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Café Arábica e Robusta sobem com clima seco no Brasil e estoques globais baixos
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Os preços do café arábica e robusta continuaram avançando nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (14), impulsionados por fundamentos de mercado que indicam oferta limitada e estoques globais baixos.
O café arábica registrava valorização de cerca de 4%, atingindo o patamar de US$ 4 por libra-peso em alguns contratos, enquanto o robusta também avançava, refletindo as incertezas climáticas e a pressão sobre a produção global.
Fatores que sustentam a valorização
Segundo o boletim do Escritório Carvalhaes, o mercado está sendo pressionado por diversos fatores:
- Incertezas climáticas no Brasil e em outros países produtores;
- Baixos estoques globais de café;
- Redução significativa das exportações brasileiras previstas para 2025 em comparação com 2024;
- Tensão política e econômica entre as principais economias globais.
Jack Scoville, analista do The Price Futures Group, destacou que “a oferta ainda é limitada, e a escassez de estoques disponíveis para entrega mantém firme o mercado futuro”. Apesar de condições favoráveis no Vietnã, chuvas intensas em algumas regiões tropicais geram preocupação quanto à produção.
Cotações em destaque
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam os seguintes preços:
- Arábica:
- Dezembro/25: 400,80 cents/lbp (+1.560 pontos)
- Março/26: 380,10 cents/lbp (+1.315 pontos)
- Maio/26: 365,10 cents/lbp (+1.110 pontos)
- Robusta:
- Novembro/25: US$ 4.562/tonelada (+US$ 2)
- Janeiro/26: US$ 4.509/tonelada (+US$ 42)
- Março/26: US$ 4.432/tonelada (+US$ 39)
Bolsa de Nova York registra alta após correção técnica
Na ICE Futures US, a bolsa de Nova York, o café arábica também encerrou o pregão em alta:
- Dezembro/25: 385,20 cents/lbp (+3,25%)
- Março/26: 366,95 cents/lbp (+2,97%)
O mercado reagiu a uma correção técnica após recuar quase 5% na semana anterior. Além disso, a previsão de clima seco no Brasil, entre 20 e 31 de outubro, reforçou o otimismo dos investidores. A valorização do real frente ao dólar contribuiu ainda mais para o tom positivo no início das negociações da semana.
Perspectiva para o mercado
Analistas alertam que a combinação de estoques baixos, condições climáticas adversas no Brasil e tensões globais podem manter os preços firmes nas próximas semanas. Produtores e investidores seguem atentos à evolução do clima e às cotações internacionais, buscando ajustar suas estratégias de comercialização e hedge.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Aprenda a fazer o Caldo de Sururu
Para fazer um caldo de sururu tradicional e cremoso, o segredo está em limpar muito bem o marisco e usar uma base de mandioca (aipim) para dar corpo. Esta receita nordestina clássica combina o sabor do mar com leite de coco e azeite de dendê.
Ingredientes
500g de sururu limpo e fresco
200g de mandioca (aipim) cozida
200ml de leite de coco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
1 cebola média picada
2 dentes de alho amassados
1 pimentão picado (verde ou colorido)
2 tomates maduros picados (sem sementes)
Suco de 1 limão
Coentro e cebolinha a gosto
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Água para ajudar a bater
Modo de Preparo
Lave o sururu: Coloque o marisco em água corrente e lave várias vezes para retirar qualquer resíduo de areia. Escorra, regue com o suco de limão e reserve.
Faça a base cremosa: No liquidificador, bata a mandioca cozida com o leite de coco e um pouco de água até virar um creme liso e homogêneo. Reserve.
Refogue os temperos: Em uma panela, aqueça o azeite de dendê (ou azeite comum) e doure a cebola e o alho. Adicione o pimentão e os tomates, deixando murchar bem.
Cozinhe o marisco: Adicione o sururu temperado à panela. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Deixe cozinhar no próprio vapor dos vegetais por cerca de 5 a 10 minutos.
Engrosse o caldo: Despeje o creme de mandioca batido na panela com o refogado. Misture bem e deixe ferver em fogo baixo por mais 10 minutos para apurar os sabores.
Finalize: Desligue o fogo, misture o coentro e a cebolinha picados e sirva bem quente.
Dicas de Ouro
Toque Baiano: Se gostar de um sabor mais intenso, bata um punhado de camarão seco hidratado, amendoim e castanha junto com a mandioca no liquidificador.
Acompanhamento: Fica excelente servido com rodelas de limão, torradas e um bom molho de pimenta caseiro.
O sururu é um pequeno molusco bivalve, semelhante a um mexilhão, muito comum nos manguezais e lagoas do nordeste brasileiro, especialmente em Alagoas. Um marisco de concha escura e tamanho pequeno, cientificamente chamado de Mytella strigata, é um símbolo cultural e patrimônio imaterial do estado alagoano, onde sustenta famílias na região da Lagoa Mundaú.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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