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Goiás registra avanço histórico na vacinação contra brucelose bovina em 2025
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Goiás alcança o maior índice de vacinação dos últimos anos
O Estado de Goiás obteve, em 2025, o melhor resultado de cobertura vacinal contra a brucelose bovina dos últimos cinco anos. De acordo com dados da Gerência de Sanidade Animal da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o índice chegou a 79,89% dos animais em idade vacinal, com base nas declarações dos produtores rurais registradas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que o avanço reflete o esforço conjunto entre o órgão e os produtores rurais.
“Esse resultado demonstra o comprometimento do setor com a sanidade animal e a produtividade da pecuária goiana. Seguiremos ampliando a cobertura vacinal e fortalecendo as ações de prevenção em todo o Estado”, afirmou.
Vacinação é obrigatória e garante segurança sanitária
De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, a imunização é uma das principais medidas para o controle da brucelose, uma zoonose que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
“A vacinação é essencial para evitar abortos, infertilidade e prejuízos econômicos, além de garantir a movimentação legal dos rebanhos”, explicou.
A vacinação é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade, utilizando a vacina B19. Em bovinos, a vacina RB51 pode ser usada como alternativa, conforme decisão do produtor.
Regras para propriedades com casos positivos
Nos casos confirmados de brucelose, os animais reagentes devem ser eliminados, e o leite da propriedade não pode ser comercializado até a retirada completa desses animais.
O trânsito de bovinos e bubalinos infectados é permitido apenas para abate ou mediante testes negativos, e todos os casos devem ser comunicados às autoridades de saúde pública, reforçou o diretor da Agrodefesa.
Vacinação deve ser feita por profissionais habilitados
A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, destacou que a imunização deve ser realizada exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados ou por auxiliares autorizados.
A comprovação deve ser feita por atestado emitido no Sidago em até 30 dias após a compra da vacina, com atualização obrigatória a cada 180 dias. Além disso, as fêmeas vacinadas devem ser marcadas no lado esquerdo da face, conforme determinação oficial.
Entenda a brucelose bovina
A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pela bactéria Brucella abortus, que compromete o sistema reprodutivo dos animais, provocando abortos, retenção de placenta e queda na produção de leite.
Por se tratar de uma zoonose, pode ser transmitida ao ser humano, exigindo cuidados constantes no controle e erradicação.
Segundo Sivane Dorneles Miranda, coordenadora do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina e Bubalina, os principais sintomas incluem aborto entre o sexto e o nono mês de gestação, retenção de placenta, nascimento de bezerros fracos e orquite (inflamação dos testículos) em machos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de ração no Brasil cresce 2,8% e atinge 89,9 milhões de toneladas, aponta relatório global da Alltech
Produção de ração no Brasil mantém trajetória de crescimento e consolida posição global
A produção de ração no Brasil alcançou 89,9 milhões de toneladas em 2025, registrando crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2026.
Com o resultado, o país se mantém como o terceiro maior produtor mundial de ração, atrás apenas de China e Estados Unidos. O desempenho brasileiro ficou alinhado à média global, que avançou 2,9%, totalizando 1,4 bilhão de toneladas.
Demanda por proteínas e exportações impulsionam setor de nutrição animal
O crescimento da indústria brasileira de rações foi sustentado por fatores estruturais, como:
- Expansão das exportações de proteínas animais
- Consumo doméstico aquecido
- Melhoria nos custos de produção
De acordo com o levantamento, todas as cadeias produtivas apresentaram avanço, refletindo um cenário de expansão ampla da pecuária e da produção animal no país.
Avicultura lidera consumo e mantém produção em níveis recordes
O segmento de frangos de corte apresentou crescimento de 2,7%, com incremento de aproximadamente 1 milhão de toneladas de ração.
O desempenho foi impulsionado por:
- Consumo interno robusto, com média de 47,8 kg per capita/ano
- Exportações consistentes, mesmo diante de desafios sanitários globais
Aquicultura e bovinocultura de corte registram maiores taxas de crescimento
Entre os destaques, a aquicultura apresentou o maior avanço percentual, com crescimento de 8,9%, impulsionado principalmente pela produção de tilápia e pela substituição de proteínas no consumo interno.
Já a produção de ração para bovinos de corte avançou 7,1%, refletindo:
- Melhores margens no confinamento
- Redução nos custos de alimentação
- Forte demanda externa por carne bovina
Suinocultura e pecuária leiteira mantêm expansão moderada
A produção de ração para suínos cresceu 1,9%, acompanhando o aumento no abate e nas exportações, com volume anual próximo de 22 milhões de toneladas.
Na pecuária leiteira, o avanço foi de 2,8%, sustentado por:
- Aumento na captação de leite
- Melhora nos preços pagos ao produtor
- Expansão do rebanho
Outras cadeias também registram crescimento no consumo de ração
O relatório aponta ainda evolução em outros segmentos:
- Aves de postura: +2,4%
- Pets: +0,7%
- Equinos: +0,3%
O crescimento generalizado reforça a diversificação da demanda por nutrição animal no Brasil.
Produção global cresce, mas com dinâmica mais regionalizada
Em escala global, a produção de ração atingiu 1,4 bilhão de toneladas, com crescimento puxado por ganhos de produtividade e mudanças estruturais no setor, mais do que pela expansão dos rebanhos.
A pesquisa da Alltech abrange dados de 142 países e mais de 38 mil fábricas de ração, consolidando um dos principais panoramas globais da produção animal.
Brasil integra grupo dos maiores produtores mundiais de ração
Os dez principais países produtores responderam por 65,2% da produção global em 2025. Os três maiores — China, Estados Unidos e Brasil — concentraram 47,7% do total.
Ranking global:
- China – 330,0 milhões de toneladas
- Estados Unidos – 267,3 milhões de toneladas
- Brasil – 89,9 milhões de toneladas
Tendências reforçam papel estratégico da nutrição animal no agro
O relatório indica que a produção de ração seguirá como um dos pilares da competitividade do agronegócio, com crescimento sustentado por eficiência produtiva, inovação e demanda global por proteínas.
No Brasil, o avanço do setor reforça a integração entre agricultura e pecuária, consolidando o país como protagonista na produção de alimentos em escala global.
Fonte: Portal do Agronegócio agri-food26
Fonte: Portal do Agronegócio
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