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Aviação agrícola debate impactos da taxação americana e instabilidade do setor em congresso no MT

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Taxação americana preocupa setor aeroagrícola

O setor de aviação agrícola do Brasil discute os efeitos da taxação americana, especialmente a possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade pelo governo brasileiro, o que poderia resultar em tributação sobre todos os equipamentos das aeronaves. A avaliação foi feita pelo economista Claudio Junior Oliveira Gomes, diretor operacional do SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola), durante debate no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, realizado no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger (MT).

Segundo Gomes, a taxação impacta indiretamente o setor, uma vez que a aviação agrícola atende segmentos que também são afetados pela medida. Inicialmente, a previsão era de um recuo de US$ 500 milhões na prestação de serviços e na compra de novas aeronaves, mas produtos fora da tarifa obrigam a revisão desses números.

Instabilidade geopolítica afeta investimentos

O economista destacou que a instabilidade geopolítica e econômica tem gerado desconfiança entre os empresários, dificultando investimentos no setor. Durante o evento, foram discutidos dois caminhos principais:

  • Investimentos de longo prazo para manter a competitividade
  • Controle de caixa para mitigar problemas indiretos causados pelas tarifas
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Segundo o SINDAG, o Brasil foi o maior comprador mundial de aeronaves agrícolas em 2024, segundo fabricantes dos EUA, reforçando a relevância do país no mercado internacional.

Crescimento histórico e projeções do setor

O setor aeroagrícola brasileiro tem registrado crescimento médio de 4,16% ao ano nos últimos 14 anos. Em 2010, o país contava com 1.560 aeronaves, número que subiu para 2.722 hoje. Só no Estado de Mato Grosso há 749 aeronaves em operação.

Para 2025, o faturamento do setor deve atingir R$ 8 bilhões, com a expectativa de chegar a 3.400 aeronaves em 2028, atendendo 170 milhões de hectares e gerando receita anual de R$ 10 bilhões.

Congresso da Aviação Agrícola do Brasil

O evento, iniciado nesta terça-feira (19) e com lançamento oficial às 18h, segue até quinta-feira (21). A programação completa está disponível no site oficial do congresso: https://congressoavag.org.br/programa/

Estrutura do Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger

O aeroporto possui infraestrutura completa para atender o setor aeroagrícola e aeronaves executivas de pequeno, médio e grande porte:

  • Pista de 1.800 metros
  • 11 hangares
  • Oficinas para aeronaves a pistão e helicópteros
  • Táxi aéreo, abastecimento e balizamento noturno
  • Operação 24 horas
  • Corpo de bombeiros e segurança completa (100% murado)
  • Salas VIP modernas, suítes, sala de descanso para comandantes, sala de plano de voo e sala de reuniões
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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