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Mercado de milho inicia 2026 com negócios lentos, preços em queda e exportações em alta

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O mercado brasileiro de milho começou 2026 com pouca movimentação e preços entre estáveis e mais baixos. Segundo levantamento da Safras Consultoria, o cenário segue com tendência de queda nas cotações, reflexo da baixa demanda interna e dos estoques confortáveis mantidos por consumidores e indústrias.

De acordo com analistas da Safras & Mercado, muitas empresas anteciparam compras ainda em 2025, o que reduziu a necessidade de novas aquisições neste início de ano. Com isso, a pressão sobre os preços permanece em várias regiões produtoras, principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

Nos estados do Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná, os preços se mantiveram estáveis, mesmo com a colheita em andamento e aumento gradual da oferta.

Oferta global elevada afeta o cenário internacional do milho

No mercado externo, o desempenho também foi negativo na primeira semana de 2026. O aumento da oferta global — impulsionado por uma safra abundante nos Estados Unidos e boas perspectivas de produção na América do Sul — manteve o cereal sob pressão.

Mesmo com sinais de demanda mais aquecida pelo milho norte-americano, as cotações internacionais não reagiram, refletindo o sentimento de excesso de oferta no mercado mundial.

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Expectativas para os próximos dias: relatórios da Conab e do USDA

No Brasil, o foco do mercado estará voltado para o 4º levantamento da safra de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), previsto para o dia 15 de janeiro.

Já no exterior, o destaque será a divulgação dos relatórios de oferta, demanda e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), agendados para segunda-feira (12).

Esses dois documentos devem influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Preços regionais: estabilidade e pequenas quedas

A média nacional da saca de milho foi cotada a R$ 67,38 no dia 8 de janeiro, representando uma leve queda de 0,47% em relação à semana anterior.

Confira as cotações regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 65,00/saca – estável;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 72,00 – queda de 2,7%;
  • Mogiana (SP): R$ 69,00 – baixa de 1,43%;
  • Rondonópolis (MT): R$ 64,00 – estável;
  • Erechim (RS): R$ 70,00 – estável;
  • Uberlândia (MG): R$ 66,00 – baixa de 1,49%;
  • Rio Verde (GO): R$ 63,00 – sem variação.
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O cenário indica que os compradores seguem cautelosos, aguardando novas definições sobre a safra e os relatórios internacionais antes de retomar negociações mais firmes.

Exportações de milho avançam e fecham 2025 em alta

Enquanto o mercado interno apresenta ritmo fraco, as exportações de milho seguem em bom desempenho.

Em dezembro de 2025, o Brasil embarcou 6,127 milhões de toneladas, movimentando US$ 1,333 bilhão, com preço médio de US$ 217,70 por tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 46% no valor médio diário exportado, crescimento de 43,6% no volume e valorização de 1,7% no preço médio.

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de milho totalizaram US$ 8,588 bilhões, um avanço de 5% sobre os US$ 8,177 bilhões registrados no ano anterior — resultado que reforça o papel estratégico do cereal na balança comercial do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA projeta exportação de 49 milhões de sacas e safra recorde no Brasil

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O Brasil deve exportar 49 milhões de sacas de café (60 kg) na safra 2026/27, volume que sinaliza uma retomada robusta do protagonismo brasileiro no mercado global. A projeção, divulgada nesta quarta-feira (03.06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fundamenta-se na expectativa de uma safra nacional recorde, estimada em mais de 70 milhões de sacas.

O dado é um divisor de águas: enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 acumulou apenas 11,5 milhões de sacas exportadas — uma queda de 24% frente ao mesmo período de 2025, fruto de estoques internos exauridos por safras anteriores limitadas — o USDA identifica, a partir de abril, o início de uma reversão dessa tendência, com a oferta crescendo para atender à forte demanda internacional.

Um dos pontos de maior atenção é a sinalização de avanço no acordo entre União Europeia e Mercosul. Atualmente, o Brasil já tem isenção tarifária para o café verde na Europa. Contudo, o produto de maior valor agregado — o solúvel, sobre o qual incide uma taxa de 9%, e o torrado e moído (7,5%) — ainda enfrenta barreiras que favorecem concorrentes como o Vietnã. A expectativa é que, com a gradativa redução dessas tarifas a zero nos próximos quatro anos, o café brasileiro ganhe um fôlego extra para dominar o mercado europeu.

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O USDA projeta que os estoques finais da safra 2026/27 alcancem 4,4 milhões de sacas, um aumento frente aos 3,8 milhões previstos para o ciclo atual. Com a promessa de uma colheita volumosa, superando a marca de 70 milhões de sacas, o Brasil tem potencial para elevar suas exportações em até 30%. O desafio agora é equilibrar essa oferta recorde com a volatilidade cambial e as variações climáticas que ditam o ritmo da porteira para fora.

Fonte: Pensar Agro

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