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Agricultores de Salinas ampliam renda e mercado com cultivo hidropônico

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Diversificação da produção e aumento de renda em Salinas

Agricultores familiares de Salinas, no Norte de Minas Gerais, estão adotando a hidroponia como estratégia para diversificar a produção e ampliar a renda. Júnio Rodrigues Magalhães e João Pedro Miranda Oliveira são exemplos dessa transição, que tem trazido resultados positivos para suas propriedades.

Transição para a hidroponia e desafios enfrentados

Júnio Rodrigues, que há seis anos cultivava hortaliças pelo método tradicional, buscou inovação para facilitar o trabalho e se destacar no mercado. Em 2019, implantou o cultivo hidropônico de alface, coentro e couve. Apesar das dificuldades iniciais, como a adaptação ao clima seco da região e a instalação do sistema, ele destaca as vantagens do método: produção durante o ano todo, hortaliças de qualidade, menor necessidade de mão de obra e economia de espaço.

Facilidade e eficiência no cultivo hidropônico

Já João Pedro Miranda iniciou a hidroponia em 2021, motivado pela escassez de mão de obra e facilidade no manejo do sistema. Ele cultiva alface, rúcula, cebolinha, coentro, salsa, hortelã e agrião. O agricultor também ressalta o baixo consumo de água como um dos principais benefícios da hidroponia.

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Produção e diversificação mantidas

A produção conjunta dos dois agricultores chega a cerca de 16 mil hortaliças por mês. Mesmo com o sucesso do cultivo hidropônico, ambos mantêm a produção tradicional para garantir maior variedade em suas ofertas.

Assistência técnica e aceitação do mercado

O técnico da Emater-MG, Harley Alex Soares, que acompanha os produtores, informa que as hortaliças cultivadas pela hidroponia têm boa aceitação comercial. Elas são vendidas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em feiras livres de Salinas e em mercados da região.

Como funciona o sistema hidropônico

A hidroponia consiste no cultivo de plantas sem uso de solo, utilizando uma solução nutritiva em canais instalados em estufas. O manejo exige controle rigoroso dos nutrientes e da qualidade da água para garantir o desenvolvimento saudável das plantas.

Investimentos e recomendações técnicas

Segundo o extensionista da Emater-MG, Adenilson de Freitas, o investimento inicial é alto e o produtor deve avaliar previamente a existência de mercado consumidor local ou regional. Hortaliças como alface, cebolinha, rúcula e coentro são mais indicadas para cultivo hidropônico, enquanto couve, repolho, tubérculos e frutas permanecem melhor adaptados ao cultivo tradicional.

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Custos e monitoramento constantes

O custo de manutenção do sistema é elevado devido à necessidade de equipamentos e insumos específicos. Além disso, o cultivo requer monitoramento constante das condições climáticas, nutricionais e o controle rigoroso de pragas e doenças para garantir produtividade e qualidade.

Perspectivas para o crescimento da hidroponia

Adenilson destaca o potencial de expansão da hidroponia, especialmente pela ausência do uso de agrotóxicos, que torna os produtos mais atraentes para o mercado. Isso resulta em maior comercialização, incremento da renda do agricultor e melhora na qualidade de vida no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café inicia maio com leve alta em Nova York, mas safra brasileira limita reação dos preços

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O mercado do café abriu a semana com leve recuperação nas cotações internacionais, refletindo um movimento técnico após as perdas recentes. Nesta segunda-feira (4), os contratos do arábica negociados na ICE Futures US, em Nova York, registraram alta moderada, ainda sob influência das expectativas de uma safra robusta no Brasil.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a 287,00 cents/lb, com avanço de 60 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, a 276,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 100 pontos, negociado a 268,50 cents/lb. Já o maio/26, em fase final e com menor liquidez, operava a 302,00 cents/lb, com ganho de 110 pontos.

Feriado em Londres reduz liquidez global

As negociações do café robusta estiveram suspensas nesta sessão devido ao feriado bancário no Reino Unido, conhecido como Early May Bank Holiday. Com a paralisação da ICE Futures Europe, a liquidez global ficou reduzida, concentrando a formação de preços na bolsa norte-americana.

Alta é pontual e não indica mudança de tendência

Apesar do movimento positivo, analistas avaliam que a alta tem caráter pontual. O mercado segue pressionado pelo avanço da safra brasileira 2026/27, cuja expectativa é de maior oferta nas próximas semanas.

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Após as quedas expressivas registradas em abril, o café encontra suporte técnico momentâneo, mas ainda enfrenta dificuldades para sustentar um movimento consistente de valorização. A entrada mais intensa da colheita tende a ampliar a disponibilidade do produto e limitar novas altas.

Colheita avança e influencia decisões no campo

No Brasil, o ritmo de colheita ainda é inicial em diversas regiões produtoras, mas o mercado já precifica o aumento da oferta. Esse cenário gera volatilidade, com oscilações técnicas frequentes nas bolsas internacionais.

Outro fator relevante é o comportamento do produtor, que tem adotado uma postura mais cautelosa nas vendas. Diante de preços menos atrativos, muitos optam por segurar negociações no mercado físico, o que pode oferecer sustentação pontual às cotações no curto prazo.

Segundo o analista de mercado Jeremias Nascimento, o setor vive um momento de equilíbrio delicado entre preços, margens e estratégia comercial. A decisão de venda, segundo ele, passa por uma análise criteriosa dos custos de produção e das oportunidades futuras.

Mercado segue volátil e dependente da safra

O mercado do café inicia maio com viés ainda pressionado, mas sujeito a oscilações técnicas. A confirmação do ritmo da colheita e do tamanho efetivo da safra brasileira será determinante para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Diante desse cenário, produtores e agentes do setor seguem atentos, adotando estratégias mais cautelosas em meio à combinação de oferta crescente e incertezas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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