do MCTI, Sérgio Cruz, durante a abertura do evento.

O encontro reúne representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de diferentes órgãos do Governo do Brasil para discutir a reconstrução da base nacional de dados do setor, sem movimentação desde 2013.

A diretora do Departamento de Governança de Dados e Indicadores em Ciência e Tecnologia do ministério, Léa Cortier de Freitas, ressaltou que o País está há 13 anos sem esses indicadores. “Se não temos dados confiáveis e comparáveis, não temos como saber onde estamos e quais as lacunas que precisam de investimento”, afirmou.

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Segundo ela, a retomada da pesquisa permitirá conhecer de forma abrangente os investimentos feitos pelos setores público e privado, universidades, institutos de pesquisa e empresas, oferecendo subsídios para o planejamento de políticas públicas e para decisões estratégicas sobre financiamento da ciência.

Workshop Indicadores CTI Agro

O workshop marca o início dos trabalhos para que o Brasil volte a integrar o levantamento internacional conduzido pela FAO por meio do programa Agricultural Science and Technology Indicators (ASTI), responsável por consolidar dados sobre investimentos públicos em pesquisa agrícola em diversos países. A programação se iniciou na terça-feira e continua até quinta-feira (2). Interessados no tema podem acompanhar as apresentações ao vivo por meio da transmissão oficial no canal da Embrapa no YouTube.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil tem capacidade de se destacar no mercado global de terras raras até 2040, aponta estudo

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O novo estudo Terras Raras no Brasil: Estado da Arte, Cenários e um Mapa do Caminho Estratégico para 2026–2040 revela que o País tem recursos suficientes para participar de maneira relevante do mercado global de terras raras. Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento também apontam que o grande desafio nacional é construir capacidades industriais, já que o verdadeiro valor econômico dos elementos está em etapas como de refino e metalurgia.

O trabalho elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é uma atualização de pesquisa feita em 2012. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (1º), durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), no Rio de Janeiro (RJ).

O papel estratégico da Amazônia tem destaque no estudo, visto que a geologia de argilas de adsorção iônica é uma reserva de longo prazo capaz de sustentar a posição brasileira nas cadeias globais de terras raras para além de 2040. “O Brasil reúne algumas das maiores reservas minerais do planeta, tem uma base científica consolidada, instituições de excelência e recursos humanos altamente qualificados”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos, durante a abertura do evento.

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Segundo o documento, a próxima década será decisiva para determinar se o País será apenas fornecedor de matérias-primas ou participante relevante da nova economia global. “A verdadeira riqueza não está apenas no que existe no subsolo. Ela está na nossa capacidade de transformar esses recursos em conhecimento, tecnologia, inovação, produtos de alto valor agregado e desenvolvimento para a sociedade brasileira”, observou a chefe da pasta.

Além de mapear reservas minerais ou descrever mercados, o CGEE também organizou um percurso estratégico capaz de orientar políticas públicas, investimentos, desenvolvimento tecnológico e coordenação institucional ao longo dos próximos 15 anos. “O documento apresenta como o País pode transformar recursos naturais em capacidades industriais, tecnológicas e geopolíticas. E planejar o futuro exige isso: conhecimento, visão estratégica e capacidade de antecipar desafios”, afirmou a ministra.

As terras raras reúnem 17 elementos químicos essenciais e são insumos indispensáveis para tecnologias que sustentam a transição energética e a transformação digital. A indústria de alta intensidade tecnológica também é um grande consumidor desses minerais, que podem ser encontrados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas de defesa, eletrônicos avançados, catalisadores industriais e materiais ópticos de alto desempenho.

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Leia o estudo na íntegra.

SBTR

Iniciado em 2011, o Seminário Brasileiro de Terras Raras é o principal fórum nacional focado em minerais estratégicos e é organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, com apoio do Ministério de Minas e Energia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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