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Ibovespa renova máximas históricas e mercados globais oscilam entre alívio geopolítico e desaceleração da China
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Mercados globais operam com cautela entre geopolítica e dados da China
Os mercados globais registram comportamento misto nesta quarta-feira (15/04/2026), refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores positivos e negativos no ambiente internacional.
De um lado, investidores acompanham possíveis avanços diplomáticos na guerra entre Estados Unidos e Irã, o que contribui para reduzir tensões geopolíticas e limitar pressões sobre o petróleo. De outro, dados mais fracos das exportações da China freiam o entusiasmo e mantêm o nível de cautela elevado.
Ásia fecha sem direção única com destaque para Coreia do Sul e Japão
Nas bolsas asiáticas, o desempenho foi majoritariamente moderado, com variações discretas entre os principais índices.
Em Xangai, o índice encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, enquanto o CSI300 recuou 0,34%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,29%.
Outros mercados da região apresentaram desempenho mais positivo. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,44%, enquanto em Seul o índice Kospi registrou forte valorização de 2,07%. Em Taiwan, o Taiex avançou 1,17%, e em Cingapura o Straits Times teve alta de 0,27%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,09%.
Guerra no Oriente Médio segue no radar e influencia commodities
O cenário geopolítico continua sendo um dos principais vetores para os mercados. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã contribui para uma melhora no sentimento global.
Declarações indicam que novas conversas podem ocorrer nos próximos dias, o que reforça a percepção de um possível avanço diplomático.
Esse ambiente tem ajudado a manter os preços do petróleo sob controle, com o Brent permanecendo abaixo de US$ 100 por barril, reduzindo o risco de um choque mais severo nos custos globais.
Exportações da China desaceleram e limitam apetite ao risco
Apesar do alívio geopolítico, dados econômicos da China seguem como fator de preocupação. A desaceleração das exportações chinesas em março sinaliza perda de ritmo na segunda maior economia do mundo.
Esse movimento impacta diretamente o sentimento dos investidores, especialmente em mercados emergentes e países exportadores de commodities, que dependem da demanda chinesa.
Wall Street sustenta recuperação e dá suporte aos mercados
O desempenho recente das bolsas americanas também contribuiu para o tom mais positivo em parte dos mercados.
A recuperação de Wall Street na sessão anterior ajudou a sustentar o apetite por risco, mesmo diante das incertezas globais, servindo como base para a reação dos mercados asiáticos.
Ibovespa avança e opera próximo dos 199 mil pontos
No Brasil, o Ibovespa mantém trajetória de alta e renova máximas históricas nesta quarta-feira (15/04/2026).
O principal índice da B3 opera próximo da faixa entre 198.657 e 199.354 pontos, após ter encerrado o pregão anterior em 198.657 pontos, consolidando uma sequência de valorização ao longo da semana.
Tendência de alta é sustentada por fluxo e cenário econômico
O mercado brasileiro apresenta forte tendência de alta no curto, médio e longo prazo, apoiado por um fluxo consistente de capital e por perspectivas positivas para a economia.
O volume financeiro negociado segue elevado, superando R$ 30 bilhões, o que reforça a robustez do movimento de alta.
O ambiente de otimismo tem levado o índice a sucessivas máximas ao longo de 2026, com investidores ampliando exposição a ativos de risco no país.
Cenário combina fatores internos positivos e ambiente externo desafiador
Apesar do desempenho positivo do Ibovespa, o cenário global ainda exige atenção. A combinação entre tensões geopolíticas, desaceleração econômica na China e dinâmica das commodities segue influenciando o comportamento dos mercados.
Ainda assim, o Brasil se destaca no cenário atual, com o mercado acionário sustentando ganhos expressivos e se posicionando entre os principais destaques globais no ano.
Perspectivas seguem atreladas à geopolítica, China e fluxo internacional
Para os próximos dias, investidores devem continuar monitorando três fatores principais: o avanço das negociações no Oriente Médio, os indicadores econômicos da China e o comportamento do fluxo global de capital.
A evolução desses elementos será determinante para a continuidade do movimento de alta nas bolsas, especialmente em mercados emergentes como o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária
O complexo de doenças respiratórias dos bovinos (DRB) permanece entre os principais desafios sanitários da pecuária moderna, especialmente em sistemas intensivos de produção. Apesar disso, sistemas extensivos também estão sujeitos à enfermidade em situações de estresse, como mudanças bruscas de temperatura, transporte de longa distância e outras condições que comprometem a imunidade dos animais.
De origem multifatorial, a DRB afeta diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e pode levar à mortalidade, resultando em prejuízos econômicos significativos quando não há prevenção e tratamento adequados.
DRB resulta da interação entre agentes infecciosos, ambiente e manejo
O desenvolvimento da doença está associado à combinação entre agentes infecciosos, condições ambientais, práticas de manejo e resposta imunológica dos animais.
Entre os principais agentes bacterianos envolvidos estão:
- Mannheimia haemolytica
- Pasteurella multocida
- Histophilus somni
- Mycoplasma bovis
Esses microrganismos estão frequentemente associados a quadros respiratórios graves e processos inflamatórios pulmonares, que podem evoluir para lesões severas quando não controlados adequadamente.
Segundo a médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, Baity Leal, esses agentes podem estar presentes nas vias respiratórias sem causar doença, mas se tornam problemáticos em situações de desequilíbrio imunológico.
“O problema ocorre quando há queda de imunidade ou estresse, permitindo que as bactérias se multipliquem e alcancem o trato respiratório inferior”, explica.
Fatores de estresse aumentam ocorrência da doença no campo
A DRB tende a se manifestar com maior frequência em momentos críticos da produção, como:
- Transporte de longa distância
- Jejum prolongado
- Mistura de animais de origens diferentes
- Formação recente de lotes
- Alta densidade de animais
- Ventilação inadequada
- Poeira, lama e excesso de umidade
Em sistemas intensivos, como confinamentos de gado de corte e propriedades leiteiras, a proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente aumentam a pressão de infecção.
A doença também pode atingir bovinos a pasto, especialmente quando submetidos a estresse ou condições que comprometem a imunidade.
Sinais clínicos da DRB exigem atenção imediata no rebanho
Os principais sintomas observados incluem:
- Febre
- Secreção nasal
- Lacrimejamento
- Tosse
- Dificuldade respiratória
- Apatia
- Redução do consumo de alimento
- Queda no desempenho produtivo
Em animais jovens, como bezerras leiteiras, os impactos são ainda mais severos, podendo comprometer desenvolvimento, reprodução e produtividade futura.
Impactos econômicos reforçam importância da prevenção
Além das perdas diretas com medicamentos e mão de obra, a DRB provoca impactos indiretos relevantes, como:
- Redução do ganho de peso
- Piora da conversão alimentar
- Maior tempo de recuperação
- Desuniformidade dos lotes
- Aumento da mortalidade
Esses fatores tornam a doença um problema sanitário e econômico relevante em diferentes sistemas produtivos.
Prevenção depende de manejo, ambiência e vacinação
A prevenção da DRB envolve um conjunto de práticas integradas, incluindo:
- Controle de poeira, umidade e ventilação
- Organização adequada de lotes
- Redução de estresse durante o manejo
- Período de adaptação para animais recém-chegados
- Cuidados com colostragem em bezerros
- Higienização e cura correta do umbigo
- Programas de vacinação estruturados
Para Baity Leal, a prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda.
“A DRB não é apenas um problema de confinamento. Sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta”, reforça.
Diagnóstico precoce e tratamento rápido são decisivos para o controle
Quando a doença se instala, a rapidez na identificação e no início do tratamento é determinante para reduzir danos pulmonares e perdas produtivas.
O tratamento envolve o controle da infecção bacteriana, da inflamação e dos sintomas clínicos, garantindo melhor recuperação do animal.
“O tratamento precisa ser iniciado no momento certo e mantido pelo período adequado, com controle da infecção e da inflamação para favorecer a recuperação”, explica a especialista.
Terapias combinadas ganham espaço no controle da DRB
Soluções que associam ação antimicrobiana e anti-inflamatória vêm sendo incorporadas às estratégias de manejo sanitário.
Entre elas está o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, que combina:
- Florfenicol, antibiótico de amplo espectro
- Meloxicam, anti-inflamatório, analgésico e antipirético
O produto atua contra principais agentes da DRB, como Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni, além de controlar febre, dor e inflamação por período prolongado, contribuindo para a recuperação clínica dos animais.
O uso deve sempre seguir orientação veterinária e protocolos de uso responsável de antimicrobianos.
Sanidade respiratória como pilar da pecuária moderna
Para especialistas, o avanço no controle da DRB está diretamente ligado à profissionalização da pecuária e à adoção de protocolos sanitários mais estruturados.
“A redução do impacto das doenças respiratórias depende de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento bem conduzido”, conclui Baity Leal.
Em um cenário de intensificação produtiva, a DRB segue como um dos principais pontos de atenção da pecuária, exigindo integração entre manejo, ambiência, sanidade e tecnologia para preservar desempenho, bem-estar e rentabilidade dos rebanhos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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