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Importações em São Paulo seguem em alta e cinco estratégias podem reduzir custos, diz especialista

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São Paulo concentra mais de 30% das importações brasileiras

São Paulo manteve seu protagonismo no comércio exterior em 2024, concentrando mais de 30% das importações do país, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do governo federal. A tendência se mantém em 2025, mesmo com oscilações cambiais e o aumento dos custos logísticos.

Entre os produtos mais importados pelo estado e pelo Brasil estão:

  • Óleos combustíveis refinados: 5,8% do total
  • Automóveis de passageiros: 3,2%
  • Partes e acessórios de veículos: 3,1%
Custos logísticos pressionam empresas paulistas

Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) revela que os custos logísticos no Brasil chegaram a 18,4% do PIB em 2023, mais que o dobro da média global estimada pela OCDE.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e soluções tecnológicas, as empresas têm buscado alternativas para reduzir a pressão de custos em um cenário de dólar instável.

“Não é suficiente negociar preços. É preciso usar instrumentos de competitividade, como regimes fiscais que permitem redução de ICMS na importação ou o Drawback, que desonera insumos destinados à exportação”, afirma Oliveira.

Regimes fiscais e tecnologia como aliados

Oliveira destaca que a combinação entre regimes regionais e tecnologia oferece previsibilidade e segurança para operações de importação.

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O Regime Especial de Alagoas proporciona tributação reduzida na entrada dos produtos, aliviando o fluxo de caixa do importador.

Sistemas tecnológicos permitem visão em tempo real das operações, desde câmbio até desembaraço aduaneiro, antecipando gargalos e evitando custos inesperados.

“Quem integra tecnologia e planejamento consegue prever custos, evitar surpresas e tomar decisões mais seguras”, complementa o CEO da Saygo.

Custo Brasil exige planejamento estratégico

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o chamado “Custo Brasil” — que inclui burocracia, infraestrutura e carga tributária — representa cerca de 20% do PIB nacional, equivalente a R$ 1,7 trilhão por ano.

Para Oliveira, enfrentar esses desafios demanda planejamento detalhado e estratégias que incluam diversificação de fornecedores, proteção cambial e utilização criteriosa de regimes fiscais.

Cinco medidas para reduzir custos nas importações

O especialista sugere cinco estratégias-chave para tornar as importações mais eficientes e competitivas:

  • Aproveitar regimes fiscais como Drawback e Regime Especial de Alagoas para reduzir tributos.
  • Planejar operações cambiais com hedge e contratos a termo para se proteger da volatilidade do dólar.
  • Mapear fornecedores alternativos e diversificar origens para reduzir dependência de um único mercado.
  • Digitalizar processos de câmbio, despacho aduaneiro e logística, evitando erros e multas.
  • Estruturar contratos internacionais com cláusulas flexíveis em prazos e preços.

“Importar não é apenas comprar mais barato. É gerenciar riscos em cada etapa, do câmbio à logística. Integrando tecnologia, planejamento e regimes fiscais, as empresas conseguem competir de verdade”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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