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Mudanças no IR estão no Senado: Veja o que muda para o produtor rural
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O projeto de lei que altera o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) está agora no Senado, e, segundo analistas, deve ter uma tramitação rápida. Se validado, as novas regras passarão a valer em 2026. Para o produtor rural, é fundamental entender quais dessas mudanças impactarão sua tributação, sua operação e seus investimentos.
A principal inovação é a ampliação da faixa de isenção: quem recebe até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil por ano) ficará isento do IRPF. Atualmente, a faixa de isenção vai até R$ 2.428,80 mensais. Além disso, quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês terá redução de alíquota. A alíquota máxima de 27,5% permanece para quem recebe renda tributável acima desse patamar.
Para compensar a menor arrecadação, o texto aprovado inclui uma alíquota adicional de até 10% para contribuintes com renda total (inclusive lucros e dividendos) superior a R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil anuais). O projeto determina que o cálculo para a atividade rural siga a Lei 8.023/1990 — isto é, com base no lucro real (receita bruta menos despesas), não no faturamento. Isso evita que produtores paguem imposto sobre ganhos que não traduzem lucro.
Um ponto importante para o agronegócio: aplicações financeiras ligadas ao setor — como LCAs, CRAs, CDAs e Fiagro — foram mantidas fora da base que determina a alíquota extra. Ou seja, esses rendimentos não são somados aos R$ 600 mil anuais que definem quem será tributado pela contribuição adicional.
Por outro lado, emendas que propunham isenção da receita bruta da atividade rural para produtores com volume anual menor não foram aprovadas. O relator defendeu que esse tema demande debate mais amplo em uma futura reforma tributária.
Se o Senado confirmar as alterações, produtores com renda modesta terão alívio tributário. Mas quem opera com receitas elevadas precisará se preparar para tributos adicionais. A decisão final do Senado deverá ser acompanhada de perto pelo setor agropecuário.
Fonte: Pensar Agro
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Aprenda a fazer a tainha assada recheada com farofa de camarão
A tainha é um dos peixes mais tradicionais do litoral brasileiro. Esta receita combina a suculência da sua carne com o sabor marcante de uma farofa de camarão bem úmida. Uma opção saudável, rica em ômega-3 e perfeita para o almoço de domingo.
Tempo de preparo: 30 minutos
Tempo de forno: 45 a 50 minutos
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Fácil
Ingredientes
Para a Tainha:
1 Tainha inteira (cerca de 1,5 kg a 2 kg), limpa e aberta pelas costas ou pela barriga (mantenha a cabeça e o rabo)
Suco de 2 limões
3 dentes de alho amassados
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Para a Farofa de Camarão:
250g de camarões limpos (cinza ou sete-barbas)
2 xícaras (chá) de farofa tradicional
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de manteiga (ou azeite)
1 tomate maduro sem sementes picado
Cheiro-verde (coentro e cebolinha) picado a gosto
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas
½ xícara (chá) de água
Sal e pimenta a gosto
Passo a Passo
Passo 1: Marinar o Peixe
Lave bem a tainha em água corrente e seque com papel-toalha.
Faça 3 cortes superficiais diagonais na pele de cada lado do peixe (isso ajuda o tempero a penetrar).
Esfregue o suco de limão, o alho amassado, o sal e a pimenta por dentro e por fora do peixe.
Regue com o azeite e deixe marinar na geladeira por 20 minutos enquanto prepara o recheio.
Passo 2: Preparar a Farofa Úmida
Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure a cebola e o alho.
Adicione o tomate picado e refogue por 2 minutos até começar a murchar.
Junte os camarões e cozinhe por apenas 2 a 3 minutos (até mudarem de cor para rosa). Cuidado para não cozinhar demais e eles ficarem borrachudos!
Desligue o fogo e adicione o cheiro-verde.
Acrescente a farofa tradicional aos poucos, mexendo bem. A farofa deve ficar úmida e pedaçuda. Corrija o sal.
Passo 3: Rechear e Costurar (ou Prender)
Preaqueça o forno a 200°C.
Retire a tainha da marinada e coloque-a em uma assadeira grande untada com azeite.
Com uma colher, preencha a cavidade da tainha com a farofa de camarão, pressionando delicadamente para caber bastante recheio.
Feche a abertura utilizando palitos de dente ou costurando com barbante culinário para o recheio não sair enquanto assa. (Se sobrar farofa, reserve para servir como acompanhamento).
Passo 4: Assar
Cubra a assadeira com papel-alumínio (com o lado brilhante voltado para o peixe).
Leve ao forno por 30 minutos.
Remova o papel-alumínio com cuidado e regue o peixe com o caldo que se formou na assadeira.
Deixe no forno por mais 15 a 20 minutos, ou até que a pele esteja dourada e a carne firme.
Recurso pesqueiro
Tainha é o nome popular dado a várias espécies de peixes da família dos mugilídeos, que engloba mais de 70 espécies, distribuídas em 20 gêneros. No Brasil, muitas espécies são conhecidas também pelos nomes de parati, saúna, curimã, tapiara, targana, cambira, muge, fataça, entre outros. A temporada de pesca da tainha (Mugil liza) no Brasil concentra-se nos litorais das regiões Sul e Sudeste entre maio e julho, quando grandes cardumes sobem do Sul em direção ao Sudeste para reprodução.
A tainha ( Mugil liza ) é um importante recurso pesqueiro para os pescadores(as) da região Sul e Sudeste do Brasil. O estado de Santa Catarina possui uma costa de 531 km (7% do litoral brasileiro). É o estado que mais captura tainha no cenário nacional, sendo responsável por 45% da captura. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 30%. Ou seja, apenas os dois estados respondem por 3/4 da produção no país.
O esforço de captura é dividido por diferentes modalidades: pesqueiras, artesanais, industriais e amadores. Dentre as modalidades artesanais, pode-se citar o arrasto de praia, emalhe costeiro (rede de emalhe liso e anilhado) e a pesca com redes de emalhe no Estuário da Lagoa dos Patos. Além disso, diversos pescadores capturam a espécie ao longo das lagoas e lagunas utilizando a tarrafa. Por outro lado, a pesca industrial se caracteriza pela prática de cerco, utilizando embarcações do tipo traineira.
A pesca da tainha tem grande relevância social e cultural, sendo a prática também reconhecida como patrimônio imaterial em diversas localidades do litoral sul e sudeste. A produção oriunda das capturas garante fonte de emprego e renda, segurança alimentar e nutricional, dando continuidade a uma prática que emerge como herança dos saberes indígenas, afro-brasileiros e açorianos. Parte significativa da produção visa à exportação de ovas, considerada iguaria em diversos países, por meio de preparos como a bottarga (ovas salgadas e secas).
Clique aqui e assista ao vídeo da receita.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]



