CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Assembleia aprova congelamento da UPF no cálculo do Fethab em 2025

Publicados

AGRONEGOCIOS

Os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram por unanimidade, o Projeto de Lei 1099/2025, que altera a forma de cálculo da contribuição ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A principal mudança é o congelamento do valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF-MT) para o ano de 2025.

A proposta, de autoria do Governo do Estado, foi aprovada com um substitutivo integral e agora segue para sanção do governador Mauro Mendes. Quando sancionada, a nova regra terá validade retroativa a 1º de julho deste ano.

O que muda na prática

O Fethab é um fundo alimentado com recursos da contribuição sobre a saída de produtos agropecuários. Esses valores são usados pelo governo para investimentos em infraestrutura e habitação. A cobrança é calculada com base na UPF-MT, índice que é corrigido duas vezes por ano – em janeiro e em julho.

Com a nova regra, a UPF usada no cálculo será sempre a de 12 meses antes. Ou seja:

  • Para operações entre janeiro e junho de 2025, será aplicada a UPF de janeiro de 2024;

  • Para o segundo semestre, valerá a UPF de julho de 2024.

Além disso, o texto estabelece que em 2025 será usada exclusivamente a UPF vigente em janeiro, sem variação no meio do ano. Também ficou claro que não haverá devolução ou compensação de valores pagos ou depositados anteriormente.

Leia Também:  Suinocultura se consolida como um dos principais polos produtivos do Brasil

APROVADO – A aprovação foi bem recebida pelas principais entidades do setor agropecuário em Mato Grosso, que consideraram o congelamento um passo importante, mas reforçaram que a discussão precisa continuar.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Beber, o congelamento é um “alívio relevante”, mas não resolve o problema estrutural. “Essa correção automática pela inflação é injusta. O Fethab precisa refletir a realidade do campo e não ser corrigido por índices que não têm relação direta com a produção agropecuária”, afirmou.

Segundo ele, é necessário avançar para um modelo desvinculado de qualquer indexador inflacionário. “Seguiremos trabalhando para transformar esse avanço em uma mudança permanente”.

Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), também comemorou a medida, mas lembrou que o congelamento da UPF é apenas uma solução temporária. “O setor precisa de previsibilidade, e isso só será possível com uma reformulação definitiva da forma como o Fethab é calculado”.

Para Rezende, vincular a contribuição a um índice inflacionário que não acompanha a realidade do campo é um erro. “O produtor lida com oscilações de preço, de clima, de mercado internacional. Não faz sentido ter uma cobrança que só sobe, mesmo quando o valor da safra despenca. É preciso corrigir essa distorção com urgência”, disse.

Leia Também:  Estudo da Embrapa diz que mudanças climáticas podem reduzir safras brasileiras

O presidente do IA também ressaltou a importância do diálogo com o governo e o legislativo estadual, mas alertou que é preciso ir além. “O agro tem feito sua parte e contribuído com o desenvolvimento do estado. Agora, é hora de construir um modelo mais justo, que leve em conta a capacidade real de pagamento do produtor, sem sufocar quem já está no limite”, completou.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) também reconheceu o esforço do Executivo e da Assembleia Legislativa, que abriu espaço para diálogo com o setor. No entanto, a federação destacou que a cobrança atual continua sendo prejudicial em cenários de baixa nos preços agrícolas.

“A forma como o Fethab é cobrado hoje é desproporcional. Mesmo com queda no valor das commodities, o valor da contribuição só aumenta. Isso atinge especialmente os produtores mais endividados”, informou a entidade em nota.

Com a sanção do projeto, o setor espera que o congelamento da UPF reduza a pressão sobre os custos de produção em 2025. A expectativa é que o governo abra novas rodadas de diálogo ainda este ano para discutir mudanças estruturais no Fethab a partir de 2026.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

IGC reduz safra global de trigo e milho 2026/27 e acende alerta para oferta mundial de grãos

Publicados

em

Mercado Externo

A safra mundial de grãos 2026/27 enfrenta revisão negativa em meio a um cenário de crescente instabilidade geopolítica. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa de produção global em 3 milhões de toneladas, projetando agora um total de 2,414 bilhões de toneladas.

O principal fator por trás do ajuste é o impacto do conflito no Oriente Médio, que tem afetado diretamente o comércio global de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. A interrupção logística em rotas estratégicas elevou a incerteza sobre a capacidade produtiva em diversas regiões.

Apesar do corte, a produção global ainda deve ser a segunda maior já registrada, evidenciando a resiliência da oferta, embora sob pressão.

Mercado Interno

Para o Brasil, o cenário externo mais apertado tende a gerar reflexos importantes. A redução na oferta global pode aumentar a competitividade dos grãos brasileiros, especialmente milho, que possui forte participação nas exportações.

Por outro lado, o encarecimento e a possível escassez de fertilizantes seguem como ponto de atenção para produtores nacionais, podendo impactar custos de produção e decisões de plantio, principalmente na safra de verão 2026/27.

Leia Também:  IPCA-15 desacelera para 0,18% em outubro; Transportes sobe e Alimentação tem nova queda
Preços

A expectativa de menor produção global, combinada com consumo ainda superior à oferta, tende a sustentar os preços internacionais dos grãos.

No caso do milho, a produção foi revisada para 1,3 bilhão de toneladas (-3 milhões), enquanto o trigo foi ajustado para 821 milhões de toneladas (-1 milhão). Esses cortes reforçam um viés de mercado mais firme, especialmente em momentos de maior volatilidade geopolítica.

Indicadores
  • Produção global de grãos 2026/27: 2,414 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Consumo global: 2,437 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Déficit global: cerca de 23 milhões de toneladas
  • Produção de trigo: 821 milhões de toneladas
  • Produção de milho: 1,3 bilhão de toneladas

Mesmo com estoques elevados da safra 2025/26, o balanço global segue mais ajustado, indicando menor folga entre oferta e demanda.

Análise

O novo relatório do IGC reforça um ponto central para o mercado agrícola global: a crescente dependência de fatores geopolíticos na formação de preços e na definição da oferta.

A combinação entre custos elevados de fertilizantes, gargalos logísticos e incertezas no Hemisfério Sul pode limitar o potencial produtivo, mesmo diante de tecnologia e produtividade elevadas.

Leia Também:  Angus Antecipando o Nascimento dos Primeiros Animais do Projeto de Edição Gênica

Com consumo ainda acima da produção, o mercado deve operar em um ambiente de maior sensibilidade a riscos, o que pode gerar picos de volatilidade ao longo da temporada.

Para o Brasil, o cenário abre oportunidades no mercado externo, mas exige cautela na gestão de custos e planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA