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Alta produtividade do rebanho depende de silagem de qualidade: especialistas indicam boas práticas para otimizar resultados na pecuária

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A escolha correta das forrageiras, o manejo adequado da lavoura e cuidados rigorosos no armazenamento são pontos essenciais para evitar perdas e otimizar a alimentação do rebanho. A seguir, confira as recomendações de especialistas para melhorar a produção de silagem e garantir mais produtividade e economia na atividade pecuária.

Escolha correta da cultura para silagem

A seleção da cultura apropriada é decisiva para a qualidade nutricional da silagem. Segundo o engenheiro agrônomo Thiago Neves Teixeira, especialista em conservação de forragens, variedades de forrageiras como o Panicum maximum devem ser escolhidas com base na alta produtividade de matéria seca e na boa qualidade de fibra. Variedades com menor teor de lignina e maior proporção de folhas favorecem a digestibilidade e, consequentemente, a qualidade bromatológica da silagem.

Condução da lavoura e manejo adequado

O sucesso na produção de silagem está diretamente ligado ao manejo da lavoura. Teixeira destaca que, mesmo que a forrageira tenha alto potencial nutritivo, a falta de uma tecnologia adequada pode comprometer a qualidade do produto final. A análise de solo, a correção e adubação apropriadas, além do controle rigoroso de pragas e doenças, são fundamentais para alcançar boas propriedades nutricionais das forragens.

Momento ideal da colheita

Colher a forragem no momento certo é crucial para garantir a qualidade da silagem. O ponto ideal de colheita ocorre quando a planta atinge entre 28% e 40% de matéria seca, dependendo da espécie. Para capins tropicais, o ideal é colher no início da fase reprodutiva. A coleta fora desse intervalo pode prejudicar a fermentação e reduzir a digestibilidade da silagem, impactando a qualidade do alimento oferecido ao rebanho.

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Tamanho ideal das partículas

O tamanho das partículas da forragem tem um impacto direto na qualidade da compactação, na digestibilidade e na perda de nutrientes. Para silagem de Panicum, o tamanho recomendado das partículas é entre 1,5 e 2,5 centímetros. Tamanhos menores podem causar distúrbios metabólicos nos animais e aumentar as perdas por efluentes, enquanto partículas maiores dificultam a compactação e a ruminação.

Regulagem correta do maquinário

A regulagem adequada dos equipamentos de corte é fundamental para garantir uma colheita homogênea e eficiente. Cortes muito grandes dificultam a compactação e podem gerar segregação no cocho, enquanto cortes pequenos demais afetam a ruminação e podem causar distúrbios metabólicos nos animais. Equipamentos bem ajustados garantem uma silagem de melhor qualidade e um processo fermentativo eficiente.

Compactação eficiente para melhores resultados

Teixeira enfatiza que a compactação correta é essencial para evitar perdas de nutrientes e garantir uma fermentação adequada. No caso do Panicum, que possui estrutura fibrosa, uma boa compactação elimina a maior quantidade possível de ar, prevenindo fermentações indesejadas e melhorando a preservação dos nutrientes.

Evitar a entrada de oxigênio no silo

A vedação do silo logo após a compactação é outro aspecto crucial. O uso de lonas plásticas resistentes e com proteção ultravioleta impede a entrada de oxigênio, evitando a fermentação aeróbia. Sem oxigênio, os microrganismos indesejáveis não se proliferam e o processo fermentativo ocorre de maneira eficiente, mantendo a qualidade da silagem.

Utilização de sementes certificadas

A qualidade da silagem começa com a escolha das sementes. Optar por sementes certificadas e de boa procedência assegura uma boa taxa de germinação e um desenvolvimento uniforme das plantas. O uso dessas sementes resulta em pastagens de melhor qualidade, o que impacta diretamente na produção de silagem com maior valor nutricional.

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Aditivos para melhorar a fermentação

O uso de inoculantes microbianos é uma estratégia recomendada para acelerar o processo fermentativo e melhorar a qualidade da silagem. A adição de bactérias produtoras de ácido lático, especialmente em forrageiras como o Panicum, contribui para a redução do pH, prevenindo a proliferação de microrganismos prejudiciais e garantindo uma silagem de melhor qualidade.

Indicadores de fermentação bem-sucedida

Uma silagem bem fermentada apresenta um cheiro agradável, levemente ácido, sem mofo ou decomposição. O pH ideal deve ser inferior a 4,5, e a temperatura deve ser estável, sem a presença de oxigênio. O processo de fermentação deve durar de três a quatro semanas, com variações dependendo do tipo de forragem e do uso de inoculantes.

A produção de silagem de qualidade exige atenção a diversos detalhes técnicos, desde a escolha da cultura até o armazenamento final. Com práticas adequadas, é possível garantir uma alimentação balanceada e de alto valor nutricional para o rebanho, resultando em mais produtividade e menos desperdício na pecuária. A silagem bem-feita, além de ser fundamental para a saúde dos animais, também contribui para a redução de custos e a maximização dos lucros na atividade agropecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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