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Mercado do Café: Volatilidade Persistente e Perspectivas para a Safra Brasileira
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Perspectivas de Oferta: Robustas em Alta e Arábica com Desafios
Apesar de ser um ano de bienalidade negativa, a produção de café no Brasil deve registrar um crescimento de 2,7% na safra de 2025, em comparação com o volume colhido no ciclo anterior. A estimativa da produção brasileira é de 55,7 milhões de sacas, conforme levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira, 6 de maio.
Esse bom desempenho é, em grande parte, atribuído à recuperação da produtividade das lavouras de café conilon (ou robusta), que devem alcançar uma marca histórica de 18,7 milhões de sacas, um aumento de 28,3% em relação à safra anterior. Por outro lado, a variedade arábica, que sofre mais com a bienalidade negativa, deve apresentar uma redução de 6,6% na colheita, com a produção totalizando cerca de 37 milhões de sacas.
Mercado Internacional: Estoques e Exportações Influenciam Preços
Conforme reportado pelo portal Bloomberg, a perspectiva de fornecimento de café tem mostrado sinais de melhora, especialmente para o robusta. As exportações do Vietnã, um dos principais produtores da variedade, aumentaram 11% em abril, enquanto os embarques de Uganda também registraram crescimento nesta temporada. Esses fatores ajudam a manter os estoques monitorados pelas bolsas internacionais.
No entanto, o cenário de alta volatilidade persiste, já que os comerciantes ainda avaliam as melhores perspectivas para o fornecimento de grãos, considerando a variedade mais barata. A publicação destaca que a instabilidade no mercado ocorre enquanto os fundamentos permanecem os mesmos: estoques globais baixos e problemas climáticos recorrentes.
Cenário Climático e Estoques Globais: Ameaças para o Mercado
De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos de mercado continuam sem grandes mudanças. Os estoques globais de café seguem em níveis baixos, o que gera incertezas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda. Além disso, os problemas climáticos persistem e a aproximação do inverno no hemisfério sul torna o cenário ainda mais desafiador para os produtores e comerciantes de café.
Movimentação nas Bolsas: Oscilações nos Preços
Perto das 8h30 (horário de Brasília), os contratos de café arábica apresentavam variações positivas. O contrato de maio/25 registrava um ganho de 215 pontos, sendo negociado a 401,10 cents/lbp, enquanto os contratos de julho/25 e setembro/25 também registraram aumentos, com cotações de 389,85 cents/lbp e 384,30 cents/lbp, respectivamente. O contrato de dezembro/25, por sua vez, avançou 25 pontos, com o valor de 375,70 cents/lbp.
Por outro lado, o café robusta registrou quedas nos contratos mais próximos, como o de maio/25, que perdeu US$ 44, sendo negociado a US$ 5.207/tonelada. No entanto, os contratos de julho/25 e setembro/25 apresentaram aumentos, atingindo US$ 5.285/tonelada e US$ 5.230/tonelada, respectivamente. O contrato de novembro/25 também registrou um aumento de US$ 30, fechando em US$ 5.170/tonelada.
O mercado de café segue como um cenário de constante incerteza, onde fatores climáticos e de oferta continuam a influenciar as cotações, mantendo uma alta volatilidade. O Brasil, porém, se mantém como um protagonista chave na oferta global, especialmente para o robusta, com boas perspectivas para a safra 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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