CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercado de feijão em agosto: carioca se mantém firme enquanto preto registra colapso de preços

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado de feijão apresentou cenários distintos ao longo de agosto, segundo análise de Evandro Oliveira, da Safras & Mercado. O feijão carioca registrou firmeza nos preços, impulsionado pela seletividade dos compradores e pela oferta limitada em algumas regiões.

A chegada da terceira safra, principalmente em Minas Gerais e Goiás, foi rapidamente absorvida pelo mercado, enquanto a oferta do Paraná caiu significativamente. “Isso tornou os feijões comerciais (notas 7,5 e 8) escassos na Bolsa, fazendo com que os compradores redirecionassem sua atenção para esses padrões”, explicou Oliveira.

O analista destacou ainda que, mesmo com pouca movimentação, vendas pontuais e para embarque sustentaram os preços. Um exemplo é a negociação de 4 mil sacas de feijão nota 8,5 para exportação. Os valores para os melhores lotes se mantiveram firmes, com o feijão extra em torno de R$ 245/saca e os comerciais entre R$ 180 e R$ 210/saca.

“Se a demanda se tornar inadiável, o mercado pode ensaiar uma nova alta”, acrescentou Oliveira.

Feijão preto sofre com excesso de oferta e preços críticos

O cenário do feijão preto é oposto. A safra praticamente alcançou 800 mil toneladas, enquanto o consumo anual é estimado em cerca de 500 mil toneladas, gerando excedentes que pressionam os preços.

Leia Também:  Embarques do agronegócio somaram R$ 20,9 bilhões em janeiro, volume 17,5% maior

Mesmo com aumento das exportações, a oferta interna permanece elevada. Em regiões produtoras do Sul do Paraná e do Nordeste Rio-grandense, os preços variaram entre R$ 116 e R$ 122/saca, bem abaixo dos custos de produção (aproximadamente R$ 180/saca) e do preço mínimo oficial de R$ 152,91/saca.

Oliveira alerta que a desvalorização representa um desincentivo ao plantio na próxima safra, indicando possível redução da área cultivada.

Medidas emergenciais e expectativas para o mercado

Uma iniciativa da Conab, com subvenção de R$ 21,7 milhões, pode escoar cerca de 15 mil toneladas de feijão e oferecer algum alívio aos produtores, embora ainda não tenha refletido nas cotações.

Além disso, o decreto de Santa Catarina, que reduz o ICMS de 7% para 0% a partir de setembro, deve baratear o produto no varejo e estimular o consumo. A expectativa é que a medida acelere o escoamento da produção acumulada, com efeitos já observáveis em outubro.

Preços nas principais regiões produtoras (FOB)
  • Feijão carioca
    • Interior de São Paulo: R$ 244 a R$ 246/saca
    • Triângulo Mineiro: R$ 221 a R$ 223/saca
    • Noroeste Goiano: R$ 220 a R$ 222/saca
    • Sorriso (MT): R$ 194 a R$ 196/saca
    • Sul Goiano: R$ 198 a R$ 200/saca
  • Feijão preto
    • Sul do Paraná: R$ 116 a R$ 118/saca
    • Nordeste Rio-grandense: R$ 116 a R$ 118/saca
    • Campos de Cima da Serra (RS): R$ 120 a R$ 125/saca
    • Noroeste do Paraná: R$ 116 a R$ 119/saca
Leia Também:  MPA publica portaria que cancela as licenças de pescadores profissionais que não realizaram o recadastramento obrigatório

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Piscicultura brasileira alerta para impactos de possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos do Brasil

Publicados

em

A possibilidade de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos acendeu um sinal de alerta no agronegócio nacional. A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) manifestou preocupação com a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que poderá ampliar as barreiras comerciais para produtos brasileiros no mercado norte-americano.

A medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025 e ainda passará por um período de consulta pública antes de eventual implementação pelo governo dos Estados Unidos.

Embora os produtos que poderão ser efetivamente atingidos ainda não tenham sido oficialmente definidos, a proposta gera apreensão entre os setores exportadores brasileiros, especialmente aqueles que vêm ampliando sua participação no comércio internacional nos últimos anos.

Insegurança para exportadores brasileiros

Na avaliação da PEIXE BR, a adoção de novas tarifas pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro e representam uma oportunidade estratégica para diversos segmentos, incluindo proteínas animais, pescados, frutas, café e produtos industrializados de origem agropecuária.

Leia Também:  Alta do diesel e dos fertilizantes pressiona custos e contratos no agronegócio

O aumento dos custos de entrada pode reduzir a atratividade dos produtos brasileiros frente a concorrentes internacionais, impactando negócios já consolidados e dificultando a expansão de novos mercados.

Piscicultura acompanha cenário com atenção

A piscicultura brasileira vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionada pelo aumento da produção, pela modernização da cadeia produtiva e pela abertura de novos mercados internacionais.

Diante desse contexto, a PEIXE BR destaca que medidas que elevem custos ou imponham restrições ao comércio internacional devem ser avaliadas com cautela, uma vez que podem afetar diretamente a competitividade do setor e comprometer oportunidades de crescimento das exportações.

Além da piscicultura, eventuais barreiras comerciais também podem gerar reflexos em toda a cadeia do agronegócio brasileiro, setor que tem ampliado sua presença global como fornecedor estratégico de alimentos.

Agronegócio brasileiro busca ampliar presença internacional

Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agroexportadoras do mundo. O avanço das exportações tem sido sustentado por ganhos de produtividade, investimentos em tecnologia e crescente demanda internacional por alimentos.

Leia Também:  Toledo, no Paraná, sedia o Inovameat a partir de segunda

Nesse cenário, a manutenção de relações comerciais estáveis e previsíveis é considerada fundamental para garantir segurança aos investimentos e ampliar a participação dos produtos brasileiros nos mercados globais.

Especialistas destacam que mudanças tarifárias podem influenciar decisões de compra, alterar fluxos comerciais e impactar a competitividade de diversos segmentos produtivos.

Setor aguarda definição das autoridades americanas

Enquanto o governo dos Estados Unidos conduz o processo de consulta pública sobre a proposta, a PEIXE BR seguirá monitorando os desdobramentos das discussões e avaliando os possíveis impactos para a piscicultura nacional.

A entidade reforça que continuará acompanhando as negociações comerciais e defendendo medidas que preservem a competitividade dos produtores brasileiros, contribuindo para o fortalecimento da produção de pescado e do agronegócio nacional.

A expectativa do setor é que eventuais decisões levem em consideração a importância do comércio bilateral e os impactos econômicos que novas barreiras podem gerar para produtores, exportadores e consumidores dos dois países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA