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Fertilizantes com solubilidade controlada: como impactam na produtividade da lavoura
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Para aumentar a produção de alimentos sem expandir a área plantada, é fundamental garantir a nutrição adequada do solo. Contudo, aplicar fertilizantes não basta — é preciso entender a eficiência desses produtos e como eles se comportam em diferentes tipos de solo, considerando as necessidades regionais e os efeitos das mudanças climáticas.
Nesse cenário, a solubilidade dos fertilizantes é um fator determinante. Ela influencia a velocidade e a eficácia com que os nutrientes são liberados para as plantas, afetando diretamente o desenvolvimento e a produtividade ao longo do ciclo da cultura. Quando a solubilidade é adequada, os nutrientes ficam disponíveis no momento e local certos, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da fertilização.
Riscos da alta solubilidade
Entretanto, fertilizantes com solubilidade muito alta podem apresentar desvantagens, como a rápida liberação dos nutrientes, que pode causar perdas por lixiviação, ou seja, o escoamento dos nutrientes para camadas mais profundas do solo, onde as plantas não conseguem absorvê-los.
Inovação da MaxiSolo: liberação dupla e controlada
Buscando solucionar esse desafio, a empresa catarinense MaxiSolo, referência em fertilizantes minerais especiais, desenvolveu produtos com solubilidade controlada que combinam duas fontes de liberação: uma rápida e outra gradual. Dessa forma, os nutrientes são disponibilizados de forma contínua durante todo o ciclo da cultura.
Entre os nutrientes essenciais para todas as lavouras estão o cálcio e o enxofre. O cálcio tem baixa mobilidade dentro da planta, o que pode causar deficiências se não estiver disponível no solo. Já o enxofre é crucial para o crescimento saudável das plantas.
Tecnologia ImpactoS: fertilização eficiente com liberação controlada
Um exemplo dessa inovação é o ImpactoS, fertilizante mineral granulado à base de cálcio e enxofre, que utiliza a Tecnologia S-Controller para controlar a liberação desses nutrientes no sistema produtivo.
Caio Kolling, especialista em solo e gerente de marketing da MaxiSolo, explica:
“Os produtos da MaxiSolo apresentam solubilidade moderada e controlada, liberando os nutrientes lentamente durante o ciclo da cultura. Isso torna a absorção mais eficiente e potencializa a conversão desses nutrientes em biomassa, frutos e grãos.”
Benefícios na prática: lavoura mais resistente e produtiva
Na prática, essa tecnologia resulta em lavouras com maior resistência à seca, desenvolvimento de raízes mais profundas e menor toxicidade por alumínio e cobre no solo. Tudo isso contribui para o aumento da produtividade e sustentabilidade das culturas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



