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Exportações de milho crescem em março, mas incertezas sobre demanda e logística preocupam mercado para 2026

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As exportações brasileiras de milho apresentaram crescimento em março de 2026, mas o desempenho positivo no início do ano não afasta as preocupações do mercado para os próximos meses. Questões logísticas e incertezas sobre a demanda internacional, especialmente do Irã, acendem um sinal de alerta para a continuidade do programa exportador.

Exportações de milho avançam em março

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 983.029,2 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) em março de 2026.

O volume representa um aumento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 871.297,9 toneladas.

Faturamento cresce, mas preço por tonelada recua

Em termos de receita, o país arrecadou US$ 226,489 milhões no mês, alta de 8,2% frente aos US$ 209,332 milhões registrados em março do ano anterior.

Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou queda de 4,1%, passando de US$ 240,30 em março de 2025 para US$ 230,40 em março de 2026, refletindo um cenário de maior oferta e pressão nas cotações internacionais.

Volume acima do esperado surpreende mercado

Segundo o analista Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o desempenho das exportações no início de 2026 surpreendeu positivamente o mercado, com volumes superiores aos observados em anos anteriores.

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Parte desse resultado é atribuída aos embarques provenientes do Rio Grande do Sul, que tradicionalmente exporta milho neste período, mas que neste ano apresentou volumes mais elevados.

Ritmo de embarques deve perder força nos próximos meses

Apesar do bom desempenho em março, a expectativa é de desaceleração nas exportações no curto prazo.

A tendência é de redução significativa dos embarques nos próximos meses, com retomada mais consistente apenas a partir de junho ou julho, quando entra no mercado a oferta da segunda safra.

Diante desse cenário, o comportamento da demanda internacional será determinante para o desempenho das exportações brasileiras ao longo do ano.

Incerteza sobre demanda do Irã preocupa setor

Um dos principais pontos de atenção é a demanda do Irã, que foi o maior comprador do milho brasileiro em 2025, adquirindo cerca de 10 milhões de toneladas.

Para 2026, a expectativa é de redução nas compras pelo país asiático, mas ainda não há clareza sobre o tamanho dessa retração.

Essa indefinição aumenta o nível de incerteza para o mercado exportador brasileiro, que pode precisar redirecionar volumes para outros destinos.

Produção elevada exige escoamento externo

O Brasil deve registrar uma produção de milho superior à demanda interna, o que reforça a necessidade de manter um ritmo consistente de exportações.

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As estimativas apontam para um consumo doméstico em torno de 99 milhões de toneladas, acima das 94 milhões anteriormente projetadas, impulsionado principalmente pelo crescimento do setor de etanol de milho.

Diante desse cenário, o excedente de produção precisará ser direcionado ao mercado externo para evitar pressão adicional sobre os preços internos.

Logística e demanda global serão determinantes

O desempenho das exportações brasileiras ao longo de 2026 dependerá de uma combinação de fatores, incluindo a eficiência logística, a competitividade do produto brasileiro e o comportamento da demanda internacional.

A necessidade de encontrar mercado para cerca de 45 milhões de toneladas reforça a importância de um ambiente externo favorável e de estratégias comerciais bem definidas.

Cenário exige atenção do mercado

Embora os dados de março indiquem um início de ano positivo, o mercado de milho segue atento aos desafios que podem surgir ao longo de 2026.

A combinação de incertezas sobre grandes compradores, como o Irã, e possíveis entraves logísticos exige cautela por parte dos agentes do setor, que precisarão se adaptar rapidamente às mudanças no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.

A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.

A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.

Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.

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O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.

A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.

As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países. 

A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.

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As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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