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Crédito agrícola em xeque: 16º Brasil AgrochemShow debate como proteger financiadores em meio à escalada de recuperações judiciais
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Debate no 16º Brasil AgrochemShow
O cenário de crédito do agronegócio será tema central do 16º Brasil AgrochemShow, que acontece em 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Entre os painéis, o advogado Adauto do Nascimento Kaneyuki — especialista em recuperação judicial e direito do agro — apresentará uma análise aprofundada sobre os reflexos da crise de liquidez e o salto dos pedidos de recuperação judicial (RJ) entre produtores rurais.
Números que preocupam
1.274 solicitações de RJ foram registradas no agronegócio em 2024, segundo o Serasa Experian — mais que o dobro das 534 registradas em 2023.
A expectativa é de que o patamar elevado se repita em 2025, projetando um cenário de pressão contínua sobre o crédito rural.
Efeito dominó no fornecimento de insumos
Kaneyuki alerta para o risco de um colapso em cadeia: revendas e distribuidoras que concederam prazo de pagamento correm o mesmo risco de pedir RJ devido ao aumento da inadimplência. “Alguns planos propõem prazo de até 20 anos para quitar apenas 20% a 25% das dívidas, o que abala a confiança em toda a cadeia financeira”, explica.
Mudança legislativa amplia o alcance das recuperações
Desde a alteração na lei em 2020, produtores rurais pessoas físicas também podem recorrer à recuperação judicial — mecanismo antes restrito a empresas. A medida, embora ofereça proteção ao devedor, elevou o grau de exposição dos financiadores.
Prudência e suporte especializado
Mesmo representando mais de 20% do PIB, o agronegócio exige atenção redobrada de quem financia:
- Análise criteriosa de crédito para identificar riscos reais de inadimplência.
- Estruturação documental robusta — contratos, garantias e seguros — que dêem lastro às operações.
- Apoio de profissionais habilitados em direito e finanças do agro para mitigar riscos regulatórios.
- Financiamento segue atraente — mas exige estratégia
Para o especialista, investir no setor continua sendo uma excelente oportunidade, desde que o crédito seja concedido de forma estratégica e prudente. “O objetivo é preservar a rentabilidade dos financiadores, garantindo que o agro permaneça um polo seguro e competitivo”, conclui Kaneyuki.
Serviço
- 16º Brasil AgrochemShow
- Data: 12 e 13 de agosto de 2025
- Local: Expo Center Norte, São Paulo (SP)
Evento internacional de defensivos agrícolas reúne especialistas, empresas e financiadores para discutir inovação, crédito e sustentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Estoques globais de algodão caem e sustentam preços na Bolsa de Nova York com demanda asiática aquecida
Mercado internacional de algodão opera com fundamentos mais apertados
A revisão mais recente dos dados globais de oferta e demanda de algodão para a safra 2026/27 indica um cenário de maior restrição de estoques e consumo aquecido no mercado internacional. O movimento foi detalhado em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária na última segunda-feira (15).
O ambiente mais ajustado de oferta ajudou a sustentar as cotações da fibra na Bolsa de Nova York no dia da divulgação dos números.
Exportações fortes reduzem estoques iniciais da próxima safra
Segundo o IMEA, a queda nos estoques finais da safra 2025/26 está diretamente ligada ao ritmo intenso de exportações registrado pelo Brasil e pelos Estados Unidos.
Esse movimento reduziu os estoques iniciais projetados para a temporada 2026/27 em comparação com os dados divulgados em maio, contribuindo para um balanço global mais apertado.
Produção global estável limita recomposição da oferta
No lado da oferta, a estimativa de produção mundial de algodão para a nova safra permaneceu estável no comparativo mensal, totalizando 25,27 milhões de toneladas.
A ausência de crescimento na produção impede uma recomposição mais forte dos estoques globais, em um momento em que a demanda segue firme.
Consumo global é revisado para cima pelo USDA
Do lado da demanda, o United States Department of Agriculture revisou para cima sua projeção de consumo mundial de algodão, agora estimado em 26,51 milhões de toneladas, alta de 0,06%.
O ajuste reflete principalmente a expectativa de manutenção da demanda nos países asiáticos, com destaque para a Índia, que prorrogou a suspensão de tarifas de importação até 31 de outubro. A medida busca ampliar a oferta interna e garantir o abastecimento da indústria têxtil local.
Estoques finais caem ao menor nível desde 2018/19
Com consumo elevado e oferta limitada, os estoques finais projetados para a safra 2026/27 foram reduzidos em 1% frente à estimativa anterior.
De acordo com o IMEA, o volume esperado é o menor desde a safra 2018/19, reforçando um cenário de aperto estrutural no balanço global da fibra.
Perspectiva: mercado tende a seguir sustentado por fundamentos mais apertados
Na avaliação do IMEA, o desequilíbrio entre oferta limitada e demanda firme tende a manter o mercado internacional de algodão sustentado no curto prazo.
O cenário reforça a percepção de escassez relativa da fibra, fator que segue dando suporte às cotações na Bolsa de Nova York, especialmente diante da continuidade da demanda asiática aquecida.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

