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Girolando lança projeto nacional para ampliar liderança feminina na pecuária leiteira durante a Megaleite 2026
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A força feminina no agronegócio ganhará ainda mais espaço na pecuária leiteira brasileira com o lançamento do projeto “Girolando Mulher”, iniciativa da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando que será apresentada oficialmente durante a 21ª edição da Megaleite 2026.
O projeto nasce com a proposta de fortalecer a atuação das mulheres em toda a cadeia produtiva do leite, promovendo liderança, empreendedorismo, capacitação, conexões estratégicas e oportunidades de negócios dentro do setor pecuário.
O lançamento acontecerá no dia 2 de junho, às 17h, na Sala Minas Gerais, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.
Segundo a coordenadora do projeto, Consuelo Mansur Pereira Farah, a iniciativa vai além da representatividade feminina no agro.
“O Girolando Mulher surge como uma plataforma de posicionamento, influência e geração de negócios, fortalecendo a presença da mulher no setor leiteiro e ampliando a conexão da raça Girolando com novos públicos”, destaca.
Projeto terá palestras sobre liderança, saúde mental e empreendedorismo feminino
A programação de estreia do Girolando Mulher reunirá lideranças femininas do agronegócio e especialistas de diferentes áreas para debater temas ligados à gestão, comportamento, saúde emocional e protagonismo no campo.
Entre as palestrantes confirmadas estão:
- Mônica Marchett, CEO do Grupo Mônica e diretora da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, que abordará o tema “Liderança e Empreendedorismo Feminino”;
- Ana Cláudia Mendes, diretora da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, que falará sobre “A sensibilidade das grandes decisões”;
- Danielle Leal, que apresentará a palestra “Quem cuida de quem produz – Ansiedade, estresse e exaustão no campo”;
- Alessandra Valente Mattar, que encerrará o ciclo de palestras com o tema “A força da vulnerabilidade”.
Comissão Girolando Mulher terá lideranças do setor leiteiro
Durante o evento também será apresentada a Comissão Girolando Mulher da gestão 2026/2028, formada por produtoras, pesquisadoras e profissionais ligadas à pecuária leiteira.
A presidência da comissão será ocupada pela médica-veterinária Marina Diniz de Oliveira Stacanelli, produtora rural em Oliveira (MG).
A pesquisadora da Universidade de Brasília e gestora da LLA Agronegócios, Andrea Avelar, assumirá a diretoria financeira.
Já a produtora rural Rita de Cássia Silva Oliveira ficará responsável pela área de marketing e eventos, enquanto Danielle Nogueira ocupará a diretoria suplente.
Debate reunirá lideranças femininas do agro brasileiro
O encerramento do evento contará ainda com uma roda de conversa reunindo a deputada federal e produtora rural Ana Paula Leão e a médica-veterinária e empresária Roberta Bertin, referência no agronegócio brasileiro.
A proposta é discutir os desafios e as oportunidades para a presença feminina no setor agropecuário, especialmente em áreas tradicionalmente lideradas por homens.
Espaço exclusivo para mulheres será destaque durante a Megaleite
Além das palestras e debates, a Megaleite 2026 contará com o “Espaço Girolando Mulher”, ambiente voltado ao networking, convivência e experiências para o público feminino.
O espaço ficará localizado na Alameda dos Criadores e reunirá atrações ligadas à moda, beleza, negócios e relacionamento dentro do agro.
O projeto conta com apoio institucional da ABCZ Mulher e da FAEMG Mulher, além de parcerias com empresas e iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino.
Megaleite 2026 terá programação voltada ao protagonismo feminino no agro
A Megaleite 2026 será realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte.
Entre os destaques da programação também está o “Encontro Mulheres do Agro”, promovido pelo Sistema FAEMG/SENAR no dia 4 de junho.
Mais informações sobre o evento podem ser acessadas em Megaleite.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pacote aprovado na Câmara mira endividamento e dependência externa do agro
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27.05), dois projetos de lei considerados a espinha dorsal da estratégia da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para conter a crise financeira e o endividamento no campo: a reformulação do Sistema Nacional de Seguro Rural (PL 2.951/2024) e a criação do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Articuladas em conjunto, as propostas miram os dois principais fatores de vulnerabilidade do agronegócio brasileiro hoje: os prejuízos severos causados por quebras climáticas e a dependência externa de insumos básicos.
A reestruturação do seguro, baseada em proposta original da senadora Tereza Cristina e relatada pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, tenta estancar o encolhimento crônico da proteção às lavouras. Pressionada por cortes sucessivos no programa de subvenção federal — que opera na faixa de R$ 1 bilhão, ante uma demanda real estimada em R$ 3 bilhões —, a área segurada no País desabou de 16,3% em 2021 para cerca de 7,5% do total plantado. “A proposta é um instrumento essencial para a proteção dos produtores contra os riscos inerentes à atividade, sobretudo o climático, o sanitário e o de preço”, defendeu Lupion, apontando que a baixa cobertura atual decorre da complexidade normativa e das incertezas orçamentárias enfrentadas por produtores e seguradoras.
Para atrair o produtor de volta ao sistema, o texto cria um incentivo prático na tomada de crédito bancário: o agricultor que apresentar uma apólice ativa terá direito a juros menores, prazos diferenciados e prioridade na concessão de financiamentos de custeio. A proposta também fixa o teto de 30 dias para o pagamento de indenizações após a vistoria e proíbe a equipe econômica de bloquear ou contingenciar as verbas destinadas ao subsídio do seguro dentro do Ministério da Agricultura. No plano macroeconômico, o projeto viabiliza o Fundo Catástrofe ao permitir que o governo aporte ações minoritárias de estatais e autoriza cooperativas e resseguradoras a entrarem como cotistas privadas, blindando ainda a isenção de tributos federais sobre as operações.
Paralelamente, a aprovação do Profert ataca a exposição do País ao mercado internacional de insumos, do qual o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados em suas safras. O programa estabelece um regime de incentivos fiscais e desonerações regulatórias para atrair investimentos privados de grande porte na produção nacional de nitrogênio, fósforo e potássio. A meta da bancada ruralista é mitigar o impacto de choques geopolíticos globais que encarecem os custos de produção e espremem as margens de lucro dos produtores de grãos e proteínas.
Como sofreram modificações no plenário da Câmara, os dois textos agora retornam para nova análise do Senado Federal.
Fonte: Pensar Agro
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