CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercado de café segue volátil com incertezas sobre tarifas dos EUA, clima no Brasil e queda nos estoques

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado internacional de café voltou a registrar forte volatilidade na última semana, com movimentos irregulares nas cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A falta de avanços concretos sobre a possível isenção das tarifas norte-americanas sobre as importações do Brasil, aliada às incertezas climáticas e à redução dos estoques certificados, manteve os investidores cautelosos e os preços instáveis.

De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach, o cenário atual reflete a ausência de novidades relevantes e a influência da rolagem de contratos futuros, que tem acentuado os movimentos especulativos.

“Havia expectativa de que a reunião entre Lula e Trump resultasse na retirada da tarifa de 50% sobre o café brasileiro, mas até o momento nada mudou. O produto nacional continua pagando essa taxa para entrar nos Estados Unidos”, destacou Barabach.

Estoques certificados recuam e reforçam pressão nos preços

A queda dos estoques certificados na Bolsa de Nova York é outro fator que vem sustentando a volatilidade. Segundo Barabach, o volume total está em 418 mil sacas, sendo menos de 14 mil de origem brasileira.

Conforme reportagem da Reuters, tradings estão enviando cerca de 150 mil sacas de café arábica do Brasil para armazéns da bolsa na Europa, aproveitando o diferencial de preços. O movimento é motivado pelo fato de o mercado interno brasileiro não acompanhar a valorização internacional, tornando a entrega física mais lucrativa para os exportadores.

Leia Também:  Cacau e açaí são vetores de renda e preservação na Amazônia

Essa dinâmica, somada à rolagem dos contratos de dezembro/25, tem aumentado a tensão entre os operadores, segundo o consultor.

“O ambiente reforça o nervosismo e amplia o risco de novas oscilações. Mesmo que o movimento esteja parcialmente descolado do mercado físico, ele afeta os preços globais, reduz a liquidez e alimenta as incertezas”, observou Barabach.

Tarifas dos EUA alteram fluxo global e sustentam preços internacionais

As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ao café brasileiro transformaram a dinâmica do comércio mundial da bebida. O país, que é o maior comprador de café do mundo, taxou seu principal fornecedor, responsável por mais de 30% do abastecimento norte-americano, o que gerou desequilíbrio nas negociações e sustentação artificial nos preços internacionais.

Barabach ressalta que o cenário se agravou pela entressafra em outras origens produtoras, deixando o Brasil praticamente isolado na oferta global. A tentativa de compensar o déficit com cafés da Colômbia, América Central, África e Ásia — incluindo robustas — não foi suficiente para suprir a demanda.

Como resultado, os diferenciais de venda dispararam. O café colombiano, por exemplo, chegou a ser negociado com ágio superior a +30 centavos de dólar por libra-peso no porto de Buenaventura, segundo o especialista.

Clima e floradas no Brasil mantêm incerteza sobre safra 2026

Além das tensões comerciais, o clima no Brasil segue como fator determinante para o comportamento dos preços. Após a abertura das floradas da safra 2026, o mercado observa com atenção o pegamento dessas flores, que depende de chuvas regulares nas principais regiões produtoras.

Leia Também:  Especialista internacional em incubação avícola destaca fatores para alta performance no 15º Simpósio Técnico da ACAV

Barabach explica que, após o movimento altista iniciado em agosto, impulsionado pelas tarifas, e a consolidação dos ganhos em setembro, o mês de outubro foi marcado por estabilidade com preços ainda elevados.

“As tarifas continuam em vigor, e as floradas diversas no Brasil adiam qualquer estimativa mais precisa sobre o potencial produtivo da safra 2026, o que mantém o ambiente de incerteza”, afirmou.

Perspectivas: decisão sobre tarifas pode definir rumo do mercado

Com estoques reduzidos nos Estados Unidos e a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, período de maior consumo, a indústria norte-americana pressiona por uma solução sobre as tarifas. Uma eventual isenção poderia trazer estabilidade e maior previsibilidade aos preços.

Enquanto isso, o avanço das exportações de países como Vietnã, Colômbia, Etiópia e América Central tende a aliviar o abastecimento global. Paralelamente, os “crop tours” da nova safra brasileira devem ganhar força ao longo de novembro, oferecendo as primeiras indicações sobre o potencial produtivo de 2026.

“O mercado ainda espera sinais mais claros. Por enquanto, evita assumir uma direção definida”, concluiu Barabach.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Café recua nas bolsas internacionais e mercado brasileiro encerra semana com negociações travadas

Publicados

em

O mercado brasileiro de café deve encerrar a semana com baixo volume de negócios, refletindo a combinação de queda nas bolsas internacionais, avanço da colheita brasileira e maior cautela dos produtores diante das oscilações cambiais e climáticas.

Nesta sexta-feira (15), os contratos futuros do café abriram em baixa tanto na Bolsa de Nova York quanto em Londres, pressionando os preços do arábica e do robusta no mercado físico nacional. A movimentação acompanha ajustes técnicos dos investidores, além da expectativa de maior oferta com a entrada da safra brasileira.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/2026 do café arábica operava com queda de 1,31%, cotado a 277,00 centavos de dólar por libra-peso. Na sessão anterior, o vencimento já havia encerrado em baixa de 1,8%, aos 275,70 cents/lbp.

Os demais contratos também registraram perdas no início do pregão. O julho/26 recuava para 273,30 cents/lbp, enquanto setembro/26 caía para 266,10 cents/lbp e dezembro/26 era negociado a 259,55 cents/lbp.

Em Londres, o café robusta seguiu o mesmo movimento negativo. O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.417 por tonelada, enquanto setembro/26 recuava para US$ 3.303 por tonelada.

Mercado físico trava com pressão dos compradores

No Brasil, compradores reduziram as ofertas acompanhando as perdas externas. Segundo agentes do setor, os produtores seguem cautelosos e negociam apenas de forma pontual, aguardando melhores oportunidades de comercialização.

O mercado relata que os compradores não acompanham integralmente os movimentos de alta das bolsas e intensificam a pressão sobre os preços quando há quedas internacionais, o que acaba travando os negócios.

Leia Também:  Exportações de arroz ganham fôlego com alta oferta e necessidade de escoamento no mercado interno

Apesar da lentidão nas negociações, o interesse pela compra de café permanece ativo para diferentes padrões de qualidade, especialmente para atender à demanda de exportação.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.740 e R$ 1.745 por saca, abaixo dos R$ 1.780 a R$ 1.785 registrados anteriormente.

No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação caiu para R$ 1.760/R$ 1.765 por saca, contra R$ 1.800/R$ 1.805 no comparativo diário.

Já o arábica tipo rio 7 na Zona da Mata mineira recuou para R$ 1.160/R$ 1.165 por saca.

No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória foi cotado entre R$ 945 e R$ 950 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 940 e R$ 945.

Clima segue no radar do mercado cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos agentes do setor. De acordo com previsões meteorológicas, as chuvas devem se concentrar entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia nos próximos dias.

Uma nova frente fria também deve provocar precipitações em áreas produtoras do Sudeste, especialmente em São Paulo e no sul de Minas Gerais entre o fim de semana e o início da próxima semana.

Leia Também:  Cacau e açaí são vetores de renda e preservação na Amazônia

As temperaturas permanecem mais baixas no centro-sul do Brasil, mas sem risco significativo de geadas para as lavouras de café. As mínimas podem ficar próximas de 10°C em regiões mais frias de São Paulo e do sul mineiro.

Para a próxima semana, a previsão indica continuidade das instabilidades climáticas sobre o Sudeste, com chuvas moderadas em áreas produtoras de São Paulo, Sul de Minas, Zona da Mata, Triângulo Mineiro, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Estoques certificados permanecem estáveis

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures permaneceram estáveis em 471.985 sacas de 60 quilos na posição de 14 de maio de 2026.

Dólar sobe e cenário externo pressiona commodities

O mercado cambial também influencia o comportamento do café. O dólar comercial operava em alta de 1,20%, cotado a R$ 5,0491, enquanto o Dollar Index avançava para 99,194 pontos.

No cenário internacional, as principais bolsas asiáticas encerraram o dia em baixa, com destaque para China (-1,02%) e Japão (-1,99%). Na Europa, os índices também registravam forte recuo, com Paris caindo 1,59%, Frankfurt 1,92% e Londres 1,89%.

Já o petróleo operava em alta, com o WTI para julho negociado próximo de US$ 99,84 por barril, avanço de 3,05%, movimento que mantém atenção dos mercados globais sobre inflação e custos logísticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA