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Dólar recua e mercado financeiro aguarda decisões do Copom e do Federal Reserve
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O dólar iniciou a quarta-feira (10) em queda frente ao real, refletindo a postura cautelosa dos investidores diante da expectativa pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h, a moeda norte-americana era cotada a cerca de R$ 5,43, com recuo de 0,25%, enquanto o contrato futuro de janeiro, o mais negociado na B3, registrava leve queda, em torno de R$ 5,4450.
O movimento é acompanhado por um cenário de atenção redobrada em Brasília, após a Câmara dos Deputados aprovar o projeto que reduz as penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Analistas apontam que o mercado segue atento tanto às pautas econômicas quanto às tensões políticas internas.
Agenda da “superquarta” concentra atenções de investidores
Esta quarta-feira é marcada pela última “superquarta” do ano — data em que o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, divulgam suas decisões sobre as taxas de juros.
No Brasil, a expectativa majoritária é pela manutenção da Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, enquanto o Fed também deve manter sua taxa de referência. A divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro é outro ponto de atenção, já que pode ajudar a definir o ritmo da política monetária para 2026.
De acordo com analistas, as decisões desta semana serão determinantes para o comportamento do câmbio e dos ativos financeiros nas próximas semanas.
Dólar acumula leve alta em dezembro, mas segue com queda no ano
Mesmo com a leve desvalorização de hoje, o dólar ainda acumula alta de 1,8% em dezembro, segundo dados do mercado financeiro. No entanto, no acumulado do ano, a moeda registra queda de 12%, sustentada pela entrada de capital estrangeiro e pela estabilidade da economia brasileira ao longo de 2025.
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de 50 mil contratos de swap cambial, medida usada para rolagem de vencimentos e controle da volatilidade no câmbio.
Ibovespa oscila com agenda cheia e incertezas externas
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, abriu o pregão em leve alta, mas opera de forma instável, refletindo a combinação de ajustes técnicos, expectativas inflacionárias e movimentos globais.
Na parcial do mês, o índice acumula queda de 0,7%, mas mantém alta de 31,3% no ano, impulsionado pelo bom desempenho do setor agroexportador e da indústria de commodities.
Cenário segue de cautela e espera por sinalizações do BC e do Fed
Para especialistas, o comportamento do câmbio nas próximas semanas dependerá das mensagens transmitidas pelos bancos centrais. Caso o Copom ou o Fed sinalizem cortes de juros, o real pode ganhar força frente ao dólar. Por outro lado, uma postura mais conservadora pode manter a moeda norte-americana em patamares elevados.
Enquanto isso, produtores rurais e exportadores acompanham de perto as variações cambiais, que influenciam diretamente os preços de insumos, custos logísticos e receitas das exportações agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Better Beef transforma 40 mil toneladas de resíduos em nutrição animal e avança na produção sustentável de carne premium
O avanço da sustentabilidade na pecuária brasileira tem ganhado novos exemplos de aplicação prática dentro da porteira. O Better Beef, empresa do Better Group — um dos maiores grupos frigoríficos do Brasil — vem consolidando um modelo de produção de carne premium baseado em economia circular, autossuficiência energética e agricultura regenerativa, transformando resíduos industriais em insumos estratégicos para a cadeia produtiva.
Em apenas um ano, a companhia reaproveitou mais de 40 mil toneladas de resíduos industriais na produção de nutrição animal. Segundo dados da empresa, considerando fatores de emissão de referência do setor baseados no GHG Protocol, a iniciativa representou uma redução equivalente a 20.537 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) lançadas na atmosfera.
De acordo com Everton Gardezan, gerente de marketing do Better Group, a estratégia vai além do discurso ambiental e integra todas as etapas da operação.
“Enquanto o mercado discute sustentabilidade, o Better Group pratica esse conceito em cada elo da cadeia. Com nosso propósito de alimentar hoje cuidando do amanhã, construímos um sistema capaz de entregar carne de excelência com impacto ambiental reduzido, dentro de um modelo consolidado de economia circular aplicado à pecuária”, destaca.
Economia circular gera energia, combustível e novos produtos
Outro destaque da operação está no reaproveitamento da levedura proveniente da fermentação de usinas sucroenergéticas e cervejarias. A partir desse processo, o Better Beef produziu mais de 2 milhões de litros de álcool ao longo do último ano.
A produção contempla álcool industrial, álcool neutro e álcool carburante. Este último é utilizado no abastecimento da frota própria da empresa, contribuindo para a redução do consumo de combustíveis fósseis e ampliando a autossuficiência energética do grupo.
Já o álcool industrial e o álcool neutro são destinados aos mercados industriais e domissanitários, agregando valor à cadeia produtiva e fortalecendo o conceito de reaproveitamento integral dos recursos.
Segundo estimativas baseadas em parâmetros de referência do setor, essa operação representa uma economia adicional de aproximadamente 4 mil toneladas de CO₂ equivalente.
Projeto Batata-Doce ampliará produção de energia renovável
A expectativa é que os indicadores ambientais avancem ainda mais com a entrada em operação do Projeto Batata-Doce, iniciativa que prevê o aproveitamento de descartes agrícolas da região para geração de novos produtos e energia renovável.
O projeto tem potencial para produzir:
- 15 mil litros de álcool;
- 20 toneladas de WDG (Wet Distillers Grains), utilizado como aditivo nutricional;
- Cerca de 10 mil Nm³ de biogás por dia.
Inicialmente, o biogás gerado será utilizado como fonte de energia térmica nos processos industriais da empresa, reduzindo ainda mais a dependência de fontes energéticas convencionais.
Agricultura regenerativa fortalece a fertilidade do solo
Além das iniciativas industriais, o Better Group também investe em práticas sustentáveis dentro da produção pecuária.
Na Agropecuária Vista Alegre, unidade que abriga o maior confinamento coberto e com baias concretadas da América Latina, são aplicados conceitos de agricultura regenerativa voltados à recuperação da fertilidade do solo e à redução dos impactos ambientais.
O esterco produzido pelos mais de 136 mil animais confinados anualmente é reaproveitado como insumo agrícola, promovendo o enriquecimento do solo, diminuindo a necessidade de fertilizantes químicos e contribuindo para o sequestro de carbono.
A estratégia busca criar um ciclo produtivo mais eficiente, no qual resíduos deixam de ser passivos ambientais para se tornarem recursos de alto valor agronômico.
Sustentabilidade como diferencial competitivo da pecuária
Com a crescente demanda global por proteínas produzidas sob critérios ambientais mais rigorosos, iniciativas como as desenvolvidas pelo Better Beef reforçam uma tendência cada vez mais presente na pecuária moderna: aliar produtividade, eficiência econômica e responsabilidade ambiental.
Para a empresa, o objetivo vai além da produção de carne premium.
“Nosso negócio não é apenas produzir carne. Nosso compromisso é restaurar o ecossistema. Estamos demonstrando que é possível alcançar alta produtividade e, ao mesmo tempo, fortalecer a terra para as próximas gerações”, conclui Everton Gardezan.
O modelo adotado pelo grupo evidencia como a integração entre pecuária, bioenergia, reaproveitamento de resíduos e agricultura regenerativa pode contribuir para a construção de uma cadeia de proteína animal mais sustentável, eficiente e alinhada às exigências dos mercados nacionais e internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


