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Extrato de algas amplia resistência das plantas ao estresse climático e mantém produtividade no campo

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Tecnologia natural ajuda plantas a enfrentar extremos climáticos

O avanço das mudanças climáticas tem colocado a agricultura diante de desafios crescentes, como ondas de calor, estiagens prolongadas e variações bruscas de temperatura. Essas condições afetam diretamente a fisiologia das plantas e comprometem a produtividade das lavouras.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente de desenvolvimento de mercado da Acadian Sea Beyond, Diego Andrade, as perdas de rendimento estão fortemente relacionadas às respostas naturais das plantas ao estresse ambiental — mecanismos biológicos que, embora essenciais à sobrevivência, reduzem o potencial produtivo das culturas.

Nesse contexto, Andrade destaca a importância do uso de tecnologias que modulam as respostas fisiológicas das plantas, promovendo maior resiliência e estabilidade da produção agrícola.

A ciência das algas a serviço da produtividade e da sustentabilidade

A tecnologia desenvolvida pela Acadian Sea Beyond utiliza o potencial biotecnológico das algas marinhas, em especial da espécie Ascophyllum nodosum, que possui alta concentração de compostos bioativos naturais.

Essas substâncias atuam diretamente na fisiologia vegetal, estimulando processos de crescimento, resistência e eficiência nutricional, de forma integrada e sustentável. Trata-se de uma aplicação da ciência que alia biologia marinha e agricultura de precisão, com foco em produtividade e sustentabilidade.

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Algas do Atlântico Norte inspiram inovação agrícola

A eficácia da tecnologia é resultado do ambiente natural em que a Ascophyllum nodosum se desenvolve. Essa alga cresce nas águas frias e salinas do Atlântico Norte, em regiões como Canadá, Estados Unidos, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições extremas de temperatura — que podem variar entre –22°C e 38°C —, além de altas oscilações de maré e salinidade.

A capacidade natural de adaptação dessa espécie é o que inspira seu uso na agricultura, transferindo seus mecanismos de resistência para as plantas cultivadas.

Aplicação em culturas tropicais e resultados no campo

Quando aplicada em lavouras tropicais, expostas a altas temperaturas, déficit hídrico e radiação solar intensa, a tecnologia da Acadian promove melhor tolerância das plantas aos estresses abióticos.

O extrato de algas atua fortalecendo o sistema radicular, ampliando a absorção e o aproveitamento de nutrientes, além de equilibrar o metabolismo vegetal, o que resulta em lavouras mais vigorosas, uniformes e produtivas.

Estudos comprovam que os fitohormônios e aminoácidos naturais presentes no extrato ativam mecanismos de defesa e regulação fisiológica. Entre os principais efeitos observados estão:

  • Maior eficiência fotossintética;
  • Fortalecimento do sistema antioxidante das plantas;
  • Melhor equilíbrio hormonal, essencial para crescimento e produtividade;
  • Redução dos impactos do calor e da seca sobre o desenvolvimento vegetativo.
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Sustentabilidade e inovação integradas à produção agrícola

Além de ganhos diretos em produtividade, a tecnologia à base de algas representa um avanço para a agricultura sustentável. Por se tratar de uma solução biológica e natural, sua aplicação reduz o impacto ambiental e contribui para sistemas de cultivo mais equilibrados e eficientes a longo prazo.

Segundo Andrade, o uso de produtos derivados de algas é um exemplo de como a ciência pode integrar inovação, produtividade e responsabilidade ambiental, fortalecendo a capacidade do agro brasileiro de produzir com eficiência, mesmo sob condições climáticas desafiadoras.

“A agricultura moderna precisa de ferramentas que unam tecnologia e natureza. O extrato de Ascophyllum nodosum representa esse avanço — uma ponte entre a biotecnologia e a sustentabilidade no campo”, ressalta Diego Andrade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul regulamenta Programa de Regularização Ambiental e cria novas oportunidades para produtores rurais

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O Governo do Rio Grande do Sul oficializou a regulamentação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) por meio do Decreto Estadual nº 58.804/2026. A medida estabelece as regras para a adequação ambiental de imóveis rurais que apresentam passivos em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, trazendo maior segurança jurídica aos produtores e proprietários rurais do estado.

A regulamentação atende às diretrizes previstas no Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que determinou a criação de programas estaduais voltados à regularização ambiental das propriedades rurais. O instrumento também segue os parâmetros definidos pelos Decretos Federais nº 7.830/2012 e nº 8.235/2014.

Decreto amplia alternativas para regularização ambiental

De acordo com o advogado Roberto Bastos Ghigino, da HBS Advogados, a nova norma estabelece mecanismos que facilitam a adequação ambiental dos imóveis rurais e amplia as possibilidades de compensação previstas na legislação.

Entre os principais avanços estão a compensação de Reserva Legal, a possibilidade de computar áreas de preservação permanente no cálculo do percentual de Reserva Legal e a criação do regime de Reserva Legal em condomínio.

Segundo especialistas, essas medidas oferecem maior flexibilidade para que os produtores cumpram as exigências ambientais sem comprometer a viabilidade econômica das propriedades.

Compensação de Reserva Legal ganha novas modalidades

O decreto detalha as formas de compensação de Reserva Legal disponíveis aos proprietários rurais gaúchos. Entre as alternativas previstas estão:

  • Aquisição de Cotas de Reserva Ambiental (CRA);
  • Arrendamento de áreas sob regime de servidão ambiental;
  • Doação de áreas localizadas em Unidades de Conservação de domínio público;
  • Utilização de áreas excedentes de Reserva Legal em imóveis da mesma titularidade ou de terceiros.
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Para serem utilizadas na compensação, as áreas deverão estar inseridas no mesmo bioma e apresentar vegetação nativa conservada, em regeneração ou em processo de recomposição ambiental.

A regulamentação também permite que proprietários com excedentes de vegetação nativa transformem essas áreas em ativos ambientais, criando novas oportunidades econômicas dentro do mercado de regularização ambiental.

Inscrição no CAR será requisito para adesão ao programa

A participação no Programa de Regularização Ambiental exige que o imóvel esteja previamente inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Após a validação do cadastro e a identificação dos passivos ambientais existentes, o proprietário ou possuidor rural terá prazo de até um ano, contado a partir da notificação emitida pelo órgão ambiental competente, para formalizar sua adesão ao PRA.

A medida busca garantir que o processo de regularização ocorra de forma organizada e alinhada às exigências ambientais estabelecidas pela legislação.

Suspensão de sanções para passivos anteriores a 2008

Outro ponto relevante da regulamentação é a possibilidade de suspensão das sanções administrativas relacionadas à supressão irregular de vegetação ocorrida antes de 22 de julho de 2008.

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Para obter esse benefício, o produtor deverá aderir ao Programa de Regularização Ambiental e cumprir integralmente os compromissos assumidos para recuperação, recomposição ou compensação das áreas degradadas.

A previsão segue os critérios já estabelecidos pelo Código Florestal e busca incentivar a regularização voluntária dos passivos ambientais históricos.

Segurança jurídica e valorização dos ativos ambientais

A regulamentação do PRA é vista como um avanço importante para o setor agropecuário gaúcho, especialmente por oferecer regras claras para a regularização ambiental das propriedades rurais.

Além de ampliar a previsibilidade jurídica para produtores e investidores, a nova legislação fortalece o mercado de ativos ambientais ao permitir que áreas preservadas acima dos limites exigidos pela lei sejam utilizadas em processos de compensação.

Na avaliação de especialistas, o programa contribui para conciliar produção agropecuária, preservação ambiental e geração de valor econômico, incentivando práticas sustentáveis e fortalecendo o desenvolvimento do agronegócio no Rio Grande do Sul.

Com a entrada em vigor do decreto, os produtores passam a contar com um instrumento estruturado para regularizar passivos ambientais, preservar recursos naturais e adequar suas propriedades às exigências da legislação ambiental brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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