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Estado investe em rede de postos com combustíveis renováveis

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O avanço da transição energética no Paraná passa, cada vez mais, por um desafio prático: a falta de infraestrutura de abastecimento com combustíveis renováveis. Para que biometano, gás natural veicular (GNV) e, futuramente, hidrogênio renovável deixem de ser projetos piloto e ganhem escala, o Estado precisará criar novos postos e ampliar corredores logísticos sustentáveis.

O tema está no centro das ações do Governo do Paraná para 2026, coordenadas pela Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen), vinculada à Secretaria do Planejamento. Após iniciativas lançadas em 2025, a avaliação interna é de que sem ampliar a rede de abastecimento, a descarbonização da frota pública e privada fica limitada.

Hoje, o Paraná conta com poucos pontos estratégicos para abastecimento com GNV e biometano. Em 2025, foram inaugurados dois postos de GNV — em Ponta Grossa e Campina Grande do Sul. Para 2026, o governo estadual trabalha, em parceria com a Companhia Paranaense de Gás (Compagás), na implantação de novos postos em Maringá, Cambé e São José dos Pinhais.

Esses pontos fazem parte dos chamados corredores sustentáveis, rotas pensadas para permitir o tráfego contínuo de veículos movidos a combustíveis de menor emissão, especialmente caminhões e frotas comerciais.

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Gargalo entre produção e consumo

O avanço da infraestrutura é considerado essencial também para o setor agroindustrial. O Paraná possui hoje 25 usinas de etanol, mas apenas uma produz biometano. Segundo o governo estadual, há potencial para ampliar essa produção tanto nas usinas quanto em aterros sanitários, transformando resíduos em energia.

O entrave, porém, não está apenas na produção. Sem demanda garantida e sem pontos de abastecimento, o investimento em biometano perde atratividade econômica. Para o produtor e para a indústria, a conta só fecha se houver escala e previsibilidade.

Nos últimos anos, o Estado adotou medidas para estimular esse mercado, como:

  • isenção de ICMS para equipamentos usados na construção de refinarias de biometano;

  • redução da alíquota do IPVA para 1% para veículos movidos a GNV e biometano;

  • ações de descarbonização da frota oficial.

Mesmo assim, técnicos do setor energético reconhecem que o próximo passo decisivo é tirar a infraestrutura do papel.

Transporte pesado no centro da estratégia

A discussão ganha peso especialmente no transporte de cargas, área diretamente ligada ao agronegócio. Caminhões representam uma parcela significativa das emissões e do custo logístico no Estado. Combustíveis como biometano aparecem como alternativa viável, desde que haja rede mínima de abastecimento entre polos produtivos, cooperativas e centros consumidores.

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O tema também estará em evidência no Smart City Expo Curitiba 2026, em março, quando o governo pretende apresentar soluções de transporte sustentável, incluindo um ônibus híbrido movido a hidrogênio e eletricidade, abastecido por uma planta de hidrogênio renovável em Araucária.

Marco regulatório em debate

Paralelamente, o Comitê de Governança do Biogás e do Hidrogênio Renovável, presidido pela Supen, deve discutir ainda em janeiro a regulamentação da Lei nº 21.454/2024, que cria incentivos ao uso do hidrogênio renovável no Estado.

A avaliação do governo é que o Paraná só conseguirá atrair investimentos privados e integrar o agro à agenda energética se conseguir alinhar produção, regulação e infraestrutura.

Para o produtor rural, a mensagem é direta: há oportunidade na energia renovável, mas ela só se transforma em renda e competitividade quando existe logística, mercado e regra clara.

Fonte: Pensar Agro

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Goiaba irrigada: Embrapa lança guia técnico para aumentar produtividade no Nordeste

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A Embrapa Meio-Norte disponibilizou uma nova cartilha técnica com orientações completas para elevar a produtividade da goiaba irrigada no Nordeste brasileiro. O material foi desenvolvido com foco em produtores rurais e reúne recomendações atualizadas sobre manejo, escolha de cultivares e práticas eficientes de cultivo.

A publicação tem como objetivo apoiar a tomada de decisão no campo, contribuindo para maior rendimento, qualidade dos frutos e sustentabilidade da produção. O acesso ao conteúdo é gratuito e pode ser realizado por meio do site da instituição.

Produção nacional e importância da cultura

A goiabeira se destaca pela alta adaptabilidade a diferentes condições climáticas e de solo, o que permite seu cultivo em diversas regiões do Brasil, tanto em pequenas quanto em grandes propriedades.

De acordo com dados mais recentes, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de goiaba, com cerca de 582,8 mil toneladas colhidas em uma área de 22,4 mil hectares (safra 2023). Os estados de São Paulo e Pernambuco lideram a produção nacional.

A fruta possui amplo mercado, sendo destinada tanto ao consumo in natura quanto à agroindústria, na produção de derivados como goiabada, geleias, polpas, sucos e sorvetes.

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Conteúdo técnico e recomendações

A cartilha da Embrapa aborda, de forma didática e prática, os principais fatores que impactam o desempenho da cultura. Entre os temas tratados, destacam-se:

  • Condições ideais de clima e solo
  • Seleção de cultivares, como Paluma, Rica, Século XXI, Pedro Sato e Cortibel
  • Uso de porta-enxertos resistentes a nematoides, principal praga da cultura
  • Produção de mudas de qualidade
  • Implantação e preparo do pomar
  • Definição de espaçamento adequado
  • Manejo do plantio e condução das plantas

O material também detalha técnicas essenciais para o aumento da produtividade e qualidade dos frutos, incluindo:

  • Raleio e ensacamento
  • Manejo da cobertura do solo
  • Estratégias de irrigação e fertirrigação
  • Controle de pragas e doenças
  • Tecnologia aplicada ao campo

Com linguagem acessível e foco na aplicação prática, a publicação busca facilitar a adoção de tecnologias pelos produtores, promovendo maior eficiência no uso de recursos e redução de perdas no campo.

A iniciativa reforça o papel da pesquisa agropecuária no desenvolvimento da fruticultura irrigada, especialmente em regiões com desafios climáticos, como o Nordeste.

Baixe a cartilha

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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