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Crédito do BNDES cresce 49% em Minas Gerais no 1º trimestre de 2025 e alcança R$ 4,37 bilhões
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou significativamente as aprovações de crédito para Minas Gerais no primeiro trimestre de 2025. Os financiamentos somaram R$ 4,37 bilhões no estado, valor 49,2% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando as aprovações totalizaram R$ 2,93 bilhões. Os dados fazem parte do balanço trimestral divulgado pela instituição na última quinta-feira (15).
Recursos contemplam todos os setores da economia mineira
Os investimentos contemplaram diversos setores econômicos:
- Agropecuária: R$ 904,6 milhões
- Comércio e serviços: R$ 894,4 milhões
- Indústria: R$ 933,6 milhões
- Infraestrutura: R$ 1,645 bilhão
Além disso, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam R$ 1,81 bilhão, um volume semelhante ao registrado no primeiro trimestre de 2024 (R$ 1,78 bilhão).
Destaque nacional em inovação e biocombustíveis
Minas Gerais se destacou entre os estados brasileiros com o maior volume de crédito aprovado para inovação (R$ 317,3 milhões) e biocombustíveis (R$ 480 milhões).
“O crédito do BNDES movimenta a economia, promove melhorias na infraestrutura e na qualidade dos serviços, transforma a indústria e a agropecuária, criando novas oportunidades e fazendo o Brasil dar a volta por cima”, afirmou Aloízio Mercadante, presidente do BNDES.
Sudeste registra aumento expressivo nas liberações
No recorte regional, os estados do Sudeste receberam R$ 20,49 bilhões em aprovações de crédito no primeiro trimestre de 2025. O montante representa um crescimento de 129,8% em relação ao mesmo período de 2024 (R$ 8,9 bilhões) e de 293% frente a 2023 (R$ 5,2 bilhões).
Distribuição por setor no Sudeste:
- Agropecuária: R$ 1,54 bilhão
- Comércio e serviços: R$ 2,2 bilhões
- Indústria: R$ 5,58 bilhões
- Infraestrutura: R$ 11,14 bilhões
As micro, pequenas e médias empresas da região foram contempladas com R$ 4,2 bilhões, volume semelhante ao do ano anterior. Os maiores valores regionais também foram destinados à inovação (R$ 385,8 milhões) e aos biocombustíveis (R$ 489,4 milhões).
Balanço nacional: lucro, expansão e apoio às MPMEs
Em todo o Brasil, o BNDES registrou lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no primeiro trimestre de 2025, crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024. A carteira de crédito expandida alcançou R$ 594 bilhões em 31 de março, um avanço de 14,2% na comparação anual e de 24% em dois anos.
As aprovações de crédito totalizaram R$ 33,3 bilhões no trimestre, representando:
- Alta de 35% sobre o mesmo período de 2024
- Crescimento de 158% em relação ao primeiro trimestre de 2022
Crescimento por setor:
- Infraestrutura: R$ 13,2 bilhões (alta de 100% frente a 2023)
- Comércio e serviços: R$ 5,3 bilhões (aumento de 20%)
- Agropecuária: R$ 7,4 bilhões (crescimento de 9%)
- Indústria: R$ 7,4 bilhões (alta de 7%)
O apoio às micro, pequenas e médias empresas em todo o país chegou a R$ 34,7 bilhões, um avanço de 87,7% em relação a 2024 e de 381,9% frente a 2022.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional
O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia. O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.
A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.
Pesca e Aquicultura
Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).
Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura.
De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.
Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.
Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas.

